NÃO DEIXARAM O VASCO VENCER! Jogo tem 4 gols anulados e empate com o Bahia mantém o Gigante no Z4

Não deixaram o Vascão vencer! Em jogo com 4 gols anulados, Vasco empata com o Bahia e a polêmica com o VAR foi gigante. Gigante segue na luta no Z4!

Às vésperas de torneios continentais, quem precisa mais de um resultado positivo no Brasileirão? Breiller Pires analisa (0:42)

Um 0 a 0 que foi 2 a 2: A tarde em que não deixaram o Vascão vencer

Tem dias que parece que o universo conspira contra. E este domingo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um desses dias. O torcedor vascaíno que sentou pra ver o jogo contra o Bahia na Arena Fonte Nova viu o time balançar as redes duas vezes. Viu o adversário marcar outras duas. E no final, o placar mostrava um mentiroso, um doloroso, um revoltante 0 a 0. Quatro gols. Todos anulados por impedimento. É de fazer qualquer um questionar a sanidade do futebol.

O resultado, no papel, é amargo. Com o empate, o Bahia se acomoda na sexta colocação, tranquilo na parte de cima da tabela. Já o nosso Gigante da Colina segue ali, na 18ª posição, afundado na lama do Z-4. Mas quem viu o jogo sabe: o placar não conta a história. O Vasco foi superior, lutou, criou. Faltou um detalhe, um centímetro, uma ajudinha do destino. E sobrou bandeirinha levantada.

Um primeiro tempo de tirar o fôlego e o grito de gol

Desde o apito inicial, a partida em Salvador foi aberta. Jogo lá e cá, com as duas equipes buscando o ataque. Era visível, no entanto, que o Vasco estava mais organizado, mais dono da bola. Não demorou para a primeira explosão da nossa torcida acontecer… e ser calada em seguida. Balançamos a rede, mas o assistente, implacável, marcou o impedimento. Um balde de água fria.

Para não dizer que a arbitragem só olhou para o nosso lado, o Bahia também teve seu momento de ‘quase’. O atacante Alejo Véliz marcou, mas, para alívio do povo cruzmaltino, também estava em posição irregular. O primeiro tempo terminou sem gols no placar, mas com dois no campo da polêmica. Era um prenúncio do que estava por vir.

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David marca, a torcida explode, mas a alegria dura pouco

Na volta para a segunda etapa, o Almirante manteve o controle. A posse de bola era nossa, as jogadas de perigo eram nossas. Faltava só aquele capricho final, aquele último passe, aquela finalização certeira. E ela veio. Com David. A bola estufou a rede baiana e o grito de gol, preso na garganta, finalmente saiu! Por alguns segundos, éramos o time que saía da zona da degola com uma vitória heróica fora de casa.

Mas o futebol moderno tem dessas coisas. A comemoração foi interrompida. O árbitro de vídeo, esse protagonista indesejado, traçou suas linhas e confirmou o que ninguém queria ouvir: impedimento. De novo. Nos minutos finais, para completar o roteiro bizarro, Sanabria marcou para o Bahia. E adivinhe? Impedido também. Quatro gols, quatro anulações. Um roteiro que nem o mais criativo dos escritores poderia imaginar.

Uma defesa de aço e um ataque por um fio

Se há algo para celebrar, e sempre há, é a nossa defesa. Mais uma vez, o sistema defensivo foi impecável. A atuação coletiva do time mostrou consistência, controle e segurança. Sofremos apenas UM gol nos últimos quatro jogos. É uma evolução absurda, um trabalho que merece todos os aplausos. Nossa zaga virou um muro, e isso nos dá esperança.

Por outro lado, fica a lição. O “Ficou abaixo” da partida, se é que podemos chamar assim, foi a falta de atenção na hora de atacar. Não foi por falta de bola, não foi por falta de vontade. Foi por posicionamento. Em duas oportunidades claras, nossos jogadores foram flagrados em impedimento por centímetros. É frustrante, pois o talento para criar está ali. Falta o ajuste fino para não desperdiçar tanto esforço.

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Um resultado que não reflete a raça vascaína

Para coroar a tarde estranha, até o goleiro deles, Ronaldo, nos deu um susto cômico ao furar um recuo de bola que quase entrou. A sorte estava do lado deles. Apesar do equilíbrio que os números podem sugerir, quem assistiu sabe que o Vasco merecia mais. O empate com gosto de derrota dói, machuca, principalmente pela nossa situação na tabela.

Mas este time mostra raça. Mostra evolução. Não é mais aquela equipe apática de meses atrás. É um time que luta, que se impõe fora de casa e que, por um detalhe, não voltou com três pontos de uma das arenas mais difíceis do país. Seguimos na luta, povo cruzmaltino. A caminhada é árdua, o sofrimento parece não ter fim, mas o Gigante está de pé e vai brigar até o último segundo. Podem anular nossos gols, mas não podem anular nossa fé. Vamos subir, Vascão!