É HORA DA VERDADE!
Tem fantasma que assombra mais que o próprio rebaixamento, torcedor vascaíno. E neste sábado, um deles volta a nos visitar em São Januário. O nome dele? Mirassol. Em um confronto que vale muito mais que três pontos, o Gigante da Colina entra em campo pela 20ª rodada do Brasileirão para uma verdadeira final. É vida ou morte na luta para fugir da desgraça do Z-4.
A situação é crítica, não vamos nos enganar. Estamos na 17ª colocação, com míseros 20 pontos. Logo atrás, colado na gente, vem o time paulista, em 18º, com 19 pontos. Uma vitória não apenas nos tira, mesmo que momentaneamente, da zona da degola, mas também afunda um concorrente direto. É um jogo de seis pontos, uma batalha que precisa ser vencida na raça, na vontade, no grito da nossa torcida no Caldeirão.
UM TABU QUE DÓI NA ALMA
Mas não é só a tabela de classificação que pesa. Existe uma pedra no nosso sapato, uma freguesia que já passou do limite do aceitável. Em toda a história, enfrentamos o Mirassol três vezes. O resultado? Três derrotas. Sim, você leu direito. Nunca, em três oportunidades, conseguimos vencer esse adversário.
Os números são uma vergonha para a nossa camisa. O time paulista já balançou nossas redes sete vezes, enquanto nós, o Gigante, só conseguimos marcar três gols. É um retrospecto que precisa ter um fim. E tem que ser agora, dentro da nossa casa, com o apoio do povo cruzmaltino que nunca abandona.
AS CICATRIZES DO PASSADO AINDA ARDEM
Essa história de terror começou em 2025, justamente no ano de estreia do Mirassol na Série A. E eles já mostraram que seriam um osso duro de roer, especialmente na casa deles, onde terminaram aquele campeonato com a quinta melhor campanha. A gente sentiu isso na pele.
No primeiro turno daquele ano, fomos derrotados por 3 a 2. Uma partida marcada por erros que custaram caro. Lembro como se fosse hoje: uma falha inacreditável de Daniel Fuzato permitiu que Negueba abrisse o placar. Logo depois, um erro na saída de bola e Chico ampliou. Foi um balde de água fria.
O Vascão ainda mostrou raça e buscou o empate. Com gols de Pumita e do nosso artilheiro Vegetti, a esperança voltou. Mas aos 37 minutos do segundo tempo, o golpe final: Alesson marcou e selou a vitória deles. A pressão sobre o clube aumentou e o fantasma do rebaixamento se aproximou perigosamente.
No segundo turno, a humilhação foi dentro de São Januário. Uma derrota por 2 a 0, com gols de Renato Marques e Carlos Eduardo. Aquele resultado acendeu todos os alertas e nos fez chegar à penúltima rodada ainda com risco de queda. Por um milagre, conseguimos a permanência. Mas a ferida deixada pelo Mirassol nunca cicatrizou.
A DERROTA QUE NÃO SAI DA CABEÇA
Como se não bastasse o passado, o presente também nos atormenta. No primeiro turno deste mesmo campeonato, fomos até o estádio Maião e a história se repetiu. Começamos bem, o craque Coutinho abriu o placar e parecia que, finalmente, a maré ia virar. Mas não. Sofremos a virada e perdemos por 2 a 1.
Essa derrota recente dói ainda mais. Mostra que o problema é crônico, que algo precisa mudar na mentalidade do time ao enfrentar esse adversário. Não podemos mais entrar em campo com esse peso nas costas. É hora de impor a força da nossa camisa, a tradição do Club de Regatas Vasco da Gama.
É GUERRA EM SÃO JANUÁRIO!
Neste sábado, não há espaço para desculpas. É em casa. É com a nossa gente. É contra um adversário direto na luta mais ingrata do futebol. Vencer significa respirar, significa abrir vantagem e, principalmente, significa quebrar esse tabu ridículo que já dura tempo demais.
Perder não é uma opção. Um tropeço em casa, contra o 18º colocado, seria catastrófico. Seria a confirmação de que a crise é mais profunda do que imaginamos. Por isso, o recado para os jogadores é claro: honrem essa camisa. Joguem por nós, os milhões de fiéis do Gigante que sofrem e apoiam sem parar. Chega de vergonha. É hora de mostrar quem é o Vasco. A vitória tem peso duplo e nós precisamos dela mais do que nunca.