ADSON IMPLACÁVEL! Vascão tem o ‘rei’ da Sula, mas ataque ainda é dor de cabeça
A torcida vascaína tem motivos para estufar o peito e sorrir de orelha a orelha, e o nome desse motivo é Adson. No meio de uma temporada de altos e baixos, onde cada vitória é suada e cada ponto é uma batalha, ver um jogador nosso brilhando em uma competição continental é um alento. O Vascão meteu um 4 a 1 sonoro no Olimpia, lá no Paraguai, e carimbou o passaporte para as quartas de final da Copa Sul-Americana. E quem foi um dos maestros dessa sinfonia? Ele mesmo.
Adson não só participou da festa, como marcou o terceiro gol, aquele que quebra as pernas do adversário e mostra quem manda. Mas o gol foi só a cereja do bolo. O que impressiona de verdade são os números do nosso atacante na competição. Ele simplesmente virou o dono da Sula, o cara a ser batido. E isso não é papo de torcedor apaixonado, são os fatos que falam por si.
O Rei da América Veste a Cruz de Malta!
Vamos aos dados, porque contra números não há argumento. Com o gol contra o Olimpia, Adson chegou a incríveis sete participações diretas em gols na Sul-Americana. É isso mesmo que você leu, sete! São quatro vezes que ele mesmo mandou a bola para o fundo da rede e três assistências que deixaram os companheiros na boa para marcar. É um desempenho de craque, de jogador decisivo, do tipo que a gente sentia falta.
Essa performance coloca nosso guerreiro no topo absoluto do ranking da competição. Ele não está sozinho, é verdade, mas a companhia é de respeito. Adson divide a liderança com Gabriel Barbosa, do Santos, e Francisco González, do O’Higgins. Ver um jogador do Gigante da Colina liderando uma estatística tão importante enche a gente de orgulho e mostra que o investimento valeu cada centavo.
De Olho na História do Gigante
E não para por aí. O faro de gol de Adson na Sula já o coloca em uma prateleira especial na história do clube. Com os quatro gols marcados até agora, ele igualou a marca de Bernardo como o segundo maior artilheiro do Vasco na história da competição. Uma marca expressiva para quem chegou há relativamente pouco tempo.
À sua frente, apenas um nome, uma lenda recente que a torcida aprendeu a amar: o pirata Pablo Vegetti, com cinco gols. Falta só um golzinho para Adson igualar o argentino e dois para se isolar no topo. Pelo ritmo que ele está mostrando em campo, é questão de tempo. Que continue assim, honrando nosso manto e escrevendo seu nome na história do Almirante!
Mas Nem Tudo São Flores no Ataque Cruzmaltino
Apesar da fase espetacular de Adson, seria mentira dizer que estamos tranquilos. O brilho de um jogador não pode ofuscar os problemas que ainda temos que resolver, principalmente no setor ofensivo. A comissão técnica, liderada por Pedro Emanuel, tem um quebra-cabeça e tanto nas mãos.
A lesão de Brenner abriu uma cratera na nossa referência de área, e o clube ainda busca no mercado um centroavante para preencher essa lacuna. Além disso, existe uma indefinição sobre quem vai ocupar a ponta do lado oposto a Andrés Gómez. Temos peças, mas o encaixe perfeito ainda não foi encontrado, e isso gera uma instabilidade perigosa para a sequência da temporada.
Colidio, Nuno, Marino: Quem Resolve a Parada?
As opções existem, mas cada uma vem com suas próprias dúvidas. O recém-contratado Facundo Colidio, por exemplo, é visto internamente como um jogador com características de segundo atacante, não de ponta. No entanto, a necessidade falou mais alto e ele já foi testado aberto pelo lado do campo, como na derrota para o Santos pelo Brasileirão. Será essa a solução ou apenas um improviso?
Enquanto isso, outros nomes que pareciam ser alternativas acabaram perdendo terreno. Nuno Moreira e Marino, que já tiveram seus momentos, sumiram das últimas partidas e não têm recebido muitas oportunidades. Essa falta de sequência para alguns e a improvisação de outros é um desafio gigantesco para Pedro Emanuel.
O fato é que o Vascão está vivo no Brasileirão e na Copa do Brasil, além de sonhar alto na Sul-Americana. Não podemos depender apenas do brilho individual de Adson. É preciso encontrar um funcionamento coletivo para o ataque, uma formação que dê segurança e poder de fogo. A hora é de apoiar, mas também de esperar que as melhores decisões sejam tomadas. O Gigante precisa de um ataque à sua altura para brigar por tudo.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.