VEXAME NO CALDEIRÃO: Léo Jardim falha e Vasco afunda na vice-lanterna contra o Santos

Vexame histórico em São Januário! Com falhas de Léo Jardim, Vasco perde por 3 a 0 para o Santos, afunda na vice-lanterna e vê o Z-4 cada vez mais perto.

Andrés Gómez em Vasco x Santos — Foto: André Durão

‘Deprimente em um nível surreal’: O desabafo que resume a dor de todo vascaíno

Tem dias que ser Vasco é uma prova de resistência. E a noite do confronto contra o Santos foi uma dessas. Uma derrota por 3 a 0 que doeu na alma, mas que, infelizmente, não surpreendeu quem conhece a sina recente do Gigante da Colina. E ninguém traduziu melhor o sentimento do povo cruzmaltino do que ele: Casimiro Miguel.

Durante seu programa ‘Roda de Bobo’, na CazéTV, o maior streamer vascaíno do mundo não se conteve. Com a sinceridade de quem sofre na arquibancada (ou na frente da tela), ele soltou o verbo e resumiu a frustração de milhões de torcedores que viram o Vascão ser dominado em mais uma noite para esquecer.

“Hoje, mais do que nunca, foi deprimente em um nível surreal. Não tem o que dizer”, começou Cazé, com a voz carregada de desânimo. Ele, que é um de nós, já sentia o cheiro do perigo antes mesmo da bola rolar. “Meu sentimento antes do jogo era de alerta máximo. Quem estava confiante não conhece o gigantesco.”

A análise dele sobre a partida foi cirúrgica e dolorosa, pois reflete um roteiro que já vimos muitas vezes. “O Vasco teve o controle, teve a bola, mas as melhores chances foram do Santos”, apontou. É a posse de bola inútil, o domínio estéril que não se transforma em gol, que não assusta ninguém. É o time que joga, joga, joga e morre na praia.

Publicidade

O grito de socorro por um ‘nove matador’ e o recado para Spineli

Cansado de ver o time patinar, Casimiro foi direto ao ponto. Ele apontou o dedo para a ferida que mais sangra no elenco do Almirante: a falta de qualidade e, principalmente, de um finalizador. Alguém que empurre a bola para dentro, o famoso ‘nove matador’.

“É f***, porque não queria ficar falando nomes aqui, mas é necessário. O Vasco precisa contratar urgentemente, falta qualidade. Não adianta culpar o técnico”, disparou, isentando o comandante e colocando a responsabilidade em quem monta o elenco.

E então veio o apelo, quase um grito de desespero, direcionado a um nome específico na diretoria. Um recado que ecoa o desejo de toda a torcida vascaína. “O time precisa de um nove matador, que faça gols. Spineli, pelo amor de Deus, faça alguma coisa. Você está me matando”, concluiu, em um misto de súplica e cobrança.

O recado não poderia ser mais claro. A paciência da torcida, personificada na voz de um dos seus mais ilustres membros, está no fim. Não adianta ter raça se falta o mínimo de qualidade para decidir um jogo no Campeonato Brasileiro. Precisamos de reforços para ontem.

Publicidade

Para piorar, treta antiga de Neymar e Thiago Mendes rouba a cena

Como se o vexame dentro de campo não fosse suficiente, o dia já começou tenso. Antes mesmo do apito inicial, as câmeras flagraram um momento constrangedor. Durante o protocolo de entrada, Neymar estendeu a mão para cumprimentar nosso volante Thiago Mendes, que simplesmente o ignorou, deixando o camisa 10 do time paulista no vácuo.

A treta não é de hoje. A origem do desentendimento vem lá de 2020, quando os dois se enfrentavam no futebol francês. Na época, Thiago Mendes, jogando pelo Lyon, deu uma entrada dura em Neymar, do PSG, que causou uma lesão no atacante. O lance foi feio, Neymar saiu de campo chorando e nosso jogador, que inicialmente levou amarelo, acabou expulso após revisão do VAR.

A ferida, pelo visto, não cicatrizou. O episódio só adicionou mais uma camada de drama a uma noite que já era pesada para o torcedor do Vasco. Era um prenúncio de que nada daria certo.

Um clube refém da própria história

A derrota por 3 a 0 é apenas um número. O que machuca é o sentimento de impotência, a repetição de erros, a falta de perspectiva. As palavras de Casimiro não são apenas de um comentarista; são o eco de milhões de vozes que amam este clube e não aguentam mais vê-lo definhar.

Publicidade

Quando um dos maiores comunicadores do país, um vascaíno fanático, precisa ir a público implorar por um centroavante e dizer que está sendo ‘morto’ pela inoperância da diretoria, é sinal de que chegamos ao fundo do poço. A cobrança é justa, é necessária e é urgente.

O Vasco é gigante, sua torcida é incomparável. Mas só camisa e história não ganham jogo. O recado de Casimiro precisa ser ouvido nos corredores de São Januário. Pelo amor de Deus, façam alguma coisa. A torcida não aguenta mais.