ALERTA MÁXIMO NA COLINA: ‘SITUAÇÃO EXTREMAMENTE DELICADA’
A paciência do torcedor vascaíno é testada a cada dia, mas a notícia que chega agora é um soco no estômago de quem vive e respira o Gigante da Colina. Em uma declaração bombástica ao ge, o CEO Fred Luz pintou o cenário mais sombrio possível para os próximos dias: o Vascão pode ficar sem dinheiro em caixa para honrar seus compromissos mais básicos.
Não estamos falando de luxo, mas do trivial. O risco é real e iminente. Nas palavras do próprio CEO: “Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20 (quinta-feira), sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial”. É de arrepiar.
A situação é tão grave que as consequências podem ser catastróficas. Fred Luz listou o que pode acontecer, e a lista parece um filme de terror para qualquer clube de futebol:
- Multas pesadas;
- Desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF;
- Risco de não consolidação da nova transação tributária;
- E o temido ‘transfer ban’, que nos impediria de inscrever novos jogadores.
É o caos instaurado nos bastidores, e nós, da arquibancada, ficamos de mãos atadas, assistindo a mais uma batalha que se desenrola longe dos gramados.
A CANETADA QUE AMARROU O GIGANTE
Mas como chegamos a este ponto? A resposta está em uma decisão judicial que, na prática, engessou o clube. A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, manteve uma trava que limita qualquer movimentação financeira do Vasco a míseros R$ 5,9 milhões.
Qualquer valor acima disso é considerado um novo endividamento e precisa de aprovação judicial. Para piorar, um empréstimo de R$ 150 milhões, que seria o nosso oxigênio, está bloqueado pela mesma Justiça. A magistrada exige um relatório de auditoria, que deve levar cerca de 15 dias para ser apresentado, antes de liberar qualquer nova dívida.
Enquanto isso, o Almirante fica à deriva, com um poder de investimento irrisório no mercado. Para se ter uma ideia, os R$ 5,9 milhões equivalem a cerca de US$ 1,137 milhão ou 974 mil euros. No futebol de hoje, isso mal paga a chuteira de um reforço de peso.
O CASO BRUNO DUARTE: O REFORÇO QUE NÃO PODE CHEGAR
O reflexo dessa amarra financeira já tem nome e sobrenome: Bruno Duarte. O atacante do Estrela Vermelha, da Sérvia, era um alvo concreto do nosso departamento de futebol. A negociação parecia caminhar bem. O Vasco fez uma oferta de 1,5 milhão de euros, o clube sérvio não se opôs e o próprio jogador deu o sinal verde para vestir a nossa camisa sagrada.
E então? A burocracia falou mais alto. Como a oferta ultrapassa o teto de R$ 5,9 milhões (cerca de 974 mil euros), a diretoria cruzmaltina simplesmente não pode seguir em frente. As conversas estão paradas, e um reforço que poderia estar a caminho de São Januário está preso num limbo jurídico. É a mais pura definição de impotência.
Admar Lopes e Felipe Loureiro, que comandam nosso futebol, entregaram uma lista de alvos para a reta final da janela, mas como sonhar com reforços se não podemos nem fazer sondagens com valores que interessem aos outros clubes? É como ir para a guerra com as mãos amarradas.
E AGORA, VASCO?
O cenário é de pura angústia. Existe uma negociação avançada com um meio-campista, cujo nome é mantido em sigilo, mas que também depende dessa liberação judicial para ser concluída. Estamos a poucos dias do prazo final da janela de transferências e o clube está completamente paralisado.
A torcida vascaína, que nunca abandona, mais uma vez é chamada a exercer sua fé inabalável. Esperamos que a diretoria e o departamento jurídico encontrem uma saída para este labirinto. Precisamos de soluções, e precisamos delas para ontem.
A luta é contra o tempo, contra a burocracia e contra as dificuldades que insistem em cruzar o caminho do nosso Vascão. Mas se tem uma coisa que a nossa história ensina é que o Vasco é gigante e sempre se reergue. Que essa seja mais uma provação superada. Vasco é coisa séria, e não vamos desistir jamais!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.