INACREDITÁVEL, DAVID! Atacante perde gol feito, Rojas e Spinelli decepcionam e Vascão só empata com o Olimpia

Não dá pra acreditar! Vascão amassa o Olimpia em São Januário, mas David perde gol feito e ataque decepciona. Empate amargo na Sula.

Jogadores do Vasco antes da partida contra o Olimpia — Foto: Buda Mendes/Getty Images

O grito de gol que ficou entalado na garganta

Tem noite que parece que a bola simplesmente não quer entrar. E a noite desta quinta-feira (13) em São Januário foi uma dessas. O povo cruzmaltino fez sua parte, empurrou, cantou os 90 minutos, mas viu o Vascão amassar o Olimpia, criar chances de todos os jeitos e, no fim, sair de campo com um amargo 0 a 0 na primeira batalha das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

É aquele empate com gosto de derrota, sabe? Você domina o adversário, joga no campo dele, o goleiro dos caras vira o melhor em campo, e a bola teima em não balançar a rede. A frustração é imensa, mas a sensação que fica é que fomos muito superiores. O problema é que superioridade não ganha jogo, gol sim. E os gols não vieram.

Um primeiro tempo de um time só

Desde o apito inicial, o Gigante da Colina, sob o comando de Pedro Emanuel, mostrou a que veio. Com a bola no pé e o apoio da torcida que nunca abandona, o time encurralou os paraguaios. As jogadas fluíam, principalmente pelo lado direito.

A primeira grande chance veio perto dos 15 minutos. Rojas, incansável, fez uma bela jogada e cruzou rasteiro, na medida para David. Mas aí, meu amigo, começou o nosso drama. O atacante pegou mascado na bola, um chute que saiu sem força e se perdeu pela linha de fundo. Era a chance de abrir o placar e incendiar o Caldeirão de vez.

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O Vascão não se abateu e seguiu na pressão. Em uma cobrança de falta venenosa de Cuiabano, o uruguaio Puma Rodríguez apareceu como um foguete na segunda trave e testou firme, mas o goleiro Gastón Olveira começou seu show particular com uma defesa espetacular. O grito de gol ficou preso mais uma vez.

Depois da parada para hidratação, o ritmo caiu um pouco. Uma confusão desnecessária entre Thiago Mendes e o paraguaio Fernando Cardozo ajudou a esfriar os ânimos. Mesmo assim, o controle era todo nosso. Nos minutos finais da primeira etapa, Thiago Mendes se redimiu com um passe genial para Nuno Moreira, que chutou cruzado para outra grande defesa de Olveira. O homem estava inspirado.

O lance que não sai da cabeça do torcedor

A gente voltou para o segundo tempo esperando que a justiça fosse feita. E a pressão continuou. Logo aos dois minutos, David, de peixinho, quase marcou, e no rebote, Puma Rodríguez por muito pouco não conseguiu empurrar para dentro. Parecia questão de tempo.

O time seguia criando, com Cuiabano e Adson tentando furar o bloqueio. O Olimpia, coitado, só assustou uma vez, em um cabeceio de um tal de Delmas aos nove minutos. E foi só. O resto do tempo foi um bombardeio cruzmaltino, com o técnico Pedro Emanuel tentando mudar o jogo com substituições que, infelizmente, deixaram a partida mais lenta e truncada.

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A reta final foi de ataque contra defesa. Piton e Puma Rodríguez alçavam bolas na área, Marino Hinestroza tentava as jogadas individuais. A torcida sentia que o gol estava maduro. E então, aos 45 minutos do segundo tempo, veio o lance capital. O lance que vai tirar o sono de muito vascaíno.

Piton fez um cruzamento perfeito. A bola viajou e encontrou Claudio Spinelli. Sozinho. Livre. Na pequena área. Com o gol escancarado. Era só escolher o canto e sair para o abraço. Mas o que aconteceu? O inacreditável. O atacante pegou de canela na bola, que subiu e se perdeu. Um gol que minha avó faria. Foi um balde de água fria em São Januário. O silêncio de incredulidade foi ensurdecedor.

E agora, Gigante? Tudo ou nada no Paraguai

Nos acréscimos, Zuccarello ainda tentou um chute de longe, mas o destino da noite já estava selado: 0 a 0. O apito final veio acompanhado de vaias. Não vaias de quem abandona, mas vaias de quem sabe que o time poderia e deveria ter vencido. Vaias de frustração por ver uma vitória clara escapar por entre os dedos.

Agora, a decisão ficou para a próxima quinta-feira, dia 20, lá em Assunção. Vai ser guerra. Jogar no Paraguai nunca é fácil, e agora a pressão está toda do nosso lado. Precisamos de uma vitória simples para avançar às quartas de final. Um novo 0 a 0 leva para os pênaltis. Qualquer empate com gols nos classifica.

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É hora de juntar os cacos, levantar a cabeça e mostrar a força da nossa camisa. Aquele gol perdido pelo Spinelli dói, e muito, mas não podemos deixar que isso defina o confronto. Temos time para chegar lá e vencer. É preciso ter raça vascaína, coragem e, principalmente, pontaria. Que a bola que não entrou em São Januário entre em dobro no Paraguai. Porque Vasco é coisa séria, e nós nunca vamos desistir. Vamos subir, Gigante!