Aquele balde de água fria que a gente já conhece
É, nação cruzmaltina, quando a gente acha que as coisas vão engrenar, vem uma notícia para testar o coração do torcedor. A bruxa está solta em São Januário e, desta vez, a vítima foi um dos nossos guerreiros mais regulares. O lateral-direito Paulo Henrique, camisa 96, teve uma entorse no tornozelo direito confirmada e está fora de combate até a parada para a Copa do Mundo. Sim, justo agora, na hora da decisão.
A pancada aconteceu na semana passada, durante a partida contra o Paysandu. Na hora, a gente até respirou aliviado. O próprio Paulo Henrique deixou o Caldeirão caminhando, e chegou a dizer para os jornalistas que não parecia nada grave. Quem nunca, né? Aquele otimismo de torcedor, aquela esperança de que não passava de um susto. Mas a realidade, como de costume para nós, vascaínos, veio com os exames de imagem e foi bem mais dura.
O sonho da Copa interrompido e a raça vascaína
O que mais dói nessa história toda não é só o desfalque técnico, mas o drama pessoal do jogador. Aos 30 anos, Paulo Henrique ainda sonhava com uma chance, por mais remota que fosse, de ser convocado para a Copa do Mundo. A vontade era tanta que, segundo informações dos bastidores, ele chegou a pedir para jogar “no sacrifício” contra o Internacional no último fim de semana.
Isso é raça vascaína! É o tipo de atitude que a gente se orgulha de ver em quem veste nossa camisa. O cara queria ir para a guerra, mesmo baleado, para dar um último gás na esperança de realizar um sonho. Contudo, a razão prevaleceu. O departamento médico do Gigante da Colina, corretamente, vetou a ideia para não transformar uma lesão séria em algo ainda pior. Não era hora para heroísmo, e sim para cuidado.
Renato Gaúcho desabafa: ‘São problemas e problemas’
Como se não bastasse a derrota vergonhosa por 4 a 1 para o Internacional no Beira-Rio, o técnico Renato Gaúcho teve que comentar sobre mais um desfalque no elenco. Em suas palavras, a gente sente o peso de perder peças importantes em um momento crucial da temporada.
O comandante lamentou a situação e foi bem claro na coletiva de imprensa: “Todo jogador que entra para o DM preocupa porque as opções diminuem. Hoje não tinha Paulo, Spinelli, Thiago Mendes. Não é desculpa, repito, nós não competimos. O Paulo Henrique tem uma lesão, sim, mas é muito difícil ele jogar uma partida antes da Copa do Mundo. São problemas e problemas”, desabafou Renato.
A fala do treinador é um retrato fiel do nosso momento. Ele sabe que a ausência de um titular como Paulo Henrique não é “desculpa”, mas é um fator que complica, e muito, a montagem do time. A cada rodada, um novo obstáculo aparece no caminho do Almirante.
E agora, Gigante? A sequência infernal sem o titular
Com Paulo Henrique no estaleiro, o Vasco encara uma maratona de jogos decisivos antes da pausa. O calendário não dá trégua e a ausência do nosso lateral será sentida justamente quando mais precisávamos de força máxima. A pergunta que fica é: quem vai assumir essa responsabilidade na fogueira?
A sequência é pesada e vai exigir que o elenco se supere. Confira o que vem pela frente:
- Olimpia-PAR (Copa Sul-Americana)
- Barracas Central-ARG (Copa Sul-Americana)
- Bragantino (Campeonato Brasileiro)
- Atlético-MG (Campeonato Brasileiro)
São jogos que definirão nosso futuro próximo nas competições. Perder um titular agora é um golpe duro, mas o Vasco é o time da virada, o time da superação. Resta a nós, da arquibancada, apoiar quem entrar e torcer para que o time mostre a força do Gigante. Força, Paulo Henrique! A torcida vascaína está contigo e aguarda seu retorno. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.