VERGONHA INTERNACIONAL: Jornal espanhol detona Léo Jardim no Vasco

Não bastou a derrota! Atuação de Léo Jardim vira motivo de chacota na imprensa espanhola, que classificou a tarde do goleiro como 'desastrosa'.

Léo Jardim em ação no duelo entre Vasco e Santos (Foto: Jhony Pinho/AGIF/Folhapress)

Uma Derrota que Cruzou o Atlântico

A vida do torcedor vascaíno não tem um minuto de paz. Como se não bastasse a dor de uma derrota por 3 a 0 para o Santos, agora temos que lidar com a vergonha em escala global. A atuação do nosso goleiro, Léo Jardim, foi tão abaixo da crítica que virou notícia do outro lado do oceano, na Espanha.

O jornal “Marca”, um dos maiores portais esportivos do mundo, não teve pena. Classificou a performance do nosso camisa 1 como uma “tarde desastrosa”. É isso mesmo que você leu. A nossa desgraça virou pauta na Europa, destacando as duas falhas bizarras que transformaram um jogo competitivo em um vexame histórico.

O Jogo que Escapou por Entre os Dedos

Quem assistiu à partida sabe do que estou falando. O Vasco não fez um jogo para ser goleado. No primeiro tempo, o Gigante da Colina teve mais a bola, tentou controlar as ações, mas esbarrou na velha dificuldade de transformar posse em perigo real. Era um jogo de paciência, de nervos.

O Santos, mais na dele, foi cirúrgico. Aos 14 minutos, Léo Jardim já viu a morte de perto quando Gabigol saiu na sua cara e, por um milagre, chutou para fora. O Cruzmaltino respondeu, manteve a iniciativa, mas o susto maior veio no final da primeira etapa, com Caballero acertando nosso travessão. Fomos para o intervalo com a sensação de que o jogo estava vivo, apesar das melhores chances terem sido deles.

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O Apagão que Começou aos 23 e Terminou em Tragédia

A segunda etapa começou no mesmo roteiro. O Vascão em cima, buscando o gol que mudaria a história. Tchê Tchê e Robert Renan tiveram chances, Puma Rodríguez carimbou a trave… parecia que o gol era questão de tempo. Mas no futebol, quem não faz, leva. E levamos.

Aos 23 minutos, a casa começou a cair. Rollheiser encontrou Gabigol, que bateu de canhota e abriu o placar. Um balde de água fria. Mas o que veio depois foi um tsunami. O time sentiu o gol, e foi aí que nosso goleiro, nossa muralha em tantos jogos, desmoronou.

Os Minutos Fatais de Léo Jardim

Foi um intervalo de apenas quatro minutos que definiu o nosso destino e manchou a reputação do clube internacionalmente. Aos 32, Neymar (sempre ele) cruzou na área. Uma bola defensável. Léo Jardim saiu do gol, mas fez tudo errado. Não segurou, não socou para longe… a bola simplesmente sobrou nos pés de Willian Arão, que só precisou estar ali para marcar o segundo.

A torcida ainda estava processando o primeiro erro quando veio o golpe de misericórdia. Aos 36 minutos, Neymar de novo, agora em uma cobrança de falta. Chute forte, sim, mas defensável. Léo Jardim espalmou para o meio da área, um erro primário, no pé de Luan Peres. 3 a 0. Fim de jogo. Fim da dignidade.

O “Marca” destacou exatamente esses lances. Para os espanhóis, os erros do goleiro foram o fator determinante para a goleada, em um jogo que, até ali, era parelho. É duro ler isso, mas é a mais pura verdade. Não fomos derrotados pelo Santos; fomos derrotados por nossas próprias falhas, personificadas em uma tarde para esquecer do nosso goleiro. Agora, resta juntar os cacos e torcer para que essa “tarde desastrosa” tenha sido um ponto fora da curva, e não o prenúncio de mais sofrimento. Porque ser Vasco é isso: sofrer, levantar e nunca abandonar.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.