A conta não fecha: Quase R$ 200 milhões por… NADA?
A derrota por 3 a 0 para o Santos foi só mais um capítulo no filme de terror que se tornou o ataque do Vasco da Gama. É de doer na alma, torcedor. A gente vê o time criar, lutar, mas na hora de empurrar a bola pra dentro, parece que a bola é quadrada. E o pior? Isso acontece depois de uma gastança sem precedentes. A gestão de Pedrinho já torrou quase R$ 200 MILHÕES em atacantes nos últimos dois anos. O resultado? Um vazio. Uma crise de gols que humilha a nossa história.
Foram 12 (isso mesmo, DOZE!) jogadores de ataque contratados, e a gente segue órfão de um artilheiro. O último da lista, Facundo Colidio, até estreou como titular contra o Santos, mas a verdade é que nosso problema é mais fundo. É um problema de gestão, de planejamento, de gastar rios de dinheiro em apostas que, até agora, não se pagaram.
A lista interminável de apostas fracassadas
Vamos relembrar o passado recente, se é que seu coração aguenta. Em 2024, a diretoria trouxe quatro nomes. Maxime Domínguez veio por R$ 12,4 milhões para a ponta direita. Para a esquerda, Jean David custou R$ 8 milhões. Emerson Rodríguez chegou por empréstimo e o veterano Alex Teixeira, sem custos. Sabe qual deles brilhou? Nenhum. Zero. Passaram por São Januário como fantasmas.
Aí veio 2025, e a promessa de que agora ia. As pontas continuavam sendo a prioridade. Chegaram Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto. A conta? Mais 7,5 milhões de euros (uns R$ 45,6 milhões na época). Dessa turma toda, só o Nuno Moreira mostrou algum futebol e conseguiu virar titular. Um acerto em meio a um mar de equívocos.
O “sucesso” que não faz gol e a saudade dos que se foram
No segundo semestre de 2025, sob a batuta do diretor Admar Lopes, trouxeram Andrés Gómez. O Vasco gostou e exerceu a compra por 4,5 milhões de euros. A diretoria vende ele como o “maior caso de sucesso”. Sucesso? O colombiano é esforçado, corre, mas finalizar não é com ele. São apenas SEIS gols em 57 jogos! É uma piada de mau gosto com a nossa cara.
Enquanto isso, vimos os nossos verdadeiros artilheiros irem embora. Vegetti, que nem foi contratado por essa gestão, e a nossa joia Rayan, cria da base. Juntos, eles meteram 47 gols em 2025. QUARENTA E SETE! E a diretoria deixou eles saírem pra apostar em jogadores que não fazem um gol sequer. É ou não é pra ficar maluco?
2026: Mais dinheiro no lixo e a crise do camisa 9
Para “suprir” a saída dos goleadores, o Vascão abriu a carteira de novo em 2026. Brenner custou R$ 30,1 milhões. Marino Hinestroza, R$ 26 milhões. Spinelli, R$ 10,2 milhões. Mais de R$ 66 milhões em três jogadores! E adivinha? Nenhum deles conseguiu se firmar nem entre os titulares. É um desastre financeiro e esportivo.
A busca por um centroavante virou desespero, principalmente com a lesão do Brenner. Trouxeram o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, que é bom jogador, mas não é o matador que a gente precisa. Contra o Santos, ficou claro: empilhamos chances e não tinha ninguém pra dar o toque final. É frustrante demais.
O recado de Pedro Emanuel: “Trazer por trazer não acrescenta”
Pelo menos alguém parece ter um pingo de noção. Após a derrota vergonhosa, o técnico Pedro Emanuel mandou a real na coletiva. Ele sabe que a coisa tá feia e que não adianta contratar qualquer um só pra dizer que contratou.
“Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade”, desabafou o treinador. Ele deixou claro que a diretoria sabe das necessidades e que o time precisa urgentemente começar a fazer os gols que cria.
John Mercado: A nova esperança (ou mais uma aposta?)
E no meio desse caos, surge um nome: John Mercado. O atacante equatoriano que joga no Sparta Praga, da República Tcheca. Dizem que o jogador quer vir, que as conversas estão rolando. O Vasco já teve uma proposta de 7 milhões de euros (cerca de R$ 42,3 milhões) recusada, mas não desistiu do negócio.
A pergunta que fica no ar, na cabeça de cada vascaíno: será ele a solução? Ou será apenas mais um nome caro para a longa lista de fiascos? A gente reza, torce, mas a desconfiança é grande. A gestão Pedrinho deve muito ao povo cruzmaltino, e essa dívida só será paga com gols e vitórias. Chega de gastar mal, Vascão! Queremos um time com a nossa raça e um artilheiro que honre a nossa camisa.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.