‘NÃO SEI O QUE VAI ACONTECER’! Lescano abre o coração sobre o Vasco e Gigante depende de R$150 MILHÕES para fechar!

'Não sei o que vai acontecer'. Com o coração na mão, Alan Lescano falou sobre o Vascão. O craque tá na nossa mira, mas um detalhe de R$150 milhões separa o sonho da realidade.

Alan Lescano, meia do Argentinos Juniors — Foto: Reprodução

‘Não sei o que vai acontecer…’

A frase, dita com o coração na boca e a emoção à flor da pele, é de Alan Lescano. O craque argentino, nosso alvo número um para vestir a Cruz de Malta, resumiu em poucas palavras o sentimento de toda a nação vascaína: uma mistura de esperança, ansiedade e incerteza. O Gigante da Colina está otimista, o jogador vê com bons olhos a vinda para o Caldeirão, mas uma batalha crucial acontece nos bastidores. A contratação do camisa 10 que tanto sonhamos depende da liberação de um empréstimo milionário.

No último domingo, após mais uma partida pelo Argentinos Juniors, o meia conhecido como “Pipa” foi cercado por repórteres. A pergunta era uma só: e o Vasco? A resposta dele foi a de um atleta dividido. De um lado, o carinho pelo clube atual, que o fez se emocionar com os pedidos para que ficasse. Do outro, a porta aberta para o maior desafio de sua carreira: defender o time do povo no futebol brasileiro.

Essa novela está perto de um final feliz, torcedor. Mas, como tudo na nossa história, parece que precisa ser na base da luta, do suor e da superação. A diretoria se mexe, o scout fez o dever de casa e apontou o nome certo. Agora, a bola está com a Justiça.

A confissão do craque que queremos

Vamos aos fatos. Após o duelo contra o Aldosivi, Lescano não se escondeu. Com uma sinceridade rara no futebol de hoje, ele abriu o jogo sobre a pressão dos rumores e a dificuldade de manter o foco em campo enquanto seu futuro é decidido a quilômetros de distância.

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“Não sei o que vai acontecer. Tentei não falar tanto disso (as negociações com o Vasco), porque sabíamos que hoje era uma partida importante. Eu tinha a cabeça aqui, queria jogar, apesar dos rumores. É difícil”, confessou o argentino.

A fala do jogador mostra o caráter que buscamos. Mesmo com uma proposta para mudar de vida e jogar no Vascão, ele manteve o profissionalismo e a cabeça no lugar para ajudar sua equipe. Mas o desejo de voos maiores é nítido. “Tentei focar aqui, não sei o que vai acontecer comigo. Falarei com os meus representantes. Obviamente, se eu sair, serei feliz de ter representado esta camisa, este clube. Vamos ver o que acontece”, completou.

É esse tipo de jogador que queremos em São Januário. Um cara que honra a camisa que veste, mas que enxerga no Gigante uma oportunidade única. A torcida do Argentinos Juniors sabe o que está perdendo, tanto que pediu sua permanência. Mal sabem eles que o nosso povo cruzmaltino já está pronto para abraçá-lo.

A engrenagem da negociação: o que falta?

O otimismo em São Januário não é à toa. O Vasco já tem o “sim” do jogador e as conversas estão avançadas. Prova disso é um movimento estratégico do Argentinos Juniors: o clube argentino comprou na última semana os 50% dos direitos econômicos de Lescano que ainda pertenciam ao Gimnasia La Plata. Por que fariam isso agora? Simples: para garantir que receberão o valor total da venda para o Vascão. É um sinal claro de que o negócio está quente.

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Então, o que impede o anúncio oficial? Dinheiro. Mais especificamente, o fluxo de caixa. O clube aguarda uma resposta da Justiça sobre a liberação do empréstimo DIP, no valor de R$ 150 milhões. A expectativa é que o sinal verde venha no início desta semana.

Com essa grana na conta, o Almirante não só garante a chegada de Lescano como também ganha fôlego para buscar outro reforço essencial: um zagueiro para arrumar nossa defesa. A janela está fechando e cada hora é decisiva.

O camisa 10 que o elenco precisa

Mas por que tanta insistência em Alan Lescano? Porque ele é a peça que falta nesse quebra-cabeça. Internamente, ele não é visto apenas como mais um reforço, mas como um jogador para chegar, vestir a camisa e ser titular absoluto. É um atleta com potencial gigantesco.

A sua versatilidade é o que mais enche os olhos da comissão técnica. Lescano pode atuar como o clássico camisa 10, flutuando atrás dos atacantes, distribuindo assistências e finalizando de fora da área. Mas também pode jogar um pouco mais recuado, como um segundo volante (ou um “camisa 8”) com imensa qualidade ofensiva. É exatamente esse perfil de criador de jogadas que nosso elenco carece.

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Chega de time previsível, de depender apenas de lampejos individuais. A chegada de “Pipa” significaria um salto de qualidade na criação, um cérebro para organizar o meio-campo e fazer a bola chegar com qualidade aos nossos atacantes. É o tipo de contratação que muda o patamar da equipe.

Batalha em outra frente: a dívida com a CNRD

Enquanto a novela Lescano se desenrola, outra batalha financeira acontece nos bastidores. O Vasco precisa pagar nesta segunda-feira a primeira parcela de suas dívidas com credores na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), um órgão da CBF. O valor é de R$ 4,12 milhões.

Esse pagamento é vital. A inadimplência até o dia 31 de agosto resultaria em um “transfer ban”, ou seja, o clube ficaria proibido de registrar novos jogadores. Seria um desastre. A boa notícia é que a diretoria garante que este pagamento será feito, mesmo que a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões ainda não tenha saído.

Isso mostra que, apesar das dificuldades, há um esforço para colocar a casa em ordem. A chegada de Lescano é o sonho, mas a saúde financeira do clube é a obrigação. Estamos lutando em todas as frentes, como sempre foi a nossa história. Agora, resta à torcida que nunca abandona fazer o que sabe de melhor: acreditar e apoiar. O Gigante está se reerguendo.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.