MÃO PESADA! STJD pune Admar e Felipe por 15 dias e Vascão leva multa de R$20 MIL!

MÃO PESADA! STJD suspende Admar Lopes e Felipe por 15 dias e ainda aplica multa de R$ 20 mil ao Gigante da Colina após confusão contra o Vitória. Confira!

Diretor do Vasco, Felipe se envolve em confusão com a arbitragem — Foto: André Durão

Punição na Colina: A conta chegou

A terça-feira trouxe mais uma daquelas notícias que testam a paciência do povo cruzmaltino. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) bateu o martelo e a decisão, como de costume, pesou para o nosso lado. Nossos diretores Admar Lopes e o ídolo Felipe Loureiro foram suspensos por 15 dias. A mesma pena foi aplicada ao preparador físico Daniel Félix e ao preparador de goleiros Nelcírio Franchin.

Como se não bastasse ficar sem peças importantes da nossa comissão e diretoria, o Gigante da Colina ainda terá que abrir o cofre. Fomos multados em R$ 20 mil por conta de arremessos de copos vindos da arquibancada. Uma punição que, para nós, tem um gosto amargo de injustiça, pois ignora completamente o que deu origem a toda a confusão: uma arbitragem desastrosa.

A raiz de tudo: Uma arbitragem que revoltou São Januário

É impossível falar dessa punição sem voltar ao jogo contra o Vitória, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Vencemos por 1 a 0, na raça, como sempre. Mas o que ficou marcado foi a atuação lamentável do árbitro Matheus Delgado Candançan. Foi ele o estopim de toda a revolta em São Januário.

Ainda no primeiro tempo, ele expulsou de forma completamente equivocada o nosso volante Cauan Barros. Um lance que, por si só, já mudou o rumo da partida e incendiou o Caldeirão. Para piorar, o mesmo árbitro ignorou um pênalti claríssimo em cima de Spinelli. Dois erros capitais que poderiam ter nos custado a classificação.

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A torcida vascaína, que nunca abandona, sentiu na pele o prejuízo. A diretoria, vendo o time ser operado dentro de casa, também. A reação foi de quem defende o seu clube com unhas e dentes.

O que diz a súmula? A versão do apito

Segundo o relato do árbitro na súmula, a confusão começou no intervalo. Ele descreve que Daniel Felix, nosso coordenador de performance, abordou a equipe de arbitragem de forma “grosseira e ofensiva”. Na sequência, o documento aponta que Admar Lopes, Felipe Loureiro e Nelcírio Franchin também tentaram se aproximar dos árbitros, sendo contidos pelo policiamento.

O relato chega a mencionar que Franchin teria tentado desferir um soco no quarto árbitro, uma acusação gravíssima. Já os nossos diretores foram acusados de proferir ofensas e de se manifestarem novamente contra a arbitragem após o apito final. É a palavra deles contra a nossa indignação.

O Vasco foi denunciado com base no artigo 213 do CBJD, por desordem e lançamento de objetos. Já Felipe, Admar e Daniel Felix foram enquadrados no artigo 258, por conduta contrária à disciplina. Nelcírio Franchin respondia pelo mesmo artigo e também pelo 254-A, de agressão.

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A defesa do Vascão e a decisão do tribunal

No julgamento, nosso advogado, Pedro Henrique Moreira, foi cirúrgico. Ele escancarou o que todo vascaíno viu: a existência de um “erro crasso” da arbitragem. O maior argumento, que expõe a fragilidade da denúncia, é que o próprio Cauan Barros, pivô da confusão por sua expulsão injusta, sequer foi denunciado pelo tribunal. Como pode o estopim do problema ser ignorado e quem reagiu ser punido?

Outro ponto importante: Nelcírio Franchin foi absolvido por maioria da acusação mais grave, a de agressão (artigo 254-A, § 3º). Isso mostra que a versão da súmula não era tão sólida assim. Mesmo assim, a mão do STJD pesou sobre os quatro profissionais do nosso clube com os 15 dias de gancho.

É o roteiro de sempre. O time é prejudicado em campo, a reação é natural de quem tem sangue correndo nas veias e, no fim, a conta chega para o lado mais fraco. Ou melhor, para o lado que o sistema adora punir.

Lutar contra tudo e contra todos

Ficamos sem quatro profissionais por duas semanas e com um prejuízo de R$ 20 mil nos cofres. Tudo isso porque um árbitro teve uma atuação pavorosa dentro da nossa casa. A multa pelos copos arremessados é a materialização da frustração de uma torcida que se sentiu lesada, impotente diante do apito.

Essa decisão do STJD só reforça a nossa velha certeza: é o Vasco contra tudo e contra todos. Não esperamos ajuda, não esperamos colher de chá. Esperamos apenas justiça, algo que parece cada vez mais raro no futebol brasileiro quando o assunto é o Gigante da Colina. Que Admar, Felipe e os outros voltem logo. A batalha é longa e o Almirante precisa de todos os seus guerreiros a postos. Vasco é coisa séria!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.