Mesmo na derrota, o nome do Vasco ecoa pelo mundo
A vida do torcedor vascaíno é feita de provações, mas também de um orgulho que não cabe no peito. E em plena Copa do Mundo, mesmo em um jogo que não envolve o Brasil, o nome do Gigante da Colina ecoou de uma forma inesperada e emocionante. Na dura derrota de Curaçao por 7 a 1 para a Alemanha, em Houston, uma história veio à tona para aquecer o coração de todo o povo cruzmaltino.
O protagonista dessa história é Juninho Bacuna, o camisa 7 da seleção caribenha. Após a partida, em uma entrevista à CazéTV, o meio-campista revelou o motivo de seu nome, e é uma conexão direta com São Januário, com a nossa história de glórias. Uma prova de que o legado dos nossos ídolos é imortal e atravessa fronteiras.
“Meu nome foi em homenagem ao Pernambucano”
As palavras saíram da boca do próprio jogador, com uma sinceridade que nos enche de orgulho. Questionado sobre seu nome tão familiar para nós, brasileiros, Bacuna não hesitou em conectar sua identidade a um dos maiores jogadores que já vestiram a nossa sagrada camisa.
“Meu nome foi dado em homenagem ao Pernambucano. Minha mãe é uma grande fã do Brasil, adorou o nome e me deu esse nome em homenagem”, afirmou o atleta. A declaração mostra como a magia do Reizinho da Colina, suas batidas de falta magistrais e sua liderança em campo, não se limitaram ao Rio de Janeiro ou ao Brasil. Elas inspiraram uma mãe no Caribe a batizar seu filho com o nome de um ícone do Vascão.
Juninho Bacuna ainda completou, mencionando seu irmão, Leandro Bacuna, que também atua pela seleção: “Leandro também, mas não sei se foi homenagem a algum outro jogador. Mas temos nomes lindos e agora temos que fazer jus”. Uma responsabilidade e tanto, carregando no peito as cores de seu país e nas costas um nome que, para nós, é sinônimo de genialidade e raça vascaína.
A saga da família Bacuna e a histórica Curaçao
A história dos irmãos Bacuna é, por si só, fascinante. Ambos nasceram na Holanda, mas optaram por defender a terra de seus pais, a pequena nação de Curaçao. Juninho, o nosso homenageado indireto, atualmente joga pelo Volendam, da Holanda, mas pertence ao Gaziantep, da Turquia. Seu irmão, Leandro, defende o Igdir, também do futebol turco.
A seleção de Curaçao fez história ao se tornar a nação com a menor população a disputar uma Copa do Mundo. Um feito gigantesco para um país que respira futebol de uma maneira muito particular. Dos 26 convocados para o torneio, apenas um, o atacante Tahith Chong, nasceu de fato em Curaçao. O restante do elenco é formado por atletas que, como os irmãos Bacuna, nasceram em outros países (majoritariamente na Holanda) e escolheram honrar suas raízes familiares.
A dura estreia contra a potência alemã
Em campo, a missão era ingrata. Enfrentar a poderosa Alemanha em uma estreia de Copa do Mundo é um desafio para qualquer seleção. O resultado foi um elástico 7 a 1 para os europeus. Os gols alemães foram marcados por Nmecha, Schlotterbeck, Brown, Musiala, Undav e Havertz, que balançou as redes duas vezes.
Mas nem tudo foi tristeza. Quando o placar ainda marcava 1 a 0, Curaçao marcou seu gol de honra, com Comenencia. Um gol para a história, o primeiro do país em uma Copa. Apesar do placar adverso, a participação já é uma vitória para eles. E para nós, a revelação de Juninho Bacuna se tornou o grande acontecimento da partida.
O legado do Gigante: O Vasco é coisa séria!
Essa notícia pode parecer um detalhe para muitos, mas para quem carrega a Cruz de Malta no peito, ela significa muito. Significa que, enquanto alguns clubes vivem de momentos e de mídia, o Club de Regatas Vasco da Gama construiu uma história de ídolos reais, que inspiram pessoas ao redor do planeta.
Juninho Pernambucano não foi apenas um jogador; ele foi um artista. Suas cobranças de falta desafiavam a física e enchiam nossos olhos de lágrimas de alegria. Ele nos deu títulos, nos deu raça e nos deu uma identidade em campo. Saber que uma mãe, a milhares de quilômetros de São Januário, foi tocada por essa magia a ponto de batizar seu filho em homenagem a ele, é a prova definitiva da grandeza do nosso Almirante.
Em um momento em que o futebol parece cada vez mais um negócio frio, histórias como a de Juninho Bacuna nos lembram da essência: a paixão, a idolatria e o legado. O placar de 7 a 1 será esquecido, mas a história de um jogador de Curaçao que carrega o nome de um ídolo do Vasco será lembrada. Porque o Vasco não é apenas um time, é um sentimento que o mundo reconhece. E isso, amigo vascaíno, ninguém pode nos tirar.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.