PROVOCAÇÃO EM SÃO JANUÁRIO: Gabigol debocha do Vasco após derrota por 3 a 0

Derrota dolorida para o Santos por 3 a 0 em casa e, para piorar, Gabigol abre o placar e provoca: 'Um flamenguista ganhando aqui em São Januário'.

Gabriel Barbosa comemorando gol em Vasco e Santos pelo Campeonato Brasileiro (Foto: Mauro Silva/Prime Fotografias/MyPhoto Press/Folhapress)

Um colapso inexplicável no Caldeirão

Tem dias que ser vascaíno é um teste de resistência. E este domingo, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um desses dias que a gente vai querer esquecer, mas que fica marcado a ferro e fogo na alma. Em pleno São Januário, nosso Caldeirão, o Vasco da Gama não só perdeu para o Santos, como foi atropelado em um apagão de 13 minutos que dói só de lembrar.

O mais revoltante? O Gigante da Colina era melhor na partida. A gente sentia no ar, na arquibancada, que a vitória era questão de tempo. O time controlava o jogo, criava, mostrava a raça que a gente tanto pede. Mas o futebol, meus amigos, é uma caixinha de surpresas cruéis. E a surpresa de hoje veio em três atos, um mais doloroso que o outro.

O gol de Gabigol: O começo do pesadelo

O cronômetro marcava 22 minutos do segundo tempo. A torcida vascaína empurrava, acreditava. Foi quando a engrenagem desandou. Em uma jogada rápida do Santos, Rony achou Rollheiser, que de cabeça serviu Gabriel Barbosa. Sim, ele mesmo. Gabigol. Dentro da nossa área, ele teve a frieza de bater de canhota no cantinho, sem chance para Léo Jardim.

Foi como um soco no estômago. Um gol que saiu do nada, em um momento em que o Vascão dominava. Aquele gol abriu a porteira do inferno em São Januário. A defesa, que vinha se portando bem, vacilou no momento mais crítico e permitiu que o atacante santista finalizasse com uma liberdade inaceitável dentro de nossa casa.

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A falha de Léo Jardim e o gol de Arão: O balde de água fria

Se o primeiro gol doeu, o segundo foi uma punhalada. Aos 31 minutos, menos de dez minutos depois, uma falta para o Santos. Neymar, que parecia estar em todos os lugares, cobrou para dentro da área. A bola veio com veneno, é verdade, mas a saída de Léo Jardim foi desastrosa. Nosso goleiro saiu para socar a bola e acabou entregando o ouro.

A bola, depois do soco mal dado, caprichosamente rebateu no peito de Willian Arão e morreu no fundo da nossa rede. Um gol bizarro, um gol de pura infelicidade e falha técnica. Ver um gol assim, em casa, quando se precisa desesperadamente da vitória, é de tirar qualquer um do sério. O time sentiu. A torcida sentiu. O estádio, que antes pulsava, ficou em silêncio por um instante, tentando entender o que estava acontecendo.

Luan Peres e o nocaute: O baile em nosso Caldeirão

O que era um pesadelo virou um filme de terror completo apenas quatro minutos depois. Aos 35, novamente ele, Neymar, em outra cobrança de falta. Desta vez, ele bateu forte, direto para o gol. Léo Jardim, em mais uma noite para esquecer, espalmou a bola para o meio da pequena área. E onde a bola caiu? Exatamente no pé esquerdo do zagueiro Luan Peres.

Com o gol escancarado, o defensor do Santos não teve nem trabalho. Só soltou a bomba para estufar as redes e anotar o terceiro. 3 a 0. Em 13 minutos, o Vasco saiu de um jogo controlado para uma humilhação em casa. Virou baile. Um baile que não queríamos ver, muito menos dentro do nosso templo sagrado.

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E agora, Gigante?

A derrota é amarga, pesada. Perder para o Santos já seria ruim. Ser goleado em São Januário, depois de estar melhor no jogo, é devastador. Fica a lição, dolorosa, de que no futebol não se pode vacilar um segundo sequer. O time mostrou que tem qualidade para jogar de igual para igual, mas também mostrou uma fragilidade mental preocupante.

Agora é lamber as feridas, levantar a cabeça e seguir em frente. Porque nós somos a torcida que nunca abandona. Nós somos Vasco, e ser Vasco é resistir. Mas que a diretoria e a comissão técnica analisem friamente esse apagão. Não podemos permitir que isso se repita. A raça vascaína precisa estar presente nos 90 minutos, sem exceção. Vamos subir, Vascão, mas precisamos ser mais fortes. Vasco é coisa séria.