O recado foi dado: o elenco é curto!
A paciência do torcedor vascaíno é do tamanho do nosso clube, mas a realidade bate à porta. E quem abriu essa porta e falou o que todo mundo já sentia foi o nosso comandante, Renato Gaúcho. Em um recado direto para a diretoria e para quem mais quisesse ouvir, o técnico deixou claro: o elenco atual é guerreiro, é valente, mas é curto demais para as batalhas que o Gigante da Colina tem pela frente.
Depois de uma maratona insana de jogos pelo Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana, a verdade veio à tona. O grupo é reduzido e precisa de sangue novo para sonhar com voos mais altos. A janela de transferências, que abre no dia 20 de julho, não é mais uma opção, é uma necessidade vital para a sobrevivência do Vascão na temporada.
A cobrança pública de Renato Gaúcho
Não foi em uma conversa de corredor. Foi público. Renato, que vive o Vasco 24 horas por dia, sabe onde o calo aperta. Ele revelou as conversas constantes com o presidente Pedrinho e com a diretoria, mostrando que a panela de pressão está ligada.
“Converso bastante com o Pedrinho e com a diretoria. Nessa parada durante a Copa do Mundo, na abertura da janela, a gente precisa de reforços para pensar ainda maior. Tenho 24 jogadores, com três garotos da base. O nosso grupo está muito reduzido”, afirmou o nosso treinador. Mais claro, impossível. É um pedido de socorro, um chamado para a ação. O homem que comanda o barco sabe que precisa de mais remadores para enfrentar a tempestade.
As 4 posições que tiram o sono do Vascão
A diretoria cruzmaltina não vai atirar para todos os lados. O mapa da mina já foi traçado por Renato, e as prioridades são claras. São peças específicas para resolver problemas crônicos que têm feito a torcida sofrer ao longo do ano. Vamos ao raio-x do que o Gigante precisa:
1. Um “Motorzinho” para o meio-campo
Chega de meio-campo que anda em campo. A primeira e talvez mais urgente necessidade é um segundo volante com intensidade, um verdadeiro “motorzinho”. Alguém com fôlego de maratonista para dar dinâmica ao setor, marcar e chegar na frente. Um jogador que faça a engrenagem do time girar mais rápido, com a raça que a camisa do Vasco exige.
2. Um Xerife para a Zaga
Nossa defesa tem sofrido, e isso não é segredo para ninguém. Por isso, a busca por um zagueiro destro, com imposição física e força no jogo aéreo, é tratada como prioridade máxima. Precisamos de um paredão lá atrás, um cara que ganhe todas pelo alto e coloque medo nos atacantes adversários. Chega de tomar gol bobo! A casa precisa ser arrumada a partir da defesa.
3. Fogo pelas Pontas
O ataque também receberá atenção. O clube monitora o mercado em busca de um atacante canhoto que jogue pelo lado direito, com aquela jogada clássica de cortar para o meio e finalizar. É verdade que o nosso garoto Adson vem dando conta do recado em uma boa sequência recente, o que pode diminuir um pouco a urgência. Mesmo assim, a posição segue no radar, pois um time como o Vasco não pode depender de poucas opções.
4. Um Homem-Gol para decidir
Para fechar a lista de compras, um centroavante está na mira. Um matador para empurrar a bola para dentro. Atualmente, Renato Gaúcho tem se virado com o que tem: David, muitas vezes improvisado, Spinelli como referência na bola aérea e Brenner oferecendo mais mobilidade. A chegada de mais um camisa 9 daria ao nosso técnico mais armas para variar o esquema e, principalmente, para balançar as redes adversárias.
O primeiro reforço já tem nome e sobrenome
Apesar das dificuldades, a diretoria não está parada. O primeiro passo para fortalecer o elenco já foi dado. O Vasco acertou um pré-contrato com Paulinho, lateral-direito do América-MG. Ele chegará ao Gigante no meio do ano para vestir nossa camisa e somar nessa luta. Que venha com o espírito de guerra que a gente tanto preza!
E o dinheiro? A realidade financeira do Almirante
Enquanto o novo investidor, que tem as negociações avançadas com Marcos Lammacchia, não é sacramentado oficialmente, o Vasco terá que operar na base da criatividade e da inteligência. A tendência é que o clube siga o modelo das últimas janelas: contratações com baixo custo inicial, muitos empréstimos com opção ou obrigação de compra e acordos amarrados a metas esportivas.
Não será fácil, ninguém disse que seria. Mas ser vascaíno é isso. É acreditar, é lutar com as armas que temos e cobrar quem pode nos dar mais. O recado de Renato Gaúcho ecoou em São Januário. Agora, a bola está com a diretoria. A torcida, como sempre, fará sua parte, apoiando e fiscalizando. Vamos, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.