NOITE DE DECISÃO NO CALDEIRÃO! Veja a escalação do Vasco, onde assistir e como o Gigante garante a vaga na Copa do Brasil!

Com 2 a 0 na bagagem, o Gigante da Colina recebe o Paysandu em São Januário para carimbar a vaga. Saiba tudo sobre o jogo decisivo!

Vitória x Flamengo, Corinthians x Barra-SC e muito mais: veja o palpitômetro ESPN para os jogos de volta da 5ª fase da Copa do Brasil (1:13)Serão mais de 16 duelos disputados a partir desta terça-feira (12) (1:13)

Quarta-feira. Caldeirão de São Januário. O povo cruzmaltino vai chegar junto para empurrar o Gigante contra o Paysandu, com uma bela vantagem de 2 a 0 construída na ida. Mas, para a torcida que nunca abandona, esse jogo é muito mais do que apenas uma vaga nas oitavas de final. É a consolidação de um novo status. É mais um capítulo na busca por um título que nos escapa há 15 longos anos.

Desde que o nosso ídolo Pedrinho assumiu a presidência, a Copa do Brasil deixou de ser um torneio de vexames e passou a ser o nosso palco. Este é o terceiro ano da gestão, e o último, e o que vimos até aqui foi um resgate da nossa grandeza na competição. Chega de cair na primeira fase. O Vasco é coisa séria de novo!

O Resgate do Respeito na Copa do Brasil

Vamos ser sinceros, torcedor. Antes dessa nova era, a gente entrava na Copa do Brasil já esperando o pior. Campanhas medíocres, eliminações vergonhosas. Era um sofrimento. A atual direção, com Pedrinho à frente, bateu no peito e disse: ‘chega’. O objetivo era recolocar o Vascão como protagonista. E conseguiram.

Em 2024, chegamos às semifinais depois de 13 anos. Em 2025, batemos na trave, com um vice-campeonato que dói, mas que mostrou que voltamos a brigar de igual para igual. Essas campanhas nos devolveram o orgulho e, mais importante, o respeito dos adversários. Agora, eles sabem que enfrentar o Gigante da Colina é sinônimo de batalha até o último segundo.

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A Campanha de 2024: Coração na Ponta da Chuteira

Quem não se lembra daquela jornada em 2024? Sob o comando de Rafael Paiva, o time mostrou uma raça vascaína que há muito não se via. Foram três classificações seguidas nos pênaltis, uma prova de fogo para qualquer coração cruzmaltino. Passamos por Água Santa, Fortaleza e Athletico-PR no puro suor e na fé.

A cada defesa do goleiro, a cada cobrança convertida, a gente sentia que algo diferente estava acontecendo. O Vasco estava se reencontrando. A queda veio de forma dolorida, contra o Atlético-MG, nas semifinais. Perdemos por 2 a 1 na Arena MRV e, na volta, em um São Januário pulsando, não passamos de um empate em 1 a 1. Foi triste, mas saímos de cabeça erguida, sabendo que o caminho de volta ao topo havia começado.

2025: O Quase que Dói até Hoje

No ano passado, com Carille no comando, o roteiro parecia perfeito. Começamos com vitórias tranquilas: um 3 a 0 no União Rondonópolis, fora de casa, e outro 3 a 0 no Nova Iguaçu. A coisa começou a ficar séria, e o Vascão mostrou sua nova especialidade: o drama dos pênaltis.

Passamos um susto danado contra o Operário, mas a classificação veio na marca da cal. E o que dizer das fases seguintes? Eliminamos nossos rivais locais, Botafogo e Fluminense, em disputas de pênaltis que pararam o Rio de Janeiro. Cada jogo era um teste cardíaco, uma epopeia. Chegamos à final contra o Corinthians. Após um 0 a 0 em São Paulo, o Maracanã era nosso palco para a glória. Precisávamos de uma vitória simples. Uma! Mas o futebol, às vezes, é cruel. Fomos derrotados por 2 a 1. A imagem daquele dia ainda assombra, mas o orgulho de ver o time lutar até o fim permanece.

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Agora é a Hora, Gigante!

Toda essa história nos trouxe até aqui. Até esta quarta-feira contra o Paysandu. Esta é a 35ª vez que disputamos a Copa do Brasil. Se confirmarmos a vaga, será a 27ª vez que alcançamos as oitavas. Os números mostram nossa tradição.

Além do título inesquecível de 2011, com um time que jogava por música, batemos na trave nas finais de 2006 e naquela de 2025. Paramos sete vezes nas semifinais. A história é vasta, mas a fome de título é ainda maior. No último ano do mandato de Pedrinho, o sonho de levantar esse troféu de novo parece mais palpável do que nunca. Não é mais um delírio, é uma possibilidade real, construída com muito suor e algumas cicatrizes.

A vantagem de 2 a 0 é boa, mas não podemos vacilar. O Caldeirão precisa ferver. A torcida precisa jogar junto. Este time provou que tem raça e que sabe sofrer. Agora, falta o último passo: a glória. Chega de ‘quase’. Queremos a taça. Será que este é o ano de finalmente soltar o grito de ‘É CAMPEÃO’ entalado na garganta, torcedor?