CHEGOU O COMANDANTE! Pedro Emanuel desembarca e manda o recado: ‘Tirar o Vasco dessa zona!’

Acabou a agonia! Novo técnico do Vascão, Pedro Emanuel já está no Rio e promete raça para tirar o Gigante do buraco. Confira suas primeiras palavras!

Pedro Emanuel, novo técnico do Vasco — Foto: Jéssica Maldonado/ge

Mais um gajo no comando do Gigante!

É isso mesmo, torcida vascaína! O martelo foi batido e, mais uma vez, o Vasco da Gama aposta em um comandante vindo da terrinha. Pedro Emanuel é o nome da vez, o homem que chega com a missão hercúlea de botar ordem na casa e fazer o nosso Vascão voltar a ser temido. Mas, se por um lado a esperança se renova, por outro, a história acende um gigantesco sinal de alerta. Pedro Emanuel será o quarto técnico português a pisar em São Januário, e o retrospecto dos seus conterrâneos, para ser bem sincero, é de arrepiar.

A verdade nua e crua, que dói no coração de todo cruzmaltino, é que nenhum dos três portugueses que passaram pelo clube deixou a menor saudade. De uma contratação por anúncio de jornal a um rebaixamento doloroso e uma passagem relâmpago vergonhosa, a escola portuguesa ainda não provou seu valor no Gigante da Colina. Será que Pedro Emanuel tem o que é preciso para quebrar essa escrita?

O Pioneiro de 1946: Contratado por Anúncio no Jornal

A primeira aventura lusitana no comando do Vascão aconteceu lá em 1946 e começou de um jeito, no mínimo, inusitado. Após a saída do lendário Ondino Viera, a diretoria da época teve uma ideia ‘brilhante’: publicou um anúncio no Jornal do Brasil procurando um novo treinador. Quem atendeu ao chamado foi Ernesto Santos.

Ex-jogador do Porto, ele havia se mudado para o Brasil e virado um respeitado professor universitário. Sua passagem pelo Almirante foi curta, durando exatos 77 dias. Nesse período, comandou o time em 11 partidas, conseguindo quatro vitórias, cinco empates e duas derrotas. Um aproveitamento de 51,5%. Não foi um desastre completo, mas também não foi o suficiente para cravar seu nome na nossa história gloriosa.

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O ‘Sargento’ Sá Pinto e o Caminho para a Série B

Mais de sete décadas depois, em 2020, o Vasco voltou a ter um português no banco de reservas. Ricardo Sá Pinto chegou em um dos momentos mais caóticos da nossa história recente. O clube enfrentava graves dificuldades financeiras, o elenco era jovem e a pressão por resultados era esmagadora. Era um barril de pólvora.

Com seu conhecido estilo rígido, Sá Pinto não conseguiu criar uma conexão com o vestiário. Os resultados foram um reflexo direto dessa falta de sintonia. Em 15 jogos, foram apenas três vitórias, acompanhadas de seis empates e seis derrotas. O aproveitamento pífio de 33,3% selou seu destino. Demitido em dezembro, ele deixou o time do povo na zona de rebaixamento do Brasileirão, e todos nós lembramos com dor o que aconteceu depois: nosso quarto rebaixamento. Uma ferida que ainda não cicatrizou.

O Pesadelo Recente: Álvaro Pacheco e a Passagem Relâmpago

Se a passagem de Sá Pinto foi ruim, a de Álvaro Pacheco, em 2024, foi um verdadeiro filme de terror. A expectativa era alta, mas a realidade foi brutal. Sua jornada no Gigante da Colina durou apenas 30 dias, uma das mais curtas e vexatórias da história do clube.

Os números falam por si e causam calafrios em qualquer vascaíno. Foram apenas quatro partidas, com um empate e três derrotas acachapantes. O time marcou um único e solitário gol, enquanto a nossa defesa foi vazada DEZ vezes. Um aproveitamento de 8,3%. Sim, você leu certo. Foi uma passagem para ser esquecida, um pesadelo que, felizmente, durou pouco, mas deixou marcas profundas na confiança da torcida.

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Pedro Emanuel: A Esperança para Quebrar a Maldição?

Agora, a bola está com Pedro Emanuel. Ele chega sabendo que carrega nas costas o peso de um histórico nada animador. A torcida, que nunca abandona, está calejada. Vimos promessas virem e irem embora sem deixar nada além de frustração. A pergunta que fica no ar é: o que ele fará de diferente?

Não adianta só ter um sotaque charmoso e táticas europeias no papel. Para vencer no Vasco é preciso mais. É preciso entender o que é ser vascaíno, é preciso ter raça, é preciso sentir o peso dessa camisa e a força que emana das arquibancadas de São Januário. O desafio é gigantesco, e a desconfiança, justificada.

Cabe a Pedro Emanuel mostrar que é mais do que apenas o quarto nome em uma lista de tentativas frustradas. Ele tem a chance de reescrever essa história, de provar que um português pode, sim, triunfar no Gigante. Nós, os fiéis do Gigante, estaremos aqui, como sempre estivemos. Observando, cobrando e, se ele merecer, empurrando o time para as vitórias que tanto almejamos. Porque Vasco é coisa séria.