DRAMA NA ARGENTINA! Goleiro vira vilão, River cai e Santa Fe é o rival do Vasco na Sula!

Rival definido na Sul-Americana! Em jogo épico com goleiro indo de herói a vilão, River Plate é eliminado e o Santa Fe encara o Gigante da Colina nas quartas!

Na noite desta quarta-feira, o Caldeirão de São Januário pulsou. Pulsou de agonia, de raça e, no fim, de alívio. Ganhamos do Vitória por 1 a 0, um placar magro, mas gigante dadas as circunstâncias. E se essa vitória teve um rosto, foi o do argentino Facundo Colidio. Um jogador que não fez gol, mas fez tudo. Um guerreiro que entendeu o que é vestir a camisa do Vasco da Gama.

Desde os 17 minutos do primeiro tempo, jogamos com um a menos. A expulsão de Barros poderia ter sido o roteiro de mais uma noite de sofrimento. Mas não foi. Porque em campo, tínhamos um camisa 10, um ponta, um centroavante, tudo na mesma pessoa: Colidio. O cara chamou a responsabilidade de um jeito que a gente não via há tempos.

A torcida vascaína, que já viu de tudo, reconheceu o esforço. Cada pique, cada drible, cada finalização era acompanhada por um misto de esperança e aplauso. E mesmo que a bola não tenha entrado, o argentino saiu de campo ovacionado. Porque raça, meu amigo, vale mais que muito gol por aí. E isso, ele teve de sobra.

Um Guerreiro com a Cruz de Malta no Peito

Falar da atuação de Colidio é falar de entrega total. Com a expulsão de Barros e a necessária reorganização do time, que incluiu a saída de Spinelli, o argentino, que começou na ponta-esquerda, virou o nosso ponto de referência no ataque. Sozinho, ele infernizou a defesa do Vitória.

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Foram duas chances claríssimas que quase levaram São Januário à loucura. Na primeira, ainda no primeiro tempo, ele apareceu como um centroavante nato, subiu mais que todo mundo e testou com perigo. A bola caprichosamente não entrou. Já na etapa final, o lance foi de pura categoria. Recebeu um cruzamento açucarado do Paulo Henrique, dominou tirando o zagueiro da jogada com um toque, ajeitou e fuzilou. A trave, essa inimiga do futebol arte, tremeu e salvou os caras. Foi de lamentar, de colocar a mão na cabeça, mas de aplaudir a genialidade do lance.

É esse tipo de jogador que a gente quer ver no Vascão. Que não se esconde, que busca o jogo, que joga com o coração na ponta da chuteira. Mesmo com um a menos, o Gigante da Colina foi perigoso, e o grande responsável por isso tem nome e sobrenome: Facundo Colidio.

A ‘Caneta’ que Levantou o Caldeirão

Mas não foi só de finalizações que viveu o nosso argentino. Teve um lance, ainda no primeiro tempo, que resume sua partida. Ele recebeu a bola no nosso campo de defesa, cercado. O que ele fez? Uma caneta humilhante no marcador, que ficou procurando a bola, e partiu em velocidade, conduzindo o time para o ataque. Foi um drible que levantou a torcida.

Esse lance mostrou outra faceta do seu futebol: a capacidade de construir, de sair da pressão, de atacar os espaços. Ele não é um jogador estático. Ele flutua, busca o jogo, cria. É a personificação da raça argentina com a ginga que a gente gosta de ver. Pedro Emanuel, do banco, certamente anotou tudo.

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Pedro Emanuel se Rende: ‘Imagina a Mim!’

E por falar no nosso técnico, ele não poupou elogios ao argentino na coletiva. Quando um jornalista perguntou se a atuação de Colidio tinha agradado, a resposta do comandante foi na lata, com aquele ar de quem sabe que tem uma joia nas mãos: “Se agradou a vocês, imagina a mim. Não é fácil nos agradar”.

O treinador fez questão de lamentar a falta de sorte do nosso atacante. “Tivemos bem mais oportunidades de gols, e Facundo (Colidio) merecia ter saído com um gol com atuações muito boas. Merecia pela dedicação e qualidade no nosso jogo. Era um prêmio justo para ele, que não aconteceu”, afirmou Pedro Emanuel, reconhecendo o esforço sobre-humano do jogador.

Emanuel também destacou a versatilidade do atleta, algo que o Vasco tanto precisa. “Ele tem demonstrado ser um bom jogador e alguém que quer continuar a melhorar. Ajuda na nossa forma de jogar, pode ser ponta, atacante, nas três posições da frente, nas quatro posições. E ainda assim continua a jogar bem”, completou o técnico, praticamente confirmando que Colidio, junto com o recém-chegado Sosa, são peças fundamentais para o futuro próximo do time.

O Gol Contra o Palmeiras Foi Só o Começo

Essa atuação de gala não foi um raio em céu azul. Já no último domingo, na derrota amarga por 4 a 1 para o Palmeiras, Colidio saiu do banco e mostrou serviço. O time já perdia por 3 a 0, num cenário desolador, mas foi dele o gol de honra, o gol que mostrou que ali tinha alguém inconformado. Foi um pequeno sinal do que viria pela frente.

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Contra o Vitória, ele ganhou a chance como titular e deu a resposta que todos esperávamos. Em uma posição carente no elenco, ele mostrou que pode ser a solução. Seja como ponta, seja mais centralizado, o argentino provou que tem futebol e, mais importante, vontade de vencer com a nossa camisa.

A bola na trave doeu, mas a exibição encheu o povo cruzmaltino de esperança. Ganhamos o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, e ganhamos um jogador que parece ter nascido para jogar em São Januário. Que venham os próximos jogos, porque o nosso gringo está com fome de bola. Com essa raça, o gol é só questão de tempo. E quando sair o primeiro no Caldeirão, a festa será gigante. Pode apostar.