RENATO EXPLICA O ‘ROBIN HOOD’ DO VASCÃO: GIGANTE CONTRA OS RICOS, TROPEÇA NOS ‘POBRES’!

Renato Gaúcho mandou a real: o Vascão virou o 'Robin Hood' do Brasileirão! Entenda a análise do técnico sobre o time que se agiganta contra os líderes e tropeça nos pequenos.

Renato Gaúcho em Remo x Vasco — Foto: Fernando Torres/AGIF

É de arrancar os cabelos, torcedor vascaíno! Só o nosso Gigante da Colina para nos proporcionar uma montanha-russa de emoções como essa. Depois de mais uma vitória imponente, dessa vez contra o Athletico-PR pela 15ª rodada do Brasileirão, nosso comandante Renato Gaúcho mandou a real na coletiva. E a analogia dele foi perfeita, cirúrgica, quase dolorosa de tão verdadeira: o Vasco virou o ‘Robin Hood’ do campeonato.

A frase, dita ali, no calor do momento, traduz com perfeição a campanha do Almirante sob o comando de Portaluppi. É simples e ao mesmo tempo complexo: a gente tira dos ricos para dar aos pobres. O time se agiganta contra os poderosos, joga de igual para igual, impõe respeito. Mas quando o adversário é da parte de baixo da tabela, parece que a armadura de guerreiro vira uma camisa de força.

CARRASCO DO G-5, MÃE DOS AFLITOS

Os números não mentem e são a prova cabal do diagnóstico do nosso técnico. Basta olhar o desempenho do Vascão contra o chamado G-5, a elite do futebol brasileiro no momento. É para encher o peito de orgulho e, ao mesmo tempo, coçar a cabeça sem entender nada.

O aproveitamento é simplesmente espetacular, de 86,6%! Veja essa lista e me diga se não é para sonhar:

Publicidade
  • Vitória contra o Palmeiras
  • Vitória contra o Fluminense
  • Vitória contra o São Paulo
  • Vitória contra o Athletico-PR
  • Empate com o Flamengo

Jogamos como Vasco! Com raça, com imposição, fazendo jus à nossa história. Vencemos quatro dos cinco primeiros e arrancamos um empate no clássico. Isso é campanha de quem briga por título, não tem outra conversa.

Aí vem a parte que dói. Onde o ‘Robin Hood’ entra em ação. Os tropeços do time de Renato foram, inacreditavelmente, contra equipes da segunda metade da tabela. Times que, no papel, deveriam ser presas fáceis para um gigante como o nosso. Cedemos empates para Cruzeiro (11º), Coritiba (9º) e até para o Remo (19º), todos fora de casa e depois de sair na frente no placar! Contra Botafogo (12º) e Corinthians (16º), duas derrotas que ainda estão entaladas na garganta do povo cruzmaltino.

A SÍNDROME SE REPETE NA AMÉRICA

E quem pensa que essa bipolaridade é exclusiva do Brasileirão, se engana redondamente. Na Copa Sul-Americana, o roteiro se repetiu de forma assustadora. Os únicos tropeços do Gigante foram justamente contra as equipes consideradas mais ‘acessíveis’ do grupo.

Empatamos com o Barracas Central na estreia e, o mais doloroso, perdemos para o Audax Italiano dentro do nosso Caldeirão de São Januário. Mas quando o adversário era o Olimpia, o mais forte e tradicional do grupo, o que aconteceu? Vitória do Vascão! Para depois, na volta, a gente ir até o Chile e bater o mesmo Audax que nos venceu em casa. É ou não é para deixar qualquer um maluco?

Publicidade

RENATO MANDA O RECADO: ‘PENSAR EM LIBERTADORES!’

Apesar dessa irregularidade que nos tira o sono, o comandante Renato Gaúcho não abaixa a cabeça. Muito pelo contrário. Após a vitória contra o Athletico, que confirmou nossa força contra os de cima, a ordem foi clara: é para olhar para o topo. Chega de pensar pequeno, o Vasco é coisa séria!

Nas palavras do nosso treinador, o objetivo é um só: brigar por coisas grandes. “A gente tem que dar essa sequência de bons resultados para que a gente possa brigar, a partir do segundo turno, por coisas maiores no campeonato. Tem que pensar grande, pensar, no mínimo, em Libertadores. Para isso precisamos dessa sequência”, projetou Renato.

É esse o espírito! O diagnóstico foi feito. Somos gigantes contra os gigantes. Agora, a missão é aprender a ser gigante contra todos. É tratar cada jogo como uma final, seja contra o líder ou contra o lanterna. A camisa do Vasco da Gama impõe respeito, e nossos jogadores precisam entender isso em cada dividida, em cada metro do campo.

Publicidade

O próximo desafio já está aí. Na quarta-feira, enfrentamos o Paysandu em São Januário, pelo jogo de volta da quarta fase da Copa do Brasil. É a chance de ouro para mostrar que a ‘Síndrome de Robin Hood’ ficou para trás. É dia de Caldeirão lotado, de apoiar do início ao fim e de mostrar, mais uma vez, por que somos o time do povo. Vamos subir, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.