‘Ficamos Desiludidos’: O Sentimento Após o Amasso em São Januário
Aquele sentimento que todo vascaíno conhece. A mistura de orgulho pela luta com a frustração amarga do resultado. Foi assim a noite no nosso Caldeirão. O Vascão amassou o Olimpia, deu mais de 20 chutes no gol, mas a bola teimou em não entrar. O placar de 0 a 0 pelas oitavas da Sul-Americana soa como uma injustiça, uma desilusão, como bem definiu nosso técnico, Pedro Emanuel.
Em uma coletiva sincera, o Mister não escondeu o sentimento. Ele queria dar essa vitória para nós, a torcida que empurrou o time o jogo inteiro. Mas, ao mesmo tempo, deixou claro o orgulho pela atitude dos nossos guerreiros em campo.
“Ficamos desiludidos porque queria essa vitória para a torcida. Fica o orgulho pelos jogadores que deram tudo, alguns não vêm sendo muito utilizados mas mesmo assim deram tudo de si”, desabafou o comandante, mostrando que sente junto com a gente.
‘Ninguém Ganha no Intervalo’: O Recado de Guerra Para o Paraguai
Mas se você acha que o clima é de terra arrasada, está muito enganado. Pedro Emanuel foi cirúrgico na análise e mandou um recado que ecoa como um grito de guerra para o jogo da volta, na próxima quinta-feira, no Defensores del Chaco.
“Não foi possível (vencer), mas estamos no intervalo do jogo. Ninguém ganha no intervalo”, cravou o português. Essa é a mentalidade! A batalha de São Januário foi apenas o primeiro tempo. Agora, a decisão é na casa deles, e o cenário deve ser diferente.
Emanuel explicou que o Olimpia veio para se defender de forma extrema, algo que os números comprovam. Para a volta, ele espera um adversário mais ofensivo, o que, segundo ele, pode abrir os espaços que o nosso Gigante da Colina precisa. “Isso também nos permite ter mais brechas para o que é o nosso jogo, que também cria dificuldades ao adversário. Acho que vai ser esse aspecto que vai definir”, analisou.
A Gestão do Elenco: Elogios a Renan e o Desgaste Controlado
Com apenas um mês de trabalho, Pedro Emanuel já mostra um conhecimento profundo do elenco e dos desafios do calendário brasileiro. Ele falou sobre a importância da recuperação, não só física, mas principalmente mental, para aguentar a maratona de jogos de “três em três dias”.
O técnico usou exemplos claros para explicar suas escolhas. Mencionou que Jair foi poupado e que o goleiro Léo Jardim, um paredão, mal foi testado, o que mostra a solidez defensiva que ele tanto preza. “Defendo muito isso, que 50% do trabalho foi bem feito hoje (defensivamente)”, afirmou.
Ele também não poupou elogios ao zagueiro Robert Renan, que tem feito praticamente todos os jogos e, segundo o Mister, está crescendo muito. “Tem estado muito consistente e hoje fez um jogo quase perfeito. Por isso mesmo, eu o mantenho”. Em contrapartida, explicou o descanso de Cuesta: “Já estava em quase desgaste máximo. Nós não queremos que isso aconteça”. É a gestão inteligente que a gente espera de um comandante.
A Batalha Continua: Foco Total no Santos e na Decisão em Assunção
O empate pode ter sido frustrante, mas o trabalho não para. Antes da decisão no Paraguai, temos um compromisso importantíssimo contra o Santos no domingo. Pedro Emanuel já deixou claro que a recuperação será fundamental para escalar quem estiver em melhores condições.
Ele também falou brevemente sobre jogadores como Marino Hinestroza, uma contratação do clube que ainda busca se adaptar à realidade do futebol brasileiro e precisa “acreditar novamente nele próprio”. É um trabalho de reconstrução de confiança que passa pelas mãos do nosso treinador.
A verdade é uma só, torcida vascaína: saímos do Caldeirão com um gosto amargo, mas com a certeza de que a luta está longe de acabar. O recado do nosso comandante foi dado. O primeiro tempo acabou. Agora, vamos para Assunção jogar de igual para igual, de olhos nos olhos, e mostrar quem é o verdadeiro Gigante. Acreditamos em vocês! Vamos, Vascão!