Vasco escalado para o Clássico! Veja os 11 de Renato Gaúcho contra o Fla

O Gigante da Colina está pronto para a batalha! Renato Gaúcho definiu os 11 guerreiros que vão calar o Maracanã contra o rival. A bola rola às 16h!

A FÚRIA DO COMANDANTE APÓS O CLÁSSICO

A poeira do empate heroico por 2 a 2 contra o nosso maior rival mal havia baixado, e Renato Gaúcho, nosso comandante, chegou na sala de imprensa com o sangue fervendo. Não era para menos. Depois de buscar um resultado que parecia impossível, com um gol no último suspiro, a última coisa que ele queria ouvir era sobre jogador ‘desmotivado’. E ele não deixou barato.

Questionado por um repórter sobre a possibilidade de atletas como Spinelli e Adson se sentirem ‘desprestigiados’ ou ‘desmotivados’ por irem para o banco após boas atuações, Renato não fugiu da raia. Pelo contrário, usou a pergunta para mandar um recado que ecoou por São Januário e serve para qualquer um que sonhe em vestir nosso manto sagrado.

‘COM ESSA CAMISA E ESSE SALÁRIO?’

A resposta do nosso técnico foi um verdadeiro tapa de luva de pelica, uma aula sobre o que significa ser jogador do Club de Regatas Vasco da Gama. Ele foi direto, sem rodeios, como a torcida gosta.

“Desmotivado? Os caras usando uma camisa desse peso? Com uma torcida como a do Vasco? Com o salário que eles ganham? Com a mordomia toda que eles têm, desprestigiados?”, disparou Renato, deixando claro que não há espaço para corpo mole no Gigante da Colina.

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Ele continuou, com a voz firme: “Se o jogador estiver desprestigiado ele não pode estar no grupo do Vasco. Ele tem que elogiar, tem que estar feliz por estar no grupo do Vasco. Não tem cláusula no contrato de que o jogador tem que ser titular. Tem que ter entrega, atitude em campo.”

Para fechar com chave de ouro, o comandante lembrou o óbvio, que parece não ser tão óbvio para alguns: “Tem milhões de jogadores que gostariam de estar no lugar deles no Vasco. Eles têm que valorizar isso.” Apesar do recado duro, ele fez questão de dizer que não tem queixas do empenho nos treinos. O recado, no entanto, foi dado e para o Brasil inteiro ouvir.

UM EMPATE COM GOSTO DE BATALHA

O discurso forte de Renato Gaúcho veio para coroar uma noite de pura emoção vascaína. O jogo não começou fácil. O rival, como sempre, entrou soberbo e abriu o placar logo aos sete minutos com o atacante Pedro. O Vascão sentiu o golpe, parecia nervoso, errando passes que não costuma errar.

Conseguimos equilibrar a partida, mas a bola teimava em não entrar. Faltava aquele capricho final, aquela tranquilidade para empurrar para as redes. Para piorar, no segundo tempo, aos 13 minutos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio, após ser chamado pelo VAR, marcou um pênalti polêmico de Paulo Henrique em Pedro. Jorginho converteu e abriu 2 a 0, deslocando nosso paredão Léo Jardim.

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Parecia o fim. Parecia mais uma noite de sofrimento. Mas quem veste essa camisa não desiste. O Vasco é o time da virada, e a raça começou a falar mais alto. Robert Renan, de cabeça, diminuiu e colocou fogo no jogo. O time foi para o abafa, na base do coração, empurrado pela nossa gente.

E então, no último lance, no apagar das luzes, a justiça divina se fez presente. Hugo Moura, que havia acabado de entrar, pegou a sobra na área e fuzilou para o gol. 2 a 2! Um gol para lavar a alma, para calar o estádio rival e para mostrar que o Gigante da Colina nunca se entrega.

O RECADO ESTÁ DADO: HONREM A CAMISA!

A fala de Renato Gaúcho e a reação do time em campo se conectam perfeitamente. É exatamente essa atitude que a torcida cruzmaltina exige. Não queremos jogadores que se sintam estrelas intocáveis, queremos guerreiros que sangrem por nossas cores. O Vasco é maior que qualquer nome, que qualquer vaidade.

O recado do nosso treinador é a voz da arquibancada. Quem está no Vasco tem que entender o peso da história que carrega nas costas. É a camisa de Dinamite, de Roberto, de Juninho. É a camisa da luta contra o preconceito. Sentir-se desmotivado aqui é um luxo que ninguém pode ter.

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Que essa mensagem sirva de lição para o elenco. O empate foi heroico, mas a luta continua. E para continuarmos subindo, precisaremos de 11 guerreiros em campo e mais tantos outros no banco, todos com o mesmo objetivo e a mesma fome de vencer. Quem não estiver nesse espírito, como disse o próprio Renato, não pode estar no grupo.