PEDRO EMANUEL ABRE O JOGO APÓS DERROTA: ‘O GOL NOS ABATEU’

Estreia com derrota para o Vascão. O novo técnico Pedro Emanuel não escondeu a frustração e admitiu em entrevista: 'O gol nos abateu'. Confira a análise!

Pedro Emanuel, do Vasco — Foto: João Guerra/ge

Uma estreia com gosto amargo

Não foi a estreia que a gente sonhava, torcedor vascaíno. A chegada de um novo comandante, o português Pedro Emanuel, trazia uma fagulha de esperança para o nosso sofrido Gigante da Colina. Mas a realidade, mais uma vez, bateu forte. A derrota por 1 a 0 para o Vitória, nesta quinta-feira (16), em pleno Barradão, pela 19ª rodada do Brasileirão, foi um balde de água fria nas nossas pretensões.

A sensação é de um filme repetido. O time luta, se esforça, mas na hora H, algo dá errado. E foi exatamente essa a leitura do nosso novo técnico. Em sua primeira entrevista coletiva, Pedro Emanuel não fugiu da responsabilidade e deu o diagnóstico sincero e doloroso do que aconteceu em campo.

‘O gol nos abateu’: A análise sincera do Mister

As palavras do treinador ecoaram o sentimento de cada um de nós que assistia à partida. Segundo Pedro Emanuel, o Vascão vivia seu melhor momento no jogo, começando a pressionar e a criar chances perto da área do Vitória. E foi aí, justamente aí, que o castigo veio.

Aos 26 minutos do segundo tempo, Renato Kayzer marcou para o time da casa. Um golpe fatal. “Nós sofremos um gol em um momento que estávamos melhorando no contexto ofensivo, estávamos criando oportunidades perto do gol do Vitória. A verdade é que o gol nos abateu”, confessou o técnico português, com uma sinceridade que, embora dolorosa, é necessária.

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É frustrante, nação cruzmaltina. Quantas vezes já vimos isso? O time parece que vai engrenar, a esperança floresce por alguns minutos, e então um erro, uma falha, uma infelicidade… e tudo desmorona. A análise do mister foi cirúrgica: o time sentiu o gol e não teve forças para reagir. Perdeu a confiança. É o retrato de uma equipe que carrega um peso psicológico gigantesco nas costas.

Falta de inspiração e a eterna desconfiança

Questionado sobre a visível dificuldade do Vasco em criar jogadas, o novo comandante concordou em partes. Ele admitiu que faltou inspiração, mas ponderou com fatores que nós, torcedores, já estamos cansados de saber, mas que continuam sendo reais: as condições do gramado e, principalmente, o fator anímico.

“Uma equipe que está em procura de confiança, quando perde a bola ou erra uma ou duas decisões, perde essa confiança”, explicou. É o ciclo vicioso do time que está na parte de baixo da tabela. O medo de errar paralisa. O passe que deveria ser para frente sai de lado. O chute que deveria ser forte sai mascado. É a camisa pesando, a responsabilidade de honrar o Almirante falando mais alto que a tranquilidade para jogar.

Pedro Emanuel também reconheceu a força do adversário em seus domínios. “Foi o jogo que esperávamos que seria. É um Vitória muito forte em casa, procurando sempre rápido seus atacantes e bolas nos corredores laterais”, analisou. Segundo ele, o jogo foi equilibrado, mas o detalhe, a confiança no passe final, fez a diferença para o lado deles.

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Um pequeno sinal de luz na defesa

No meio de um cenário desolador, o técnico tentou extrair um mínimo ponto positivo. Ele elogiou a postura defensiva da equipe, afirmando que os jogadores mostraram rigor e aplicaram o que foi treinado nos poucos dias de trabalho que teve.

“Defensivamente senti bastante rigor, os jogadores fizeram tudo que treinamos nesses últimos três dias”, apontou. É pouco, sabemos. Mas em um momento como esse, temos que nos agarrar a qualquer sinal de organização. Se a defesa, ao menos, começa a mostrar solidez, talvez tenhamos uma base para construir o resto.

O caminho é um só: trabalho

Apesar do resultado terrível, Pedro Emanuel não jogou a toalha. A sua mensagem final foi clara e direta, sem promessas mirabolantes, mas com o único remédio que pode curar o Vasco: suor e dedicação.

“Hoje aconteceu o que é fruto no futebol: no momento menos bom as coisas vão nos acontecer. É viver e lidar com isso. Só podemos ultrapassar com trabalho”, declarou. É isso. Não há mágica, não há salvador da pátria. O que existe é a necessidade de cerrar os punhos, trabalhar dobrado e lutar para que a confiança volte. A estreia foi amarga, mas a guerra continua. E nós, o povo cruzmaltino, estaremos aqui, como sempre, sofrendo, criticando, mas nunca abandonando. Vamos, Vascão!