VÍTIMA DO PLANEJAMENTO! Pedro Emanuel mostra ideias, mas ataque do Vasco sofre sem reforços

O Vascão empatou com o rival, mas a sensação é de frustração. A análise é clara: Pedro Emanuel tem um plano, mas a diretoria ainda não lhe deu as armas necessárias.

Andrés Gómez e Arana em Vasco x Fluminense, pelas oitavas da Copa do Brasil — Foto: André Durão

Um sopro de esperança na Colina

Ah, torcedor vascaíno! Respire fundo. Sinta esse ar. É o ar de quem não toma gol há dois jogos seguidos. Pode parecer pouco para os outros, mas para nós, que sofremos com cada bola na nossa área, é um verdadeiro alívio. Pela primeira vez na sofrida temporada de 2026, o Gigante da Colina conseguiu passar duas partidas inteiras sem ver a rede balançar. E o nome por trás dessa pequena revolução tem nome e sobrenome: Pedro Emanuel.

Desde que o português assumiu o comando do nosso Vascão, a avaliação interna é de uma melhora clara, nítida. Foram apenas cinco jogos, é verdade, mas a mudança de postura defensiva é inegável. O empate sem gols contra o Fluminense, no jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil, foi a prova de fogo. Seguramos um rival, em um jogo de mata-mata, e saímos de campo com a defesa intacta. Isso é coisa séria!

O segredo está nos detalhes

Mas qual a mágica? O que Pedro Emanuel fez em tão pouco tempo? A resposta não é mágica, é trabalho. O treinador avisou, desde o primeiro dia, que seu foco principal seria arrumar a nossa cozinha. Com um calendário insano que nos joga entre Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana, os treinos são curtos, mas intensos.

O gajo tem focado em conceitos que parecem básicos, mas que estavam em falta: posicionamento correto, o tal do balanço defensivo (quando o time se move junto para fechar os espaços de um lado para o outro) e o comportamento do time quando perde a bola. É a tal da transição defensiva, que era nosso calcanhar de Aquiles. Agora, parece que finalmente estamos aprendendo a sofrer menos.

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A voz do elenco: confiança recuperada

E essa mudança não é só tática, é mental. A forma como Pedro Emanuel se comunica com o elenco tem feito toda a diferença. O volante Jair, um dos pilares do time, resumiu bem o sentimento após o jogo contra o Fluminense.

“Estamos em uma crescente. É o início de um trabalho com um treinador novo. A gente quer evoluir principalmente ter uma sequência de vitórias. Saímos sem levar gol mais um jogo, esperamos vencer na quarta. O clube merece ter essa sequência de vitória e merece subir na tabela do Brasileiro. Temos que valorizar isso também (sair sem levar gols)”, analisou o nosso camisa 8.

A fala do Paulo Henrique também mostra o impacto do novo comandante. “Ele tem passado muita confiança e passado aos poucos a metodologia de trabalho. Sabe tirar o melhor de cada atleta e dar confiança, porque foi vencedor. São poucos dias de trabalho mas muitos jogos. Podem ser só cinco jogos, mas para os dias que são é bastante. Tem sido positivo, ele vai ser importante para nós”, afirmou o lateral.

Confiança. Essa é a palavra-chave. Pedro Emanuel valoriza o grupo que tem em mãos. Uma postura completamente oposta à do antigo técnico, Renato Gaúcho, cujo trabalho ficou desgastado justamente por ter ido a público mais de uma vez para reclamar da falta de qualidade e profundidade do elenco. Nosso novo comandante prefere construir a blindar, e isso, amigo cruzmaltino, faz uma diferença gigantesca no vestiário.

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O desafio: e o ataque, professor?

Mas nem tudo são flores, e nós sabemos disso. Se a defesa virou um ferrolho, o ataque ainda parece emperrado. É o cobertor curto que tanto nos assombra. Nos mesmos cinco jogos sob o comando de Pedro Emanuel, em dois deles saímos de campo sem conseguir marcar um mísero golzinho.

O treinador já rodou as peças que tem. David, Brenner e Spinelli já tiveram suas chances como homem de referência, mas a solução para a falta de criatividade e poder de fogo ainda não apareceu. É uma equação difícil de resolver: como manter a solidez defensiva sem sacrificar a capacidade de agredir o adversário?

A torcida vascaína, que nunca abandona, entende que é um processo. Arrumar a casa começa pela fundação, e a nossa defesa parece, enfim, estar se tornando uma base sólida. Agora, a expectativa é que, com a confiança renovada e a defesa segura, nossos atacantes possam jogar com mais tranquilidade para fazer o que mais precisamos: gols. A caminhada é longa e árdua, mas com essa nova organização, a esperança de dias melhores volta a aquecer o coração do povo cruzmaltino. Vamos, Vascão!