Ousadia ou Desespero? Meia do Vitória Provoca na Saída do Caldeirão
Tem coisa que só o futebol explica. Você joga em São Januário, sente a pressão do Caldeirão, vê seu time ser dominado mesmo com um jogador a mais, perde o jogo e, na saída, ainda quer tirar onda? Pois é, parece que o meia Matheuzinho, do Vitória, não aprendeu a lição na noite desta quarta-feira.
Depois de um 1 a 0 para o Gigante da Colina, com gol e raça, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o jogador do time baiano resolveu mostrar uma marra que não se viu em campo. Ao deixar nosso estádio, cercado pela delegação rubro-negra, Matheuzinho respondeu às provocações da nossa torcida com uma ameaça para o jogo de volta. Nas palavras dele, registradas em vídeo que já circula por toda a internet: “Lá (no Barradão) vocês estão f******”.
É de rir, não é mesmo? A audácia de um jogador cujo time foi incapaz de criar uma única chance clara de gol contra um Vasco com 10 homens em campo. Essa fala não soa como confiança, soa como puro desespero de quem sabe que perdeu a chance de ouro de construir um resultado fora de casa.
Ele Esqueceu o Jogo? Vasco Gigante com 10 em Campo!
Talvez a memória do Matheuzinho seja curta, então vamos refrescar. O que se viu em São Januário foi um show de superação e raça vascaína. Um roteiro de sofrimento que só o povo cruzmaltino entende e que termina, como tantas vezes, com a vitória do bem contra o mal.
O Vascão começou a partida melhor, pressionando, mostrando quem manda em casa. Mas, aos 18 minutos do primeiro tempo, veio o lance que mudou o jogo. O árbitro Matheus Candançan, após ser chamado pelo VAR, decidiu expulsar nosso zagueiro Cauã Barros. O lance foi um erro na saída de bola, pressionado por Renato Kayzer, que terminou com um toque de mão. Um lance de jogo, mas que a arbitragem, como de costume, interpretou da forma mais dura possível contra nós.
Com um a menos, qualquer outro time se encolheria. Mas aqui é Vasco! O técnico agiu rápido, tirou o centroavante Spinelli para a entrada de Paulo Henrique, e o que se viu foi um time guerreiro, fechado na defesa e mortal nos contra-ataques. O Vitória, com a faca e o queijo na mão, simplesmente não soube o que fazer. Rodaram a bola de um lado para o outro, sem objetividade, sem coragem, e mal deram trabalho ao nosso paredão Léo Jardim.
Enquanto o goleiro deles, Lucas Arcanjo, via a bola passar perto da sua trave em nossas investidas, o Vitória se mostrava um time pequeno, incapaz de aproveitar a superioridade numérica. Eles tiveram a chance de ouro e desperdiçaram. Viram um Vasco com 10 homens ser mais perigoso e mais organizado. E é esse time que eles acham que vão intimidar em Salvador?
Recado Anotado, Matheuzinho. O Gigante Não Teme!
A provocação do meia do Vitória é o combustível que a gente precisava. Se eles acham que o jogo de volta será um passeio, estão redondamente enganados. Essa camisa preta com a faixa diagonal tem história, tem peso e é forjada na adversidade.
O Barradão pode ser um ambiente hostil, mas hostilidade nunca assustou o time do povo. Já calamos estádios muito maiores e mais barulhentos. A vantagem de 1 a 0 é mínima, mas a vantagem moral é GIGANTE. Mostramos em campo que somos superiores, mesmo em desvantagem numérica. Mostramos que temos mais time, mais coração e mais camisa.
Que o Matheuzinho guarde sua marra para depois do apito final lá em Salvador. Porque até lá, o que vale é o que se joga. E o que o Vasco jogou em São Januário foi futebol de time grande, de quem sabe o que quer. Enquanto eles se apegam a bravatas na saída do estádio, nós nos apegamos à bola na rede e à garra dos nossos jogadores.
O recado está dado, e não foi com palavras, mas com atitude em campo. Que venha o jogo de volta. O Gigante da Colina não teme batalha e está mais do que preparado para a guerra. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.