DE NOVO ESSA HISTÓRIA? Vasco repete erros, é goleado e Renato detona: ‘Entramos pra desfilar’

De novo a mesma história! Vasco comete erros bizarros, é goleado por 4 a 1 e Renato Gaúcho não perdoa: 'Entramos pra desfilar, saiu barato'.

Um soco no estômago do torcedor vascaíno

Tem dias que a gente preferia nem ter acordado. Sábado foi um desses dias. Ver o Vasco da Gama em campo deveria ser um motivo de orgulho, mas o que vimos no Beira-Rio foi um espetáculo de horrores, um filme de terror que terminou com um placar que dói na alma: 4 a 1 para o Internacional. Foi, sem meias palavras, a pior e mais humilhante derrota do Gigante na temporada.

Não foi um acidente de percurso. Fomos dominados, amassados do primeiro ao último minuto. O placar elástico não mente e, na verdade, poderia ter sido pior. A sensação que fica é de impotência e vergonha. Como um time com a nossa história pode se apresentar de forma tão apática? O próprio técnico Renato Gaúcho resumiu a tragédia em poucas palavras: “Entregamos, falhamos e dormimos no ponto”. É preciso dissecar essa atuação desastrosa para entender onde o nosso Vascão errou tão feio.

Falhas individuais que custaram o jogo

Futebol é um esporte coletivo, mas no sábado, os erros individuais gritaram mais alto que qualquer esquema tático. Três dos quatro gols sofridos tiveram a participação direta, e negativa, de jogadores nossos. É inaceitável em um nível profissional.

O lance mais emblemático foi o segundo gol. Aos 24 minutos do primeiro tempo, com o placar em 1 a 0, nosso goleiro Léo Jardim, que tantas vezes já nos salvou, cometeu um erro bizarro. Numa saída de bola simples, sem pressão alguma do adversário, ele simplesmente entregou a bola nos pés de Carbonero dentro da nossa área. Um presente. A defesa estava toda postada, não havia motivo para o pânico. Aquele gol foi uma punhalada no coração da equipe, que sentiu o golpe e nunca mais se recuperou.

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E a noite de pesadelos da nossa zaga não parou por aí. O experiente Cuesta teve uma de suas piores atuações com a Cruz de Malta no peito. O zagueiro falhou em dois gols e, para coroar a noite trágica, ainda foi expulso. Ao seu lado, Robert Renan também não passou segurança e pecou ao não fazer a falta em Alerrandro no lance que originou o terceiro gol colorado. Foi um festival de erros que transformou nossa defesa em uma avenida.

Um time remendado e sem seu motor

É impossível ignorar o caminhão de desfalques que o Vasco teve para essa partida. Não é desculpa para a falta de raça, mas é um fator de peso na análise. Já não contamos com Jair e Mateus Carvalho desde o início do ano, mas para a batalha no Sul, perdemos mais seis peças importantes.

Fomos a campo sem jogadores cruciais. A lista de ausências era grande:

  • Cuiabano (lateral-esquerdo)
  • Paulo Henrique (lateral-direito)
  • Thiago Mendes (volante)
  • Rojas (meia)
  • Spinelli (atacante)
  • Adson (atacante)

A ausência mais sentida, sem dúvida, foi a de Thiago Mendes. O camisa 23 é, de longe, o melhor jogador do nosso time na temporada. Ele é o motor, o cara que tem a característica de chegar na área para finalizar, de dar dinâmica ao meio-campo. Não temos no elenco uma peça de reposição com a mesma qualidade. Jogar sem ele é como tentar navegar um navio sem seu capitão.

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Tática equivocada e um meio-campo que não existiu

Com tantos desfalques, Renato Gaúcho optou por um meio-campo mais pesado, com Hugo Moura, Barros e Tchê Tchê. A estratégia foi um fracasso retumbante. O setor não conseguiu marcar, não conseguiu criar e muito menos proteger a defesa. O time ficou lento, previsível e com uma dificuldade imensa para sair jogando com a bola no pé.

O resultado foi um Vasco completamente inofensivo. Com exceção de um chute de Andrés Gómez logo aos três minutos de jogo, não ameaçamos o goleiro Anthoni em nenhum momento enquanto a partida estava aberta. Fomos uma presa fácil, um time que via o adversário jogar e não conseguia reagir.

Renato assistiu ao naufrágio de braços cruzados

Se o time estava mal, a postura do nosso comandante também deixou muito a desejar. Mesmo com uma atuação pavorosa no primeiro tempo e indo para o vestiário perdendo por 2 a 0, Renato Gaúcho voltou com a mesmíssima equipe para a segunda etapa. Vários jogadores se arrastavam em campo, mas o treinador preferiu assistir ao naufrágio.

As mexidas vieram, mas tarde demais e de forma questionável. Colocou David no lugar de Nuno Moreira aos 17 minutos, logo depois de sofrermos o terceiro gol. Depois, aos 29, com o 4 a 1 já no placar, lançou Ramon Rique e Marino. A essa altura, meu amigo, já não havia mais jogo. As substituições pareceram apenas para cumprir tabela. Faltou pulso firme, faltou leitura de jogo, faltou atitude do banco para tentar mudar o rumo da tragédia.

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Essa goleada precisa servir de lição. Uma lição dolorosa, mas necessária. A torcida vascaína, que nunca abandona, não merece uma exibição tão vergonhosa. Queremos raça, queremos comprometimento, queremos respeito à nossa camisa. É hora de levantar a cabeça, corrigir os erros e mostrar que o Gigante da Colina é muito maior do que essa noite de pesadelo no Beira-Rio.