UMA LUZ NA ESCURIDÃO! Colidio brilha em vexame e vira a grande esperança do Vasco

Em meio a um vexame de 4 a 1 contra o Palmeiras, um argentino mostrou a raça que a gente tanto pedia. Colidio entrou, marcou e já virou o xodó do Gigante.

Colidio fez o seu primeiro gol com a camisa do Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

A gente sabe como é, torcedor vascaíno. Domingo de jogo do Vascão, a gente veste a camisa, prepara o coração e, mais uma vez, ele sai partido. Levar de 4 a 1 do Palmeiras dói na alma, é um vexame que a gente não merece. Mas no meio do caos, da apatia e de mais uma derrota amarga, uma pequena chama se acendeu. E ela tem nome e sobrenome: Facundo Colidio.

O atacante argentino, um dos poucos reforços que chegaram para apagar o incêndio, foi a única notícia boa em uma tarde para esquecer. Em meio ao placar elástico e a mais uma atuação desastrosa do time, foi ele quem mostrou a raça e a vontade que tanto cobramos.

A ÚNICA BOA NOTÍCIA DO DOMINGO

Quando Colidio entrou em campo, a vaca já estava indo para o brejo. O placar já marcava 3 a 0 para o adversário e qualquer um poderia simplesmente se esconder em campo. Mas não ele. O argentino não se entregou, deu sequência a todas as jogadas de ataque e, com a bola no pé, criou duas boas chances, algo que o time inteiro parecia incapaz de fazer.

E o prêmio pela sua luta veio no fim. De cabeça, ele marcou o gol de honra do Gigante da Colina. Seu primeiro gol com o nosso manto sagrado. Foi tão nítida a sua superioridade que até as atuações do ge o elegeram como o melhor jogador do Vasco em campo. Em um dia de notas baixas e vergonha, ele foi o único ponto de orgulho.

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A EXPLICAÇÃO (OU DESCULPA?) DE PEDRO EMANUEL

A pergunta que todo torcedor se fez foi: se o cara é bom assim, por que diabos ele começou no banco? E o nosso técnico, Pedro Emanuel, tentou se explicar. Segundo o português, a decisão foi para preservar o atleta.

“Por que o Colidio não jogou? Não estava 100% e eu prefiro não arriscar. Prefiro uma equipe que seja competitiva. Eu tenho que ir com esses feelings”, declarou o comandante. Uma decisão no mínimo polêmica. Será que um Colidio a 80% não seria melhor que outras opções a 100% da sua falta de futebol?

O treinador ainda reclamou da falta de tempo para preparar a equipe entre as partidas. “Pouco tempo para treinar? Nós nem treinamos. Tivemos dois dias a cada um dos jogos. Eles fazem toda a recuperação, mas alguns organismos reagem de maneira diferente. Hoje notei isso. Exemplo concreto: Cuiabano, sentiu qualquer coisa e não queria sair. Mas a minha função é preservá-lo”, disse Emanuel. A gente entende a maratona, professor, mas o povo cruzmaltino quer ver em campo quem tem vontade.

O NOVO CAMISA 9 QUE O GIGANTE PRECISAVA?

Contra o Palmeiras, Colidio foi testado pela primeira vez como o nosso centroavante, o homem de referência. Na sua estreia contra o Santos, ele havia atuado como ponta esquerda. A versatilidade é uma arma importante, e o próprio jogador já disse em sua apresentação que joga em qualquer posição do ataque. Mas vê-lo brigando entre os zagueiros e guardando o seu gol deu um alento.

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Será que encontramos, finalmente, um camisa 9 com faro de gol e espírito de luta? É cedo para dizer, mas a primeira impressão como centroavante foi a melhor possível. Ele não fugiu da briga e mostrou que tem estrela.

ATÉ O POSSÍVEL NOVO DONO JÁ É FÃ

E a moral do argentino parece estar alta não só com a torcida. Uma cena curiosa chamou a atenção no estádio. O empresário Marcos Lamacchia, que recentemente fez uma proposta para comprar a SAF do nosso Vascão, apareceu publicamente e estava vestindo uma camisa do clube. Nas costas? O número 9 e o nome de Colidio.

Se o homem que pode injetar dinheiro e salvar o nosso futebol já virou fã do cara, é um sinal. Um sinal de que, talvez, tenhamos acertado em cheio nessa contratação. É um voto de confiança que vale ouro.

AGORA É NO CALDEIRÃO: PROVA DE FOGO CONTRA O VITÓRIA

O passado recente dói, mas o futebol não para. A tendência é que Colidio, agora sim, seja titular contra o Vitória. E o palco não poderia ser melhor: o nosso Caldeirão de São Januário, pulsando com a força dos que nunca abandonaram. É a chance de ouro para ele mostrar que o brilho em meio ao vexame não foi um acaso.

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A partida é decisiva, e o Gigante precisa reagir. Confira os detalhes do confronto:

  • Adversário: Vitória
  • Competição: Copa do Brasil (Quartas de final – Jogo de ida)
  • Data: Quarta-feira
  • Horário: 21h30 (horário de Brasília)
  • Local: Estádio de São Januário

A gente espera que Pedro Emanuel deixe os “feelings” de lado e escale quem está pedindo passagem. A torcida vascaína vai lotar o Caldeirão para apoiar, mas também para cobrar. E a nossa esperança, neste momento, atende pelo nome de Colidio. Que ele honre o nosso manto e comece a escrever uma nova história de vitórias para o Almirante.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.