BASTIDORES DO CAOS! O ‘não’ de técnico rival que fez o Vasco fechar com Seabra

Bastidores revelam o caos! Vasco teve acordo verbal com Franclim Carvalho, mas técnico do Botafogo recuou com medo da bagunça e abriu caminho para Seabra.

Fernando Seabra, treinador do Coritiba — Foto: Gabriel Machado/AGIF

Enfim, uma fumaça branca em São Januário! Depois de dias que mais pareceram anos, o Vasco da Gama finalmente encaminhou a contratação de um novo comandante: Fernando Seabra, que deixa o Coritiba para assumir o desafio de reerguer o Gigante da Colina. Mas se você pensa que foi fácil, meu amigo, você não conhece o Vascão. A história por trás dessa escolha é um retrato fiel da montanha-russa que virou nosso clube.

A verdade nua e crua é que a diretoria estava numa corrida contra o tempo desde a demissão de Renato Gaúcho. A pressa era inimiga da perfeição, e o cenário era o pior possível. Com a instabilidade jurídica e política comendo solta, impulsionada pelo afastamento de Pedrinho e a posterior renúncia da interventora judicial, convencer alguém a assumir esse barco parecia missão impossível.

O medo que travou o plano A

Vamos ser sinceros: Fernando Seabra não era a primeira opção na prateleira. O Vasco, como sempre, sonhou alto, mapeou o mercado e mirou principalmente em técnicos estrangeiros. E chegou perto. Um acordo verbal já estava na mesa com Franclim Carvalho, atual técnico do Botafogo.

O projeto apresentado por Admar Lopes agradou, a valorização salarial encheu os olhos, mas na hora do ‘vamos ver’, a coisa desandou. Segundo informações apuradas pelo ge, a bagunça institucional falou mais alto. Franclim, escaldado, lembrou da situação vivida por Álvaro Pacheco, que chegou ao clube em maio de 2024 bem no meio do furacão, quando Pedrinho tinha acabado de assumir a SAF com a 777 afastada.

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A pergunta do técnico português foi direta e reta, um soco no estômago da nossa realidade: ele só fecharia negócio se soubesse quem, de fato, ‘manda’ no Vasco. Como ninguém tinha essa resposta na ponta da língua, o prazo estipulado pelo clube estourou, a proposta foi retirada e o plano A foi para o espaço.

A virada para Seabra: uma aposta na modernidade

Com o ‘não’ de Franclim, os holofotes se viraram para Fernando Seabra. E que fique claro, ele sempre foi um nome bem avaliado internamente. A avaliação é de um profissional com um trabalho moderno, ótima visão de futebol e, principalmente, um bom trato com os jogadores mais jovens, algo essencial para o nosso futuro.

A operação para trazê-lo foi rápida. Na última semana, os contatos começaram. O CEO do Vasco, Fred Luz, ligou para o Coritiba, falando com William Thomas, para avisar que faria uma proposta oficial. Na sequência, nosso diretor Admar Lopes pegou um avião para Curitiba para se reunir pessoalmente com Seabra e apresentar o projeto.

Uma proposta ‘irrecusável’ no Caldeirão

A reunião que selou o destino aconteceu de forma curiosa. Na manhã daquela quarta-feira, Fernando Seabra comandou normalmente o treino do Coritiba no CT da Graciosa. Porém, segundo fontes do ge, o clima já era de despedida. A expectativa era grande para que ele aceitasse a oferta vascaína, descrita como ‘irrecusável’ nos bastidores.

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E não era para menos. Nos últimos meses, Seabra chegou a ser sondado por Santos e Atlético-MG, mas se manteve fiel ao projeto do Coxa. Com o Vascão, a história foi diferente. A proposta financeira e, sobretudo, o projeto esportivo ambicioso do Gigante da Colina pesaram na decisão.

Antes de dizer o ‘sim’, o novo comandante fez seu dever de casa: conversou com outros treinadores que passaram pela Colina recentemente e com alguns jogadores para sentir o terreno. As referências que coletou, ao que tudo indica, foram suficientes para convencê-lo a encarar o maior desafio de sua carreira.

Agora, a torcida vascaína respira aliviada, mas com um pé atrás. Que Fernando Seabra tenha a paz e a estabilidade que seus antecessores não tiveram. A bagunça nos bastidores custou caro, mas talvez, só talvez, tenha nos levado ao nome certo. Chega de caos, é hora de jogar bola. O povo cruzmaltino, como sempre, estará lá para apoiar. Vamos subir, Vascão!

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.