GUERREIRO CRUZMALTINO! Paulo Henrique ignora dor por sonho da Copa: ‘Jogo de qualquer jeito!’

Após sair chorando de campo, o lateral do Vascão se declara para o jogo contra o Inter. O motivo? Uma última chance de ir para a Copa do Mundo. Raça vascaína pura!

Paulo Henrique comemora primeiro gol pela seleção brasileira — Foto: Ricardo Nogueira/Sports Press Photo/Getty Images

‘Vou jogar essa partida de qualquer jeito’

Tem coisas que só acontecem no Vasco. E tem jogadores que parecem nascer para vestir nossa camisa. A noite de quarta-feira em São Januário foi um misto de alívio pela classificação na Copa do Brasil contra o Paysandu e de pavor ao ver nosso lateral-direito, Paulo Henrique, deixar o campo chorando de dor. Mas o que veio depois, meus amigos, é a mais pura essência do que é ser Vasco da Gama.

Ainda no vestiário, com a adrenalina da vitória e a dor da pancada, o camisa 96 soltou a frase que ecoou no coração de cada vascaíno: ‘Vou jogar essa partida de qualquer jeito’. A partida em questão? O confronto duríssimo contra o Internacional, no Beira-Rio, no próximo sábado, pela 16ª rodada do Brasileirão. Isso não é só futebol, é uma declaração de guerra. É raça vascaína!

O Susto no Caldeirão que Virou Exemplo de Raça

Vamos rebobinar a fita. Aos três minutos do segundo tempo, o Caldeirão de São Januário prendeu a respiração. Um choque forte com Bonifazi, do Paysandu, e nosso guerreiro desabou. A imagem dele saindo de campo chorando, com semblante de dor, foi de cortar o coração. Imediatamente, Puma Rodríguez veio para o jogo, mas a preocupação ficou no ar.

No vestiário, o tratamento começou. Uma atadura, gelo, e a apreensão de todos nós. Felizmente, os exames vieram para tranquilizar o povo cruzmaltino: nenhuma lesão grave, apenas o que os médicos chamam de ‘pancada’. Para nós, torcedores, foi a prova de que nosso lateral é feito de um material diferente. Mesmo com dores, ele não só se recuperou como se apresentou a Renato Gaúcho, pronto para outra batalha.

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A Última Bala Pelo Sonho da Copa do Mundo

Mas por que tanta pressa? Por que tanto sacrifício? A resposta tem nome, data e local: Copa do Mundo nos Estados Unidos. A convocação final sai na segunda-feira, e Paulo Henrique sabe que o jogo contra o Inter é sua ‘última chance’, sua vitrine final para impressionar o técnico Carlo Ancelotti e garantir um lugar entre os 26 escolhidos.

A gente sabe que a parada é dura. O lateral está na pré-lista, o que já é um orgulho gigantesco para nós. Mas a concorrência é pesada. Wesley, da Roma, é nome quase certo. Para piorar, na última Data Fifa, Ancelotti gostou de testar o zagueiro Roger Ibañez, do Al-Ahli, na posição. Mas quem disse que vascaíno desiste fácil?

Paulo Henrique nutre essa esperança, e nós nutrimos com ele. Não podemos esquecer que ele já vestiu a amarelinha na Data Fifa de outubro e deixou sua marca, com um gol no amistoso contra o Japão. Ele tem qualidade, e agora está mostrando a garra que a Seleção precisa.

Sacrifício no Sangue: Isso é Vasco!

Se alguém pensa que essa atitude é um fato isolado, não conhece a trajetória do nosso camisa 96. Quem não se lembra da reta final do ano passado? Durante as fases decisivas da Copa do Brasil, Paulo Henrique jogou no sacrifício, sofrendo com dores no pé que o tiraram do início desta temporada.

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Ele se sacrificou pelo Gigante da Colina antes, e está se sacrificando agora por um sonho pessoal que também eleva o nome do nosso clube. É esse tipo de jogador que a gente quer ver em campo. Alguém que entende o peso da Cruz de Malta no peito e que não foge da luta, mesmo machucado.

Enquanto a Justiça penhora ações da 777 e o clube vive suas turbulências fora de campo, é a atitude de atletas como Paulo Henrique que nos dá esperança. É no gramado que a gente vê quem é quem. E ele, sem dúvida, é um dos nossos.

Guerreiro em Campo, Torcida na Arquibancada

No próximo sábado, quando o Vascão entrar no gramado do Beira-Rio, teremos um guerreiro a mais em campo. A presença de Paulo Henrique, mesmo que não seja a 100%, é um recado para o time e para os adversários: o Vasco é coisa séria e não se entrega.

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Que a sua garra contagie cada um dos nossos jogadores. Que o seu sonho de Copa do Mundo se transforme em combustível para uma vitória gigante no Sul. Nós, da arquibancada, estaremos mandando toda a energia positiva. Jogue por você, Paulo Henrique. Jogue por nós. Jogue pelo Vasco!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.