LÉO JARDIM VIRA VILÃO? Goleiro entrega duas vezes e Vasco é derrotado pelo Inter no Sul

Uma noite para esquecer no Beira-Rio. O Vascão perde por 2 a 0 para o Inter com duas falhas cruciais do nosso goleiro, Léo Jardim. A torcida não perdoou!

Ficou barato. E dói admitir isso.

Aquele 4 a 1 no placar do Beira-Rio, neste sábado, é um soco no estômago de cada torcedor vascaíno. Mas a verdade nua e crua, que a gente se recusa a engolir mas sabe que é real, é que o placar da 16ª rodada do Brasileirão ficou até barato. O que vimos em campo foi um show de horrores, uma goleada com tons de vexame que é, na verdade, o reflexo gritante de sinais que o campo vem dando para Renato Gaúcho há muito, muito tempo.

Não é surpresa para ninguém. Não para nós, que nunca abandonamos e assistimos a todos os jogos. A gente avisa, a gente aponta, a gente grita da arquibancada e do sofá. Mas parece que a teimosia fala mais alto lá dentro de São Januário. O próprio técnico, depois da partida, admitiu o desastre com palavras que ecoam o nosso sentimento: “Entregamos, falhamos e dormimos no ponto”. Pois é, Renato. Nós vimos.

A Teimosia que Custa Gols (e a Nossa Paciência)

Vamos ser diretos. A escalação inicial já era um prenúncio da tragédia. Com uma lista de desfalques considerável, o que faz o nosso comandante? Insiste em Brenner e Tchê Tchê. Com todo respeito, mas as boas partidas dessa dupla na temporada podem ser contadas nos dedos de uma mão… e ainda sobram dedos.

Tchê Tchê, o homem que deveria ligar a defesa ao ataque, parece ter alergia a um passe pra frente. A bola queima, o medo da progressão é visível, e o resultado é aquele toque para o lado ou para trás que mata qualquer ímpeto ofensivo do Gigante da Colina. Enquanto isso, Brenner parece um fantasma em campo, um jogador perdido, sem função definida, que não contribui nem na marcação, nem na criação, nem na finalização. E a insistência neles é o que mais revolta.

Publicidade

Desfalques Existem, Mas Não Justificam o Vexame

Sim, é preciso ser justo. O Vasco entrou em campo sem peças importantes. A lista de ausências não era pequena e precisa ser mencionada:

  • Thiago Mendes
  • Adson
  • Cuiabano
  • Spinelli
  • Paulo Henrique

Perder cinco jogadores pesa para qualquer elenco. No entanto, usar isso como muleta para justificar uma goleada de 4 a 1, com uma atuação tão apática e desorganizada, é querer tapar o sol com a peneira. A responsabilidade maior cai sobre como o time foi montado e instruído para encarar o Internacional.

O posicionamento defensivo do Vascão foi um convite aberto para o estilo de jogo do Inter. Deixamos uma autopista para os contra-ataques deles. Era o cenário dos sonhos para o adversário e o nosso pior pesadelo se tornando realidade a cada minuto.

Uma Sinfonia de Erros Individuais e Coletivos

O time até ameaçou um suspiro de vida. Logo aos três minutos, Gómez teve uma chance clara. Mas foi só. Um lampejo. Depois disso, o que se viu foi um desastre coletivo. Jogadores avançando de forma totalmente desentrosada, com os dois laterais subindo ao mesmo tempo e deixando um buraco na defesa que até um time amador exploraria.

Publicidade

O primeiro gol é o retrato da displicência. Puma Rodríguez força um cruzamento inútil, perdemos a bola e no contra-ataque, Cuesta, que deveria ser um pilar de segurança, se adianta e é batido com uma facilidade assustadora. O caminho ficou livre para o Inter abrir o placar.

E quando a gente pensa que não pode piorar… Léo Jardim. Nosso goleiro, tantas vezes um herói, teve sua noite de vilão. Numa saída de bola que parecia controlada, ele simplesmente entregou a bola nos pés de Carbonero. Um presente. Um erro primário que dobrou a vantagem do adversário e afundou o time psicologicamente. A partir daí, o jogo virou o que o Inter queria: linhas baixas, esperando nossos erros para contra-atacar em velocidade.

O Campo Grita, Mas a Diretoria e a Comissão Técnica Ouvem?

A etapa final foi ainda mais dolorosa de assistir. Nenhuma mudança de postura. Continuamos a nos lançar ao ataque de forma desordenada, oferecendo o que o Colorado mais queria: espaço. E foi assim que eles fizeram o terceiro e o quarto gol, com a tranquilidade de quem joga um treino de luxo.

Podem procurar mil justificativas: desatenção, erros individuais, falta de intensidade. Mas o motivo real é um só, e ele é soberano: o campo. O campo grita que falta qualidade a este elenco para dar o passo adiante que a diretoria tanto promete. Os problemas são os mesmos há meses, desde a época de Fernando Diniz. Nossa defesa sofre contra qualquer atacante mais físico, nosso meio-campo é um deserto de criatividade e nossas conclusões a gol são raras.

Publicidade

Até quando vamos assistir a esse filme repetido? O campo está falando, torcedor. A gente está gritando. A goleada de 4 a 1 não foi um acidente, foi um sintoma. Um sintoma grave de que as insistências e a falta de leitura da realidade estão nos custando caro demais. O Gigante não merece isso.