Sofrido, suado e na raça! É assim que o Vascão gosta!
Meu amigo vascaíno, que noite! Vitória por 1 a 0 contra o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2026, com um jogador a menos desde os 15 minutos do primeiro tempo. Se não for com sofrimento, não é Vasco da Gama! Mas em meio ao caos, dois guerreiros se levantaram e mostraram o que é vestir essa camisa: Colidio e Ramon Rique foram simplesmente espetaculares.
Em uma partida onde a lógica pedia para o time desmoronar após uma expulsão infantil, o que vimos foi um Gigante que se agigantou. A torcida, como sempre, jogou junto e viu de perto quem honrou o manto e quem quase botou tudo a perder. Vamos analisar o desempenho de cada um, na mais pura corneta de torcedor para torcedor.
Os Donos do Jogo: A dupla que carregou o time nas costas
Tem dias que um jogador parece estar em todos os lugares do campo. Hoje, esse cara foi Facundo Colidio. O argentino foi o melhor em campo, sem discussão. Desde o início, suas duas primeiras finalizações já mostravam a vontade de vencer. Ele escorou bola na área, deu drible na meia para desafogar o time logo após a expulsão e, no lance do gol de Goméz, seu domínio na rebatida do Puma foi o que iniciou toda a jogada.
E o quase golaço? Ah, meu amigo… O domínio, o drible, o toque caprichoso que beijou a trave. Foi de levantar o estádio! Não à toa, quando foi substituído, o povo cruzmaltino gritou seu nome em plenos pulmões. É esse tipo de entrega que a gente quer ver. Um verdadeiro guerreiro!
Ao lado dele, brilhou a estrela de Ramon Rique. Que partidaça do nosso garoto! Roubou bola, ligou o ataque, deu passe açucarado para o Piton no começo do jogo e ainda soltou um chutaço no fim do primeiro tempo. Com um a menos, foi ele quem ajudou a organizar o meio-campo, dando bronca quando precisava e mostrando uma maturidade de veterano. Foi o motorzinho do time, incansável na marcação e inteligente na criação.
Guerreiros da Resistência: A defesa que segurou o rojão
Jogar com um a menos é um teste para o coração da defesa, e a nossa respondeu bem. O goleiro, que começou o jogo meio inseguro e saiu mal num escanteio, se redimiu com duas defesas GIGANTESCAS nos últimos lances, garantindo a nossa vitória. No mano a mano, foi seguro contra Marinho e fez outra boa defesa em chute cruzado. Só precisa caprichar mais com a bola nos pés.
Nas laterais, Puma foi uma válvula de escape importante. Cruzou a bola que o Spinelli quase marcou e foi dele o rebote que Colidio dominou no lance do gol. Do outro lado, Piton também teve trabalho, mas conseguiu criar uma boa jogada com Goméz no primeiro tempo. A zaga, de modo geral, esteve concentrada e foi bem no combate aéreo e no posicionamento, um alívio para a nossa torcida tão castigada.
Quem Ficou Devendo (E quem quase nos complicou)
Agora, vamos falar sério. Não dá para passar pano. Tivemos um jogador que recebeu nota zero. Foi expulso com menos de 20 minutos de jogo! Errou a saída de bola e meteu a mão como último homem, numa falha que não pode acontecer em um jogo decisivo. Prejudicou o time de forma irresponsável e, segundo a análise, “prejudicou o Vasco mais uma vez”. Isso é inaceitável.
Goméz, autor do gol, viveu uma noite de altos e baixos. Fez um lindo gol de perna esquerda, é verdade, e temos que comemorar. Mas a verdade é que ele errou muito. Perdeu uma chance claríssima na cara do gol pouco antes, acelerou o jogo quando era para ter calma e terminou mal a maioria das suas arrancadas. O vigor físico é impressionante, mas precisa de mais inteligência para decidir as jogadas.
Spinelli também não foi bem. Foi travado em uma boa chance e não conseguiu desviar cruzamentos na área. Acabou substituído ainda no primeiro tempo, numa decisão correta do técnico.
O Comando do Professor
E o técnico? Demorou um pouco, mas acertou em cheio ao tirar Spinelli e colocar Paulo Henrique (PH) aos 33 minutos, quando já estávamos com 10 em campo. A mudança deu velocidade e fôlego ao time, que se manteve organizado e soube explorar os contra-ataques com a rapidez de PH e Goméz. Foi uma leitura de jogo crucial para sairmos com a vitória do nosso Caldeirão. Vencer com um a menos mostra que, taticamente, o time soube sofrer. E isso, no Vasco, é quase uma arte.
Agora é foco total no jogo de volta. A vantagem é mínima, mas a raça mostrada hoje nos dá esperança. Vamos subir, Gigante!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.