DO CÉU AO INFERNO: A TRISTE HISTÓRIA DE PAULO HENRIQUE, IGNORADO NA SELEÇÃO

Nosso lateral era o melhor do Brasil e marcou pela Seleção. Hoje, foi esquecido. Entenda a queda de Paulo Henrique e por que ele ficou fora da Copa.

Paulo Henrique em ação em Vasco x Atlético-MG — Foto: Matheus Lima/Vasco

O Sonho que Virou Pesadelo

Nação Cruzmaltina, é com o coração apertado que a gente vem falar de uma notícia que dói na alma de todo vascaíno. Neste domingo, a CBF confirmou o corte do lateral Wesley da Copa do Mundo. A gente, que não abandona os nossos, logo pensou: ‘É a chance do nosso Paulo Henrique!’. Mas a realidade, meus amigos, foi um soco no estômago. Carlo Ancelotti, o técnico da Seleção, preferiu convocar o volante Éderson, da Atalanta, ignorando completamente o nosso lateral.

Mas como? Como um jogador que estava na pré-lista de 55 nomes, que já vestiu a amarelinha e marcou gol por ela, sequer foi considerado? A resposta é uma montanha-russa de glória e sofrimento, que só quem é Vasco entende. Vamos relembrar a trajetória do nosso guerreiro, do auge absoluto à desolação de hoje.

2025: O Ano em que PH Dominou o Brasil

Parece que foi ontem. Em 2025, Paulo Henrique não era apenas um bom lateral. Ele era O MELHOR lateral-direito do Campeonato Brasileiro, eleito por todos. Voava baixo na nossa lateral, com uma raça vascaína que dava gosto de ver. Era defesa e ataque, pulmão e coração. Um verdadeiro Almirante em campo.

O futebol dele era tão absurdo que o inevitável aconteceu. Ancelotti, de olho no futebol brasileiro, não teve como não notar o nosso camisa 96. Em novembro daquele ano mágico, a convocação para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão chegou. O orgulho era imenso. E ele não decepcionou. Contra o Japão, no Ajinomoto Stadium, em Tóquio, foi dele o gol que abriu o placar para o Brasil. Paulo Henrique, do Vasco, marcando pela Seleção. Era o auge.

Publicidade

A Queda do Guerreiro: Dor, Sacrifício e um Gol Contra

Infelizmente, o futebol tem dessas coisas. A queda de rendimento de PH começou ainda em 2025. O Gigante da Colina sabe que ele jogou boa parte da reta final daquele ano no mais puro sacrifício. Dores no pé o atormentavam, mas a camisa do Vascão pesava mais e ele ia para o campo na garra, especialmente nas fases decisivas da Copa do Brasil.

O preço do sacrifício foi alto. Nas semifinais contra o Fluminense, o nosso lateral teve atuações irreconhecíveis, muito abaixo do que estávamos acostumados. Para piorar a tragédia, no jogo de volta, o destino cruel lhe pregou uma peça: um gol contra. A dor de ver aquilo era nossa também. Nas finais contra o Corinthians, a história não foi diferente. Visivelmente debilitado, ele não conseguiu reencontrar o futebol que o consagrou.

2026: A Esperança que Não Se Concretizou

Com o início da temporada 2026, a torcida vascaína tinha uma esperança: com o tratamento para as dores no pé e uma pré-temporada completa, o velho Paulo Henrique voltaria. Ele ficou fora do começo do ano para se tratar, o que era o correto a se fazer. Mas, infelizmente, a mágica não voltou.

Ao longo dos meses, a confiança parecia ter sumido. O posto de titular absoluto, antes inquestionável, começou a ser dividido. Passamos a ver uma alternância na posição com o Puma Rodríguez, uma cena que se repetiu sob o comando de dois técnicos diferentes, Fernando Diniz e, depois, Renato Gaúcho. Era um sinal claro de que algo não estava certo.

Publicidade

O Último Suspiro e o Balde de Água Fria

Apesar de tudo, a qualidade do nosso jogador é inegável. Tanto que seu nome apareceu na pré-lista de 55 nomes para a Copa. A chama da esperança, mesmo pequena, se reacendeu. E então, contra o Paysandu, pela quinta fase da Copa do Brasil, tivemos um vislumbre do craque que conhecemos. Ele fez uma partidaça, daquelas de encher os olhos, lembrando o PH de 2025.

Mas o destino, mais uma vez, foi cruel. No início do segundo tempo daquele mesmo jogo, em pleno Caldeirão de São Januário, um choque com um adversário. Paulo Henrique no chão. A imagem dele deixando o gramado chorando partiu o coração de cada um de nós. O diagnóstico: entorse no tornozelo direito. Segundo o GE informou na época, a vontade dele era tanta que ele queria jogar a partida seguinte, contra o Internacional, de qualquer jeito. Era a raça de sempre, mas o corpo pedia socorro.

E hoje, com o corte de Wesley, veio a confirmação do que temíamos. A lesão, a queda de rendimento, tudo pesou. Ancelotti olhou para a lista e pulou o nome do nosso lateral. É duro. É triste. Vimos um dos nossos ser o melhor, chegar ao topo, e agora ser preterido por um volante. Fica a torcida para que o nosso guerreiro se recupere, não só fisicamente, mas mentalmente. O Vasco precisa de você, Paulo Henrique. E a gente nunca abandona. A volta por cima virá.

Publicidade

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.