O que está em jogo no Paraguai vai muito além da classificação
Atenção, povo cruzmaltino! Nesta quarta-feira, às 19h, o Vascão entra em campo no Paraguai para um duelo que pode definir nosso futuro em duas competições. O jogo contra o Olimpia pela Copa Sul-Americana é muito mais que uma simples partida; é uma decisão estratégica, uma aposta calculada do nosso comandante, Renato Gaúcho. E o prêmio, meus amigos, não é só a vaga direta nas oitavas de final. É algo talvez até mais valioso para o nosso combalido calendário: tempo.
Isso mesmo que você leu. Uma vitória em solo paraguaio pode nos “presentear” com datas livres preciosas, um respiro em meio à maratona insana que é o futebol brasileiro. Em um ano de reconstrução, cada dia de treino e descanso vale ouro. E Renato, ciente disso, parece estar jogando xadrez enquanto os outros jogam damas. Vamos entender o que essa partida representa para o futuro do Gigante da Colina.
Uma ‘final’ antecipada no Grupo G
A situação na nossa chave da Sul-Americana é clara como água. Tanto o Vasco quanto o Olimpia somam sete pontos. É o famoso jogo de seis pontos, um confronto direto que, na prática, define quem será o líder. E por que a liderança é tão crucial? Porque o primeiro colocado do grupo avança diretamente para as oitavas de final, senta no sofá e espera o adversário ser definido.
Já o segundo lugar, ah, o segundo lugar… esse tem um caminho bem mais tortuoso. Terá que disputar um play-off ingrato contra um dos times que caem da Libertadores. É mais viagem, mais desgaste, mais risco. É tudo o que um time focado em se reerguer no Brasileirão não precisa. Uma vitória simples nos garante a ponta, pois o primeiro critério de desempate é o confronto direto. Vencendo lá, mesmo que eles nos igualem em pontos na última rodada, a vantagem é nossa. É matar ou morrer, e o Almirante sabe como lutar nessas horas.
O verdadeiro prêmio: um calendário mais leve
Agora vamos ao pulo do gato, à genialidade (ou loucura, dirão os corneteiros) do plano. As datas reservadas para os play-offs da Sul-Americana são os dias 22 e 29 de julho. Sabe o que acontece nesses dias? A 19ª e a 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ou seja, se formos para a repescagem, teremos dois jogos do Brasileirão adiados.
“Ah, mas depois a gente joga”, você pode pensar. Sim, mas quando? Esses jogos atrasados seriam remarcados para a Data Fifa de setembro. Isso significa que, enquanto os outros clubes teriam cerca de dez dias para descansar, treinar e recuperar atletas, o Vascão estaria em campo, tirando o atraso. Perderíamos uma janela de preparação fundamental. Vencer o Olimpia significa fugir dessa cilada e manter nosso calendário em dia com o dos rivais.
Somando tudo, a conta é simples. Evitar o play-off nos livra de dois jogos decisivos e estressantes. E tem mais: com a liderança garantida, a partida final da fase de grupos, contra o Barracas Central, se tornaria um mero amistoso de luxo. Renato poderia usar a base, testar peças, sem pressão alguma. Contando a Data Fifa que não seria ‘gasta’ e o jogo que viraria protocolar, estamos falando de um ganho de quase 11 dias de respiro. É uma vantagem gigantesca!
A estratégia de Renato: foco total no Brasileirão?
É aqui que o coração do torcedor fica dividido. Mesmo sabendo de toda essa vantagem, nosso técnico Renato Gaúcho optou por levar ao Paraguai um time recheado de reservas e garotos da base. Uma decisão ousada, para dizer o mínimo. A mensagem é clara: o foco absoluto do Vasco, neste momento, é o jogo de domingo contra o RB Bragantino, no nosso Caldeirão de São Januário, pelo Brasileirão.
É a eterna balança do torcedor vascaíno: vale a pena arriscar uma classificação direta em um torneio continental, que pode nos dar uma glória e uma vaga na Libertadores, para priorizar a recuperação no campeonato de pontos corridos? Renato parece acreditar que sim. Ele aposta na força do grupo e na raça de quem vai entrar em campo para buscar um resultado que parece improvável, mas que para o Vasco, nunca é impossível.
É uma aposta alta. Se der certo, Renato será chamado de gênio. Se der errado, a cobrança virá. Mas uma coisa é certa: há um plano em curso. Cabe a nós, que nunca abandonamos, apoiar os guerreiros que vestirão nossa camisa e torcer para que a estratégia do nosso comandante nos coloque no caminho das vitórias. Que a estrela de Renato brilhe e que o Gigante saia do Paraguai com mais do que três pontos: com um futuro mais tranquilo pela frente.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.