PEDRO EMANUEL ABRE O JOGO E APONTA O REAL PROBLEMA DO VASCO: ‘FAZ DIFERENÇA’

Após goleada, Pedro Emanuel não se esconde, aponta o dedo para a falta de eficiência e defende Léo Jardim das críticas. Entenda a análise do treinador!

Pedro Emanuel lamente lance em Vasco e Palmeiras (Foto: Jhony Inacio/Agencia Enquadrar/Folhapress)

O Dedo na Ferida: A Análise Crua de Pedro Emanuel

A ressaca da goleada por 4 a 1 para o Palmeiras, em pleno Nubank Parque, ainda dói na alma de todo vascaíno. Ver o Gigante da Colina ser amassado no segundo tempo é um soco no estômago, mas em meio ao caos, nosso comandante Pedro Emanuel veio a público e, sem rodeios, apontou o que, para ele, foi o grande vilão da noite: a falta de eficiência. Não foi por falta de criar, mas por excesso de desperdício.

Em sua coletiva após o apito final da 23ª rodada do Brasileirão, o técnico português não buscou desculpas fáceis. Ele foi direto ao ponto, traçando um paralelo doloroso com a partida heroica contra o Olimpia, pela Sul-Americana, que nos fez sonhar. A diferença, segundo ele, foi brutal e simples.

Nas palavras do próprio treinador: ‘Até a primeira parte, tivemos nossas oportunidades. A grande diferença que tivemos deste jogo para o último é que, nas três oportunidades que tivemos contra o Olimpia, na primeira parte, nós fizemos duas. Hoje, tivemos as mesmas oportunidades e não conseguimos fazer. Futebol é o gol, faz diferença’. Uma análise fria, que machuca, mas que reflete a realidade de um time que cria, mas não converte.

‘A CULPA NÃO É DO LÉO’: TÉCNICO DEFENDE O GOLEIRO

Como sempre acontece em derrotas elásticas, a caça às bruxas começa rapidamente, e o alvo da vez foi nosso goleiro Léo Jardim. Parte da torcida e da crítica apontou o dedo para o camisa 1, especialmente nos gols de Maurício e Flaco López. Mas Pedro Emanuel, agindo como um verdadeiro líder, blindou seu jogador.

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O comandante do Vascão não apenas defendeu Léo Jardim, como questionou a análise simplista sobre sua atuação. ‘Quantas defesas ele conseguiu fazer? O primeiro gol é um golaço, o segundo é o pênalti. Posso, eventualmente, considerar uma falha no terceiro. Quantas oportunidades claras teve para intervir?’, indagou o técnico, lembrando que futebol é um esporte coletivo.

Emanuel fez questão de exaltar a importância do nosso goleiro, não só pelas defesas que nos salvaram em outros momentos, como na classificação contra o Olimpia, mas também por seu papel no vestiário. ‘O Léo não deixa de ser quem é e ajudar a equipe. Vai ter momentos abaixo, como todos, mas temos que saber lidar com isso. Motivar. Ele tem sido muito importante para nós, não só no jogo, mas no vestiário também, e eu valorizo muito isso’, afirmou. É esse tipo de postura que esperamos de quem comanda o nosso time: proteger os seus na hora da tempestade.

CALENDÁRIO APERTADO E FALTA DE CONCENTRAÇÃO: OS OUTROS VILÕES

Além da pontaria descalibrada, Pedro Emanuel citou outros dois fatores que pesaram na balança: o desgaste físico e a concentração. A maratona de jogos tem sido implacável com o Cruzmaltino, que mal teve tempo de respirar entre a batalha da Sul-Americana e o confronto pelo Brasileirão.

‘Nós nem treinamos. Tivemos dois dias a cada um dos jogos. É um desafio grande para todos nós’, desabafou o treinador. Essa falta de tempo para recuperação e ajuste tático explica algumas decisões, como a de poupar jogadores. ‘Por que o Colidio não jogou? Não estava 100% e eu prefiro não arriscar. Prefiro uma equipe que seja competitiva’, explicou, citando também o caso de Cuiabano. É a dura gestão de um elenco que joga no limite.

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O outro ponto, talvez o mais difícil de corrigir, é a mente. A sequência de gols sofridos no segundo tempo, que transformou um jogo competitivo em goleada, foi atribuída a falhas de concentração. ‘Essa é a parte mais difícil. Se tivéssemos corrigido isso antes, não estaríamos nessa posição. Tem a ver com detalhes que fazem a diferença nos jogos’, admitiu Emanuel. Sofrer sete gols em dois jogos, como ele mesmo disse, ‘é demasiado pelo que temos produzido’.

O PLANO DE JOGO QUE MORREU NA PRAIA

O mais frustrante para o povo cruzmaltino é saber que o time não foi pego de surpresa. A comissão técnica sabia exatamente como o Palmeiras jogaria e quais eram seus pontos fortes. A estratégia para anular o adversário existia, mas a execução falhou miseravelmente.

‘Sabemos que o Palmeiras é forte no jogo longo, na segunda bola, no chute de fora da área. Faltou esse detalhe, da pressão na bola. Até recolhemos bem, mas isso faz parte’, lamentou o português. É a velha história: saber o que fazer é uma coisa, conseguir fazer dentro de campo, com a pressão e o cansaço, é outra completamente diferente.

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No fim, a responsabilidade recai sobre quem está em campo. ‘É uma equipe que tem sofrido bastante, não só agora, mas nos últimos anos, e quer largar essas posições. Isso requer a decisão do jogador’, concluiu. Agora, é levantar a cabeça. Temos o Vitória pela frente na Copa do Brasil e não há tempo para lamentar. É hora de transformar a dor em raça vascaína e mostrar que esse Gigante não vai ficar caído.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.