Aquele grito de gol que fica entalado na garganta. Aquele abraço no amigo que você desfaz no meio do caminho. Aquele sentimento de que o universo conspira contra. Torcedor vascaíno, você conhece bem essa sensação, e neste domingo ela veio em dose dupla, ou melhor, quádrupla. O Vasco foi a Salvador, lutou, marcou dois gols, mas viu o VAR e a arbitragem anularem tudo, decretando um amargo 0 a 0 contra o Bahia na Arena Fonte Nova.
Foi um jogo para testar os nervos do povo cruzmaltino. Pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Gigante da Colina precisava da vitória como quem precisa de ar para respirar. E por duas vezes, sentimos o alívio. Por duas vezes, a alegria durou segundos. Com o resultado, somamos um ponto, mas ele não nos tira da agonia: seguimos na 18ª posição, afundados na zona de rebaixamento que tanto nos assombra.
É frustrante. É doloroso. Mas se tem uma coisa que aprendemos é a não desistir. Foi mais uma batalha longe de casa, e o time mostrou raça, mas a sorte, mais uma vez, não vestiu a camisa do Almirante.
Um Jogo de ‘Quase’: A Batalha dos Gols Anulados
O primeiro tempo na Fonte Nova foi um retrato do equilíbrio. Jogo aberto, com o Bahia tentando se impor em casa e o Vascão respondendo à altura. Aliás, na nossa humilde opinião de torcedor, o Cruzmaltino teve até uma leve superioridade, criando as chances mais claras.
E foi aí que o roteiro do sofrimento começou. Balançamos as redes, mas o assistente levantou a bandeira. Impedimento. Pouco depois, o Bahia também marcou com Alejo Véliz, e para provar que a regra vale para os dois, o lance também foi invalidado por posição irregular. Um 0 a 0 no placar que não refletia a movimentação em campo.
Veio o segundo tempo e o Gigante voltou melhor. Com mais posse de bola, o time de Pedro Emanuel passou a rondar a área adversária com mais perigo. Faltava aquele capricho final, aquela última bola para estufar as redes e valer. E ela veio. David, sempre ele, na raça, mandou para o gol. Celebração! Mas de novo, o apito soou e o VAR confirmou: impedimento.
Para deixar tudo ainda mais dramático, nos minutos finais, o Bahia chegou ao seu segundo gol anulado. Sanabria marcou, mas a arbitragem, corretamente, apontou a irregularidade. No fim das contas, quatro gols marcados, nenhum validado. Um placar zerado que parece mentira para quem assistiu à partida.
Ficha da Batalha: Tudo Sobre Bahia x Vasco
Para o torcedor que gosta de todos os detalhes, aqui está o resumo oficial desta guerra na Bahia, que infelizmente não teve o final que queríamos. Fica o registro de um jogo que, nos números, foi 0 a 0, mas na emoção, foi de tirar o fôlego.
- Competição: Brasileirão – 22ª Rodada
- Data e Horário: Domingo, 9 de agosto de 2026, às 16h (de Brasília)
- Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
- Onde Assistir: TV Globo (TV aberta) e Premiere (pay-per-view)
- Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE)
- Assistentes: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE) e Karla Renata Cavalcanti De Santana (PE)
- VAR: Braulio da Silva Machado (SC)
- Gols: Nenhum
- Cartões Amarelos: Cuiabano (VAS) e Thiago Mendes (VAS)
- Cartões Vermelhos: Nenhum
Escalações: Quem Foi a Campo na Fonte Nova?
O técnico Pedro Emanuel mandou a campo um time que lutou, mas que pecou na hora de concluir as jogadas de forma legal. Do outro lado, Rogério Ceni também viu sua equipe ter dificuldades, apesar de jogar em casa. Confira quem esteve em campo:
Escalação do Vasco (Técnico: Pedro Emanuel)
O Gigante da Colina entrou em campo com a seguinte base, embora a fonte original não tenha divulgado a escalação completa:
- Goleiro: Léo Jardim
- Defesa: Paulo Henrique, Cuesta (substituído por Saldivia), e o restante da zaga que batalhou os 90 minutos.
David, autor de um dos gols anulados, e os amarelados Cuiabano e Thiago Mendes também foram peças importantes na partida.
Escalação do Bahia (Técnico: Rogério Ceni)
- Time: Ronaldo; Roman Gomez, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba (Zé Guilherme); Acevedo, Jean Lucas (Caio Alexandre) e Rodrigo Nestor (Sanabria); Ademir (Kauê Furquim), Willian José (Michel Araújo) e Alejo Veliz.
E Agora, Gigante? A Luta Continua!
O ponto somado fora de casa nunca é de se jogar fora, mas a nossa realidade exige mais. Exige vitórias. Permanecer na 18ª posição é uma faca no peito da torcida vascaína, que faz sua parte, apoia e nunca abandona.
A sensação é de que poderíamos ter saído da Fonte Nova com os três pontos. O time mostrou organização e volume de jogo, mas a falta de precisão e os impedimentos milimétricos custaram caro. Agora é levantar a cabeça, porque não há tempo para lamentações.
A caminhada para sair dessa situação é longa e árdua. Cada jogo é uma final. Cada ponto, uma conquista. Que essa frustração se transforme em mais combustível para a próxima batalha. Acreditamos no trabalho de Pedro Emanuel e, acima de tudo, na força desta camisa. Vamos sair dessa, Vascão! A torcida está com vocês, como sempre esteve.