A frieza dos números para aquecer o coração do torcedor
A vitória de virada contra o Audax Italiano na última quarta-feira (6), dentro do nosso Caldeirão de São Januário, foi mais do que três pontos. Foi a marca do 15º jogo de Renato Gaúcho no comando do Gigante da Colina. Mesmo de longe, cumprindo suspensão da CONMEBOL, a alma do nosso treinador estava em campo. E agora, com essa amostragem, a gente pode bater no peito e falar: temos um time com outra cara, outra pegada!
Chega de saudade de um time competitivo. Os números, que não têm coração nem clubismo, mostram um Vasco muito mais equilibrado e letal sob o comando de Renato. A comparação com o início do trabalho de Fernando Diniz, lá em 2025, é gritante e mostra que a mudança de rumo foi a melhor decisão que poderíamos tomar.
Adeus, ‘Dinizismo’! O Vascão agora é objetivo e mortal
Quem não se lembra daquela agonia? Toque, toque, toque… e nada. O time de Fernando Diniz tinha a bola, mas parecia não saber o que fazer com ela. Os números confirmam essa sensação. Naquela era, tínhamos 57,1% de posse de bola, mas para quê? Marcamos apenas 19 gols em 15 jogos (média de 1,3).
Agora, a história é outra. Com Renato, a posse até diminuiu um pouco, para 51,8%, mas o time sabe o que faz. Somos mais verticais, mais agressivos. O resultado? Saltamos para 25 gols no mesmo período de 15 partidas! A média subiu para um respeitável 1,7 gol por jogo. Isso é Vasco, isso é raça, isso é bola na rede!
A diferença fica ainda mais clara quando olhamos as ‘grandes chances’. Com Diniz, criamos 29 oportunidades claras e convertemos só 38%. Já o time de Renato Gaúcho criou muito mais, 37 grandes chances, e teve um aproveitamento de craque: 46% delas terminaram com o nosso grito de gol! Menos firula, mais eficiência. É simples assim.
Muralha em construção: A defesa ainda pede atenção
Nem tudo são flores, e o torcedor vascaíno sabe que a nossa jornada é feita de luta. Defensivamente, a melhora existe, mas é mais tímida. Sofremos 18 gols com Renato, contra 20 na ‘era Diniz’. Uma pequena evolução que fez a média de gols sofridos cair de 1,3 para 1,2 por partida.
O ponto que ainda acende um alerta é a dificuldade em sair de campo sem ser vazado. Tanto com Renato quanto com Diniz, conseguimos essa façanha em apenas três dos 15 jogos iniciais. Um índice de 20% que precisa melhorar. Sabemos que o caminho para as glórias passa por uma defesa sólida, uma muralha que honre a nossa camisa. Acreditamos que Renato está trabalhando nisso.
Renato Gaúcho vs. Fernando Diniz: O veredito dos números
Para não deixar nenhuma dúvida para os corneteiros de plantão, vamos colocar os dados lado a lado. A matemática é clara e joga a nosso favor. O aproveitamento do Gigante da Colina deu um salto gigantesco, saindo de um patamar de time que briga para não cair para um desempenho de quem sonha com voos mais altos.
Vasco nos primeiros 15 jogos de Renato Gaúcho:
- Aproveitamento: 57,8%
- Campanha: 7 vitórias, 5 empates e 3 derrotas
- Gols marcados: 25 (média de 1,7 por jogo)
- Gols sofridos: 18 (média de 1,2 por jogo)
- Jogos sem sofrer gol: 3 (20%)
- Posse de bola: 51,8%
- Grandes chances criadas: 37
- Conversão de grandes chances: 46%
Vasco nos primeiros 15 jogos de Fernando Diniz (em 2025):
- Aproveitamento: 37,8%
- Campanha: 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas
- Gols marcados: 19 (média de 1,3 por jogo)
- Gols sofridos: 20 (média de 1,3 por jogo)
- Jogos sem sofrer gol: 3 (20%)
- Posse de bola: 57,1%
- Grandes chances criadas: 29
- Conversão de grandes chances: 38%
O Almirante voltou ao rumo certo
A conclusão é uma só: o Vascão voltou a ter cara de Vascão. Um time que luta, que compete, que não se entrega e que, principalmente, sabe como vencer. Renato Gaúcho, mesmo com pouco tempo, resgatou a identidade de um clube acostumado à grandeza.
O caminho é longo, e o povo cruzmaltino sabe que a camisa pesa e a responsabilidade é enorme. Mas com a garra que vemos em campo e a inteligência que os números de Renato demonstram, temos todo o direito de sonhar. O Gigante acordou. E que os adversários se cuidem. Vamos, Vasco!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.