Uma novela que não tem fim: a batalha pela alma do Vascão
Parece roteiro de filme de suspense, mas é a mais pura e sofrida realidade do nosso Club de Regatas Vasco da Gama. Uma semana se passou desde que a interventora Samantha Mendes Longo, que durou no cargo menos que um técnico sob pressão, pediu pra sair alegando problemas de segurança. Seis dias! Foi o tempo que ela precisou para entender o tamanho do vespeiro em que mexeram. E desde então, meu amigo, o que vimos foi um verdadeiro pandemônio nos tribunais.
Nesta segunda-feira, finalmente, uma luz de esperança. O nosso Almirante, o clube associativo, entrou com o famoso ‘agravo de instrumento’. É o nosso contra-ataque, a nossa resposta para tentar, de uma vez por todas, suspender essa intervenção absurda que paralisou o Gigante e nos jogou numa crise institucional sem precedentes. É o Vasco mostrando que não vai ficar de braços cruzados enquanto tentam tomar o que é nosso.
O Contra-Ataque do Gigante: “Paralisia Estrutural”
A diretoria não está para brincadeira. Tanto no agravo de agora quanto no pedido da semana passada para revogar a decisão, o argumento é claro e direto: a intervenção causou uma “paralisia estrutural”. E quem duvida? Com o Conselho de Administração da SAF dinamitado, ficamos à deriva. A petição do clube é um soco na mesa, afirmando que a medida simplesmente inviabilizou o funcionamento do órgão mais importante da nossa SAF.
Pense bem, torcedor: afastaram três conselheiros e deixaram apenas um. Como se delibera alguma coisa assim? Não há quórum, não há decisão, não há nada! Para piorar, a mesma decisão judicial que causou o problema impede que o CRVG, nosso clube-mãe, indique novos integrantes. É uma armadilha, uma sinuca de bico criada para nos engessar. E é contra isso que estamos lutando.
A Prova do Crime… Veio da Própria Interventora!
E aqui a história ganha um toque de ironia que só o futebol proporciona. A defesa do Vascão está usando, pasmem, o relatório da própria interventora que renunciou! Samantha Mendes Longo, em seu documento de despedida, escreveu com todas as letras que o Vasco tem uma “estrutura de gestão adequada para a condução da Companhia”.
Ela admitiu que existem apenas “falhas pontuais na governança”. Ou seja, a pessoa nomeada para ‘consertar’ o clube basicamente disse que não havia nada de tão quebrado assim! Isso desmonta a narrativa de caos que tentaram vender para justificar a tomada de poder e a saída do nosso ídolo Pedrinho. É a prova que precisávamos, vinda da fonte menos esperada.
A Dança das Cadeiras: Quem Manda no Vascão Agora?
Com a saída de Samantha, a Justiça precisou agir às pressas. E a solução foi, no mínimo, curiosa. Determinaram que o comando emergencial da SAF ficaria nas mãos de duas pessoas: a advogada Adriana Campos Conrado Zamponi e, atenção aqui, Alexandre Cordeiro.
E quem é Alexandre Cordeiro? O relatório da interventora revelou um detalhe crucial: ele é o quarto membro do Conselho de Administração da SAF, empossado no dia 10 de maio! Ele é o nosso VP de Relações Institucionais. Ou seja, a Justiça afastou os indicados pelo clube e agora coloca um deles, junto com uma advogada externa, para tocar o barco. É uma confusão que só a cartolagem e os tribunais conseguem criar.
Batata Quente! Por Que Nenhum Juiz Quer o Caso do Vasco?
Se você acha que a bagunça acaba aí, se segure na cadeira. A novela judicial ganhou capítulos inacreditáveis. Primeiro, a juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, a mesma que deu a canetada inicial para a intervenção, pulou fora. Ela se declarou “suspeita” para continuar no caso, citando “fatos supervenientes que comprometeriam sua permanência”. Que fatos são esses? Ninguém explica ao povo cruzmaltino.
A bola foi passada para outro juiz. E o que ele fez? A mesma coisa! Nesta segunda-feira, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira também se declarou “impedido” para julgar o processo. É isso mesmo que você leu. Dois juízes em sequência fugiram da responsabilidade. Parece que a batata quente chamada Vasco da Gama ninguém quer segurar. Agora, o processo todo foi parar na 6ª Vara Empresarial, que terá a missão de decidir o futuro do Gigante.
O Povo Cruzmaltino Exige Respeito!
Enquanto os tribunais brincam com o nosso destino, a vida real continua. O Conselho de Beneméritos já se movimentou, convocando a diretoria para prestar esclarecimentos na última sexta-feira. A pressão interna está crescendo, porque todo vascaíno de verdade sabe o que está em jogo.
Essa não é apenas uma briga jurídica. É uma luta pela democracia, pela vontade do sócio que elegeu uma gestão e, principalmente, pelo respeito à história de um clube que sempre foi do povo. A intervenção foi um golpe, e a renúncia da interventora e a fuga dos juízes só mostram o quão frágil e questionável foi todo esse processo. Seguimos na torcida, não só nos estádios, mas também nos tribunais, para que a justiça seja feita e o Vasco volte para os braços de quem realmente o ama. Vamos subir dessa, Gigante!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.