JÁ?! Montaño abre o placar e Vasco começa perdendo para o Medellín na Sula!

MAL COMEÇOU E JÁ SOFREMOS! Montaño abre o placar para o Independiente Medellín e o Vasco já sai em desvantagem na estreia de Pedro Emanuel na Sul-Americana.

Andrés Gómez em campo na partida entre Vasco e Independiente Medellín (Foto: JAIME SALDARRIAGA/AFP)

Um empate com sabor de batalha e esperança

Na raça! No coração! Do jeito que o vascaíno se acostumou, para o bem e para o mal. O Vascão foi até a Colômbia e, depois de uma montanha-russa de emoções, arrancou um empate por 2 a 2 contra o Independiente Medellín. Não foi a vitória que sonhávamos, mas para um jogo de ida fora de casa, na Copa Sul-Americana, saímos vivos e com a faca nos dentes para decidir tudo no nosso Caldeirão.

Foi um jogo de duas caras, de domínio e vacilo, de desespero e redenção. Um gol contra a nosso favor, um gol contra para eles. Um gol sofrido, um gol salvador no fim. É o Vasco em sua mais pura essência. Agora, a decisão é em São Januário, na próxima quarta-feira (29). E eles vão sentir o que é a pressão do povo cruzmaltino!

Um primeiro tempo de ilusão e o velho castigo

Quem viu os primeiros 45 minutos pensou: “Hoje vai ser tranquilo”. O Gigante da Colina foi superior, mandou no jogo, teve mais posse de bola e criou as melhores oportunidades. Nosso goleiro, Léo Jardim, foi um mero espectador. Parecia que o gol era questão de tempo.

Mas, como nem tudo são flores na vida do torcedor vascaíno, veio o castigo. Em uma jogada rápida de transição dos colombianos, a casa caiu. Mena inverteu a bola, Loboa fez um corta-luz que enganou nossa defesa, e Martegani apareceu livre nas costas de Puma Rodríguez. O cruzamento encontrou Montaño, sozinho, sem marcação, para empurrar para as redes. Um balde de água fria. Um gol que nasce de uma falha de posicionamento que nos custou caro. Frustrante é pouco.

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Reação, novo vacilo e o fantasma da derrota

A volta para o segundo tempo foi elétrica. Logo no primeiro minuto, o Vascão mostrou que não estava morto! Andrés Gómez fez boa jogada e acionou Cuiabano, que foi à linha de fundo com a determinação de um guerreiro e cruzou rasteiro. A bola bateu no zagueiro Varela e morreu no fundo do gol. Gol contra deles! 1 a 1! A torcida que sofria em casa explodiu no sofá!

Só que, inexplicavelmente, após o empate, o time recuou. Cedeu campo, deu espaço para o Independiente Medellín gostar do jogo. E a punição, mais uma vez, veio de forma cruel. Em um cruzamento despretensioso na nossa área, nosso zagueiro Cuesta, na tentativa de cortar, acabou desviando a bola para o próprio gol. Um gol contra inacreditável. O silêncio da derrota iminente já pairava no ar. Parecia que todo o esforço tinha sido em vão.

Cuiabano, o NOME do jogo! E Spinelli, o herói da noite!

Quando tudo parecia perdido, quando a derrota parecia certa, a raça vascaína falou mais alto. E ela teve um nome: Cuiabano. O lateral-esquerdo foi, de longe, o melhor em campo. Incansável, fez uma dupla infernal com Andrés Gómez pela esquerda e foi por ali que o Gigante respirou.

E foi dos pés dele que nasceu a esperança. Quase no apagar das luzes, Robert Renan acertou um lançamento primoroso para o nosso lateral, que invadiu a área como um ponta e cruzou na medida. Lá estava ele, Spinelli, para finalizar de primeira, com a frieza de um artilheiro, e decretar o 2 a 2. Um gol para lavar a alma! Um grito entalado na garganta do torcedor que finalmente saiu!

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Spinelli mostrou a que veio, mas a jogada inteira foi a cara do que queremos ver: luta, inteligência e a bola no pé de quem sabe, Cuiabano. Que partida do nosso lateral!

Agora é no Caldeirão! A vaga será nossa!

O resultado de 2 a 2 fora de casa deixa tudo aberto. A decisão será na próxima quarta-feira, dia 29, na nossa casa, em São Januário. Não tem mais cálculo, não tem mais favoritismo. É final. Quem vencer, avança para as oitavas de final para encarar o Olimpia.

Agora a responsabilidade é nossa, torcida vascaína. Temos que transformar o Caldeirão em um inferno para os colombianos. Cada um de nós tem que jogar junto com o time. O empate foi duro, sofrido, mas nos manteve vivos. E um Vasco vivo é um Vasco perigoso. Vamos pra cima deles, Gigante! A vaga é nossa!