A MÃO DE RENATO! Vascão vence ‘à la Renato’, quebra jejum de 397 dias e prova: pra subir, vale até jogo feio!

Enfim! Vascão quebra jejum de 397 dias, vence por 1 a 0 e mostra a força de Renato: pontuar mesmo sem jogar um primor. A defesa finalmente não foi vazada!

Renato Gaúcho em Vasco x Athletico — Foto: André Durão

Finalmente, meu Vascão! A Muralha não caiu!

Foram longas e sofridas 15 rodadas, mas aconteceu. O grito estava entalado na garganta do povo cruzmaltino: o Vasco da Gama, enfim, não sofreu gols no Campeonato Brasileiro! Em um São Januário pulsando, o Gigante fez o dever de casa e despachou o Athletico-PR com um magro, porém gigantesco, 1 a 0.

E que vitória, meus amigos! Não foi um show de bola, não foi um espetáculo para os olhos. Foi uma vitória com a cara de Renato Gaúcho: pragmática, inteligente e mortalmente eficiente. É o tipo de jogo que mostra a capacidade do nosso comandante de arrancar pontos preciosos mesmo quando o time não está em um dia de inspiração máxima. E no Brasileirão mais “achatado” dos últimos tempos, cada pontinho vale ouro.

Quebrando uma Zica de quase 400 dias

Para o torcedor mais atento (e sofrido), a vitória teve um sabor ainda mais especial. Você sabia que o Vascão não vencia uma partida pelo placar de 1 a 0 há exatos 397 dias? Isso mesmo! A última vez que saímos de campo com esse resultado clássico foi em 8 de abril do ano passado, sob o comando de Fábio Carille, contra o Puerto Cabello.

Ver a nossa defesa, que já levou 30 gols em 29 jogos no ano, passar ilesa foi um alívio que nem consigo descrever. É um sinal. Um sinal de que as coisas estão mudando, de que a organização está chegando. E tudo isso tem um nome: Renato.

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A campanha de G-4 do Comandante

Os números não mentem. Desde que Renato Gaúcho assumiu o comando do Almirante, nossa pontuação é de time que briga lá em cima, na zona de classificação para a Libertadores. O aproveitamento do homem é coisa de G-4!

E o mais impressionante é como o time se agiganta contra os poderosos. Contra os cinco primeiros colocados do campeonato, o retrospecto é de respeito: agora são quatro vitórias e um empate. Isso não é sorte, é competência. É saber jogar o jogo, estudar o adversário e encontrar o caminho das pedras.

Um jogo de roer as unhas em São Januário

Apesar do placar apertado, o resultado foi justo. Renato apostou em Spinelli como centroavante para ter mais presença na área e quase funcionou de cara. O argentino meteu uma cabeçada à queima-roupa que o goleiro deles fez um milagre.

O gol da vitória foi uma pintura, uma trama pelo meio que começou com a raça de Thiago Mendes e a inteligência de Puma Rodríguez aos 36 do primeiro tempo. Depois disso, o Athletico tentou, mas parou na nossa organização e na falta de pontaria deles.

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No segundo tempo, a estratégia foi clara: controlar o jogo, gastar o relógio e não dar sopa para o azar. O ritmo caiu, ficou sonolento, do jeito que interessava ao Gigante. Mas, como todo jogo do Vasco, tem que ter emoção. Primeiro, uma bola na trave de Léo Jardim, em um chute de longe de Luiz Gustavo. Depois, Brenner perdeu um gol feito, cara a cara, que poderia ter matado o jogo. E no último lance, aquela cabeçada de Aguirre que passou tirando tinta da nossa trave fez o coração de todo vascaíno parar por um segundo.

A apreensão da torcida tem motivo. Quantas vezes já não deixamos pontos escaparem no finalzinho? Mas não dessa vez. Dessa vez, a raça vascaína falou mais alto. A defesa segurou, o time lutou e os três pontos ficaram no Caldeirão.

Olhando pra cima!

Essa vitória é um divisor de águas. Durante a rodada, chegamos a flertar com a zona de rebaixamento por conta da combinação de resultados. Agora, com esses três pontos, já olhamos para a parte de cima da tabela, sonhando com a Libertadores. É a prova de que neste campeonato equilibrado, uma vitória muda tudo.

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Que o brilho venha com o tempo. Por enquanto, a eficiência de Renato é o que nos basta. Vencer é o que importa. E o Vasco, sob o comando do nosso Portaluppi, está reaprendendo a vencer. Vamos, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.