Que noite, Gigante! A justiça no futebol existe!
Tem dias que a gente duvida, que a gente sofre, que a bola pune quem mais merecia. Mas na noite desta quarta-feira, no Maracanã, a justiça vestiu preto e branco com a Cruz de Malta no peito. O Vascão não só eliminou o Fluminense da Copa do Brasil, como fez isso com uma autoridade que enche o coração do torcedor de orgulho. O placar de 3 a 1 foi pouco. Foi um baile. Uma aula. Foi Vasco!
Depois daquele empate sem sal no jogo de ida, a alma vascaína clamava por uma atuação de gala. E ela veio. Com requintes de crueldade contra o rival, o Gigante da Colina fez, com sobras, sua melhor partida na temporada. Não é opinião, é fato. Foi uma vitória construída na raça, na inteligência e na estrela de quem sabe o peso dessa camisa.
Uma aula tática de Pedro Emanuel
Vamos ser sinceros: o que o professor Pedro Emanuel armou foi coisa de gênio. A superioridade do nosso time não veio do nada, veio de um plano executado à perfeição. A volta do nosso pilar Thiago Mendes, que cumpriu suspensão na ida, já deu outra cara ao meio-campo. Mas a chave foi a gana, a vontade de vencer, a famosa ‘raça vascaína’ sem a bola.
O Vascão não pressionava a saída de bola do goleiro Fábio de forma desesperada. Não! A estratégia era mais sutil e mortal. O time esperava o passe dos zagueiros deles para as laterais. E aí, meu amigo, o bote era certo. Os nossos guerreiros se lançavam para frente, sufocando o Fluminense em seu próprio campo, sem deixar o rival respirar. Era uma matilha de lobos caçando.
Nesse esquema, um nome brilhou intensamente: Paulo Henrique. O nosso lateral camisa 96 foi um monstro! Ele simplesmente engoliu o lado esquerdo do Fluminense, interceptando Guilherme Arana e Savarino pelo menos umas três vezes em jogadas capitais. O homem estava em todos os lugares! E Nuno Moreira? Pode não ter aparecido tanto no ataque, mas foi um gigante na recomposição, secando o Canobbio, que tinha sido o jogador mais perigoso deles na primeira partida.
Brenner: a noite mágica do artilheiro
Ah, o futebol… Brenner, um jogador que vivia uma passagem de altos e baixos, que por vezes foi questionado, teve a sua noite de glória. E que noite! A estrela do nosso técnico Pedro Emanuel brilhou ao bancar o atacante como titular, e ele respondeu da forma que um camisa 9 de respeito responde: com gols.
O primeiro foi o gol do guerreiro. Chute de fora da área, a bola desvia no zagueiro Ignácio e morre no fundo da rede. Sorte? Não! É o prêmio para quem arrisca, para quem acredita. O Maracanã começava a entender que a noite seria nossa.
O segundo gol foi a pintura da nossa atuação. A síntese da aula tática. Roubada de bola no meio-campo, transição em velocidade alucinante pela direita, o cruzamento perfeito de Andrés Gómez e Brenner, como um centroavante nato, só empurrando para dentro. Foi o desenho perfeito do que o Vasco se propôs a fazer. Um gol para emoldurar e mostrar para quem ainda duvida do que esse time é capaz.
O golpe final e a classificação incontestável
Claro que o rival, jogando em casa e perdendo, tentaria uma pressão no final. Eles até diminuíram o placar, mas era tarde demais. A noite era do Almirante. Faltava o golpe de misericórdia para selar o caixão e carimbar o passaporte para as quartas de final.
E ele veio dos pés de Puma Rodríguez! O gol que deu números finais ao chocolate: 3 a 1. Um placar justo, que reflete a superioridade avassaladora do Gigante da Colina durante os 90 minutos. Como disse o próprio clube em uma provocação mais do que merecida após o apito final: ‘É o destino’.
O próprio técnico Pedro Emanuel, em sua análise, cravou a perfeição da equipe, afirmando que a ‘primeira parte foi quase perfeita’. Quase, professor? Para nós, da arquibancada, foi totalmente perfeita. Foi uma atuação para lavar a alma, para calar os críticos e para mostrar que o Vasco é coisa séria. Que venha o próximo, porque o Gigante acordou de vez!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.