HERÓI E DESFALQUE! Thiago Mendes brilha com golaço, mas cartão bobo vira pesadelo para o Vascão

Thiago Mendes foi o nome do jogo contra o Athletico, marcando um golaço, mas um amarelo por reclamação o tira do duelo crucial contra o Inter. E agora, Vascão?

Time do Vasco posado contra o Athletico — Foto: André Durão

Aquele sentimento que só o torcedor do Vasco conhece. A alegria de ver o time lutar, a explosão de um golaço e, logo depois, o balde de água fria que gela a espinha. Foi exatamente essa a montanha-russa de emoções que vivemos contra o Athletico, e o protagonista tem nome e sobrenome: Thiago Mendes. O cara foi o dono do jogo, o motor do time, mas uma infantilidade o transforma no maior problema para a próxima rodada.

Sabe quando um jogador veste a camisa e entende o que ela representa? Thiago Mendes fez isso. Apareceu em todo lugar do campo, marcou, criou e, o mais importante, guardou o dele. Numa trama espetacular com Puma Rodríguez, que meteu um passe de calcanhar digno de um camisa 10, nosso volante fuzilou para o fundo da rede. Uma atuação de gala, daquelas que enchem o peito do povo cruzmaltino de orgulho. Mas nem tudo são flores na Colina Histórica…

O Craque da Partida: Um Gol e Uma Atuação de Gala

Não dá pra negar, Thiago Mendes foi o nome da partida. Ele foi a definição da raça vascaína em campo. Além do gol, que nasceu de uma jogada bem trabalhada, ele foi onipresente. Desarmou, iniciou jogadas e mostrou uma vontade que contagia. Foi o melhor em campo, sem sombra de dúvida. É o tipo de jogador que a gente olha e pensa: ‘esse aí tem o espírito do Vascão’.

A forma como ele se apresenta para o jogo, buscando a definição, é o que esperamos de cada um que veste essa camisa sagrada. A tabelinha com o Puma foi a prova de que, quando o time joga simples e com inteligência, o resultado aparece. Um chute forte, sem chances para o goleiro. Gol do Gigante!

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Muralha Léo Jardim: O Anjo da Guarda Cruzmaltino

Se Thiago Mendes foi o herói no ataque, Léo Jardim foi nosso anjo da guarda lá atrás. Que partida segura do nosso paredão! Logo no comecinho do jogo, fez uma defesa espetacular em chute de João Cruz. E não parou por aí. Ao longo da partida, fez pelo menos outras duas intervenções cruciais que nos salvaram de um resultado pior. É uma tranquilidade ter um goleiro que passa essa segurança. Em um jogo tenso, ele foi um porto seguro para a zaga.

A Dupla Face da Defesa: Entre Assistências e Vacilos

Nossas laterais viveram um dia de contrastes. Pela direita, Puma Rodríguez foi genial no ataque, com aquele passe de calcanhar para o gol que foi pura poesia. Contudo, na defesa, a história foi outra. Sofreu com os avanços de um tal de Léo Derik e, no lance mais perigoso do fim do jogo, deixou o Aguirre subir sozinho. Um vacilo que quase custou caro. É o tipo de coisa que nos mata do coração.

Do outro lado, Lucas Piton fez uma partida muito mais sólida. Firme na marcação, sem dar espaços, e ainda apareceu bem no ataque. Criou uma chance de ouro que Brenner, infelizmente, desperdiçou e que poderia ter matado o jogo. No final, foi inteligente para segurar a bola e gastar o tempo. Uma atuação muito consciente do nosso lateral.

O ‘Quase’ que Assombra: As Chances Perdidas no Ataque

Ah, o ataque… o setor que vive de gols e que nos deixou com o grito na garganta. O Vasco começou o jogo de forma fulminante. Com segundos de partida, Brenner já tinha metido uma cabeçada que o goleiro Santos tirou em cima da linha. Ele brigou muito, deu trabalho, mas quando saía da área para construir, não foi tão efetivo.

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E o que falar da chance perdida pelo jogador que entrou no segundo tempo? Depois de um cruzamento perfeito de Piton, ele conseguiu desperdiçar um gol feito, na pequena área, praticamente sem goleiro. É inacreditável! São esses gols que não podemos perder em um campeonato tão disputado. Fica a lição.

O Cartão que Dói na Alma: Gigante Perde Seu Motor Contra o Inter

E aqui voltamos ao nosso herói e, agora, grande desfalque. Thiago Mendes, o mesmo que nos fez vibrar, tomou um cartão amarelo completamente bobo. Por reclamação. Sim, por reclamação. E como se não bastasse, Rojas também levou um amarelo infantil por ficar na frente da bola numa cobrança de falta adversária. É muita falta de malandragem!

O resultado? Thiago Mendes está suspenso e não enfrenta o Internacional na próxima rodada. Uma baixa gigantesca. Perdemos nosso melhor jogador, o motor do meio-campo, para um confronto direto. É o tipo de coisa que só acontece com o Vasco. Agora, o treinador, que leu bem o jogo ao colocar Tchê Tchê para arrumar a casa no segundo tempo, terá que quebrar a cabeça para montar o time. Quem entra? Como vamos nos virar sem nosso principal jogador? A preocupação já bate forte no coração da torcida vascaína.

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Notas da Redação Cruzmaltina:

  • Léo Jardim: Nota 9.0 – Uma muralha. Fez defesas cruciais e garantiu a segurança lá atrás.
  • Puma Rodríguez: Nota 6.5 – Gênio no ataque com uma assistência espetacular, mas sofreu demais na defesa.
  • Lucas Piton: Nota 8.0 – Partida muito sólida defensivamente e ainda criou uma chance de gol claríssima.
  • Thiago Mendes: Nota 8.5 (pela atuação), Nota 2.0 (pelo cartão) – O herói que virou vilão de si mesmo. Fez o gol, jogou muito, mas o amarelo foi imperdoável.
  • Rojas: Nota 5.0 – Começou bem, mas sumiu no segundo tempo e ainda levou um cartão evitável.
  • Brenner: Nota 6.0 – Brigou muito e quase marcou no início, mas faltou mais presença.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.