“TIO, EU VOU FAZER!”: GUGUINHA, DE 9 ANOS, PEGA A PRANCHETA E COMANDA GOLAÇO DO VASCÃO!

DNA Vascaíno! Com apenas 9 anos, Guguinha pede a prancheta do técnico, desenha jogada e comanda golaço inacreditável do Vascão no futsal. Veja o vídeo!

Guguinha, do Vasco — Foto: Arquivo pessoal

A Raça Vascaína Nasce Cedo: O Menino que Virou Técnico por um Dia

Tem coisas que só acontecem no Vasco da Gama. Em meio a tantas batalhas, a gente se acostuma a procurar heróis, a esperar por um salvador. Mas às vezes, meus amigos, o futuro do Gigante da Colina se revela onde menos esperamos: numa quadra de futsal, nos pés e, principalmente, na mente de um menino de apenas nove anos.

A cena é digna de filme. Campeonato Carioca sub-9 de Futsal. Vascão contra o Madureira. O placar marcava 3 a 1 para nós, mas quem conhece o nosso time sabe que tranquilidade é artigo de luxo. O jogo era pegado. Após uma falta a nosso favor no campo de ataque, o técnico Victor Kollenz pede tempo, prancheta na mão, pronto para desenhar a estratégia.

Foi aí que a magia aconteceu. O técnico começou a falar, mas uma voz se levantou. Não era de um auxiliar, nem do capitão. Era de Gustavo Sanhaço, o Guguinha, um moleque de nove anos. Com a autoridade de um veterano, ele pediu licença, pegou a prancheta e disse a frase que já entrou para a história do nosso clube: “Tio, eu vou fazer”.

A Jogada Genial do Pequeno Almirante

Enquanto a maioria dos garotos estaria pensando no lanche pós-jogo, Guguinha estava desenhando o futebol. Com a prancheta em mãos, explicou a movimentação para os companheiros, que o olhavam com uma mistura de surpresa e confiança. O técnico Victor Kollenz, numa atitude de grandeza, não só permitiu como incentivou.

Publicidade

Em entrevista ao ge, o treinador descreveu o momento único: “Eu mostrei na prancheta: ‘a bola está aqui, tem dois jogadores na barreira, agora quero que vocês montem a jogada’. Aí o Guga rapidamente levantou o dedo e falou: ‘Tio, eu vou fazer’. Aí montou a jogada, o trenzinho que dá pra ver no vídeo.”

Kollenz, mostrando ser um grande formador de homens, mais do que de atletas, continuou a questionar o garoto, fazendo-o pensar em cada detalhe. “Perguntei qual seria a ordem da fila. Na verdade eu fiz muito mais pontuações e questionamentos para que eles pudessem pensar um pouquinho, e imaginar a jogada na cabeça dele”, explicou o técnico.

O resultado? Perfeição. O apito soou. Os quatro jogadores do Vascão, perfilados em um “trenzinho”, explodiram em movimentos coordenados, cada um para um canto. A defesa do Madureira? Ficou completamente perdida, sem entender nada. A bola rodou com uma categoria de time profissional, de pé em pé, até morrer no fundo da rede. O quarto gol do Gigante, o gol de Guguinha.

Quem é Guguinha, a Joia Cruzmaltina?

E quem é esse pequeno gênio? Gustavo Sanhaço, o Guguinha, não é um nome para se esquecer. A história fica ainda melhor quando descobrimos sua origem. Ele começou a jogar justamente no Madureira, aos seis anos. O destino é irônico, não é mesmo?

Publicidade

Mas o talento era grande demais. Em 2023, o departamento de captação do Vascão, sempre atento, trouxe a joia para São Januário. Desde então, o menino prodígio se divide entre as quadras do futsal e os gramados do futebol de campo, mostrando que a inteligência e a raça vascaína não escolhem superfície.

O que mais impressiona, segundo relatos, é sua postura de liderança. Com apenas nove anos, ter a coragem e a clareza de assumir a responsabilidade num momento de pressão é algo que não se ensina. Isso nasce com a pessoa. É o DNA Cruzmaltino pulsando forte.

O Futuro do Gigante Está em Boas Mãos (e Pés)

Num futebol cada vez mais mecânico e de resultados imediatos, ver uma cena como essa renova a alma de qualquer torcedor. Mostra que a essência do jogo, a criatividade, o improviso e a paixão ainda vivem. E estão vivíssimos na base do nosso Vascão.

Um salve para o técnico Victor Kollenz, que teve a humildade e a sabedoria de ouvir seu pequeno comandado. É esse tipo de profissional que forma ídolos. E um salve, gigante, para Guguinha. Que essa sua coragem e inteligência sejam o prenúncio de um futuro brilhante com a Cruz de Malta no peito.

Enquanto os rivais se preocupam com polêmicas e investigações, como a do Audax Italiano por cortar água em jogo da Sul-Americana, o Vasco da Gama forma líderes. Forma jogadores que pensam o jogo. Isso, meus amigos, vale mais que qualquer troféu. O futuro do Almirante está seguro. A gente sofre, a gente luta, mas quando olhamos para nossa base, a esperança se renova. O Vasco é coisa séria, e começa desde cedo.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.