AGORA É OFICIAL! Agência abre investigação sobre SAF do Vasco; Lamacchia e o clube reagem com tranquilidade!

Anresf notifica o Vascão e abre investigação sobre a venda da SAF para Marcos Lamacchia. Mas a calma reina em São Januário. Entenda a treta e a solução!

São Januário, bandeira do Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

Mais uma batalha na nossa história

Parece que ser vascaíno é nunca ter um dia de paz, não é mesmo, torcedor? Quando a gente pensa que as coisas vão finalmente engrenar, surge mais um obstáculo no caminho do Gigante. Mas pode respirar fundo: a notícia de hoje, apesar do susto inicial, traz mais tranquilidade do que preocupação.

Nesta quarta-feira, o Vascão recebeu a notificação que todo mundo já esperava: a Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) instaurou oficialmente um procedimento para verificar a venda da nossa SAF. É a primeira vez que essa agência faz algo do tipo, e claro, tinha que ser com a gente.

O que raios a Anresf quer saber?

A questão toda gira em torno de um possível “conflito de propriedade”. Em bom português, a agência quer ter certeza de que uma mesma pessoa não está mandando em dois times ao mesmo tempo na mesma competição. A regra, que está no artigo 86 do regulamento deles, é clara e existe pra evitar marmelada.

E onde o Vasco entra nisso? O nome no centro da questão é Marcos Lamacchia, o empresário que está com o acordo encaminhado para comprar a nossa SAF. Acontece que ele é enteado de Leila Pereira, a presidente do Palmeiras. E como o mandato dela vai até dezembro de 2027, a Anresf ligou o sinal de alerta para essa ligação familiar.

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Calma, torcedor! A solução já está na mesa

Agora vem a parte boa. Tanto o Vasco quanto os representantes de Marcos Lamacchia receberam a notícia com a maior naturalidade do mundo. Ninguém foi pego de surpresa. Pelo contrário, a equipe do investidor já vinha conversando com a agência e está mais do que disposta a fazer qualquer ajuste necessário.

O advogado André Sica, que está na linha de frente da negociação por Lamacchia, já tinha cantado essa pedra há um mês. Ele foi taxativo e mandou o recado para quem quisesse ouvir: “O Marcos tem total tranquilidade para implementar qualquer sugestão a ser proposta pela Anresf, qualquer uma. Então, dentro disso, a operação vai acontecer, é importante que se diga. Ela vai acontecer. (…) Não causa nenhum tipo de preocupação”.

Essa confiança toda não é à toa. O próprio regulamento da Anresf, no mesmo artigo 86, já prevê a solução para casos como o nosso: a criação de um “blind trust”.

Funciona assim: um fundo independente controlaria os ativos do Vasco, sem que Lamacchia pudesse dar pitaco ou ter qualquer influência nas decisões. Esse arranjo duraria até o fim do mandato de Leila Pereira no Palmeiras. Ou seja, a própria lei já dá o caminho das pedras. Por isso, a diretoria do Gigante da Colina considera quase impossível que a venda seja vetada.

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E agora? O que acontece com o Vascão na prática?

Enquanto a poeira não baixa e a análise acontece, a Anresf aplicou algumas medidas cautelares. É um procedimento padrão. Na prática, o Vasco fica temporariamente proibido de fazer qualquer negócio com o Palmeiras.

Isso significa que, por enquanto, nada de transferências ou empréstimos de jogadores entre os dois clubes. Também não podemos dividir estruturas, como centros de treinamento. Além do Vasco e do Palmeiras, também foram notificados a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., a Crefipar e o Banco Crefisa.

Outro ponto é que o Cruzmaltino não poderá pegar novos empréstimos com a Crefisa. A notícia relembra que uma operação desse tipo já havia ocorrido, com um crédito de R$ 80 milhões, em outubro de 2025.

Próximos passos do Gigante

É fundamental que a torcida vascaína entenda: a abertura da investigação não é um julgamento. Não quer dizer que a Anresf já tenha uma opinião formada ou que ache que há algo de errado. É apenas o início do processo, uma formalidade para garantir que tudo seja feito dentro da lei.

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O processo todo corre em sigilo e a previsão é que essa análise dure cerca de um mês. Um mês para que os burocratas chequem os papéis e vejam que a solução, o tal do “blind trust”, já está pronta para ser implementada.

Portanto, torcedor, é mais uma daquelas provações que só o povo cruzmaltino sabe enfrentar. A diretoria está confiante, o comprador está tranquilo e a solução já existe. É ter paciência, apoiar o time em campo e confiar que, no fim, o futuro do Almirante será brilhante. Eles tentam, mas não vão parar o Vasco. Isso é coisa séria.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.