R$ 32 MILHÕES E NENHUM GOL: A HORA DA VERDADE PARA HINESTROZA NO VASCÃO!

A contratação mais cara da janela, Marino Hinestroza ainda não disse a que veio. Agora, terá nova chance na Sula. A paciência da torcida acabou?

A Dura Realidade dos Números no Gigante

Vamos falar sério, torcedor vascaíno. Sabe aquela sensação de comprar um presente caro, sonhar com ele por semanas, e quando abre a caixa… a decepção? É mais ou menos isso que o povo cruzmaltino sente hoje com Marino Hinestroza, o atacante colombiano que custou uma fortuna e, até agora, entregou muito pouco.

Foram cerca de 5,2 milhões de euros, o que na nossa sofrida moeda bate na casa dos R$ 32,5 milhões. Isso mesmo. O maior investimento do Gigante da Colina na última janela de transferências tem nome, sobrenome e, infelizmente, uma estatística que dói na alma: zero participações em gol. Mas, como no Vasco a esperança é a última que morre, o destino parece dar uma nova chance ao garoto. Ele deve ser titular contra o Audax Italiano, nesta quarta-feira (6), pela Sul-Americana. É a hora da virada ou a pá de cal?

O Peso de R$ 32,5 Milhões nas Costas

Contratar jogador é sempre uma aposta, mas a chegada de Hinestroza foi tratada como uma certeza. A diretoria do Vascão foi à guerra por ele. Ganhamos a disputa contra rivais diretos como o Botafogo e o Internacional, e até mesmo contra gigantes do continente como o Boca Juniors. A notícia, na época, foi motivo de orgulho. Vencemos uma batalha importante no mercado.

A ideia era clara e, convenhamos, muito bem pensada: repetir a fórmula de sucesso que tivemos com o compatriota Andrés Gómez. Trazer um ponta jovem, veloz, driblador, que desse profundidade ao nosso ataque. Hinestroza, com apenas 21 anos, parecia o encaixe perfeito. O problema é que, até agora, a peça não encaixou no quebra-cabeça do Almirante.

Publicidade

Um Currículo de Craque… Lá na Colômbia

E não dá pra dizer que foi uma aposta cega. O garoto tinha, sim, credenciais de respeito. Antes de vestir nosso manto sagrado, ele brilhou com a camisa do Atlético Nacional, da Colômbia. Por lá, os números impressionam: em 84 partidas, ele guardou 11 gols e deu 14 assistências. Não é pouca coisa.

O talento era tão evidente que o levou à seleção colombiana principal. Hinestroza foi convocado três vezes para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, chegando a entrar em campo em duas oportunidades. Estamos falando de um jogador com rodagem internacional, que sabe o que é vestir a camisa de seu país. Então, a pergunta que não quer calar é: o que aconteceu no Rio de Janeiro?

“O Professor Diniz me Ligou”: A Promessa de um Sonho Cruzmaltino

A vinda de Marino para o Vasco teve um enredo digno de filme. O próprio jogador revelou como a negociação foi selada, com uma ajudinha de um velho conhecido e uma ligação decisiva. A ponte foi feita pelo compatriota Johan Rojas, que também havia chegado ao clube.

Nas palavras do próprio Hinestroza: “Tudo começou com um amigo meu, o Johan Rojas, que havia acabado de acertar com o clube. Ele me mandou uma mensagem dizendo que o professor Diniz queria falar comigo. O treinador me ligou, e isso foi muito importante. Fiquei bastante confiante, porque considero essencial entender o que o técnico espera de você. Isso acabou sendo decisivo para a minha vinda”. Uma declaração que mostra o quanto o clube se empenhou e o quanto o jogador parecia disposto a abraçar o projeto.

Publicidade

A Frustração e a Paciência de Renato Gaúcho

Mas do sonho à realidade, o caminho tem sido tortuoso. Os números frios são um soco no estômago do torcedor que acreditou. Em 12 partidas com a camisa do Vascão, Hinestroza esteve em campo por apenas 336 minutos. Foi titular em míseras duas oportunidades. E o mais doloroso: nenhum gol, nenhuma assistência.

Ele até deu alguns lampejos, é verdade. Quem não lembra da partida contra o Coritiba? Na ausência de Andrés Gómez, ele ganhou uma chance e mostrou um pouco do futebol que fez o Vasco investir tanto. Mas foi só um brilho passageiro. A regularidade nunca veio. Pelo contrário, quanto mais chances recebia, mais parecia perdido, tomando decisões erradas em campo e, sejamos honestos, irritando a torcida que lota o Caldeirão.

A Última Chamada na Sul-Americana

O principal problema, segundo analistas e até mesmo dentro do clube, é a tomada de decisão. Aquele momento crucial de escolher entre o drible, o passe ou o chute. Hinestroza parece sempre escolher a opção errada, quebrando o ritmo do time. A situação chegou a um ponto que o nosso técnico, Renato Gaúcho, precisou vir a público para falar sobre o assunto.

Após uma derrota dolorida para o Botafogo, Renato tentou botar panos quentes, pedindo paciência com o processo de adaptação. “Eles (colombianos e equatorianos) têm muitos erros, e isso faz parte do processo. Não é da noite para o dia que vamos corrigir tudo. Existe uma diferença tática grande, e o calendário não ajuda. Jogando a cada três dias, fica difícil ajustar tudo”, explicou o comandante.

A gente entende, professor. Mas a paciência do povo cruzmaltino tem limite. E essa oportunidade na Sul-Americana soa como uma última chamada. É a chance de ouro para Marino Hinestroza começar a justificar o investimento e mostrar que tem, sim, a raça vascaína para vestir essa camisa. A bola está com ele. Que ele saiba o que fazer com ela, pelo bem do nosso Vascão.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.