A calmaria antes da tempestade no mercado da bola
A bola vai parar de rolar no Brasileirão depois deste fim de semana, meu amigo vascaíno. Vem aí a Copa do Mundo pra gente secar os rivais, mas para a diretoria do Gigante da Colina, o trabalho está só começando. A janela de transferências abre logo depois do Mundial, e com ela, o nosso já tradicional sofrimento de torcedor: quem vem e, principalmente, quem vai embora?
Antes de qualquer coisa, temos uma última batalha. Neste domingo, o Caldeirão de São Januário vai ferver para o confronto contra o Atlético-MG, às 16h (de Brasília). É o último ato do time do professor Renato Gaúcho antes da longa pausa. É a chance de fechar essa primeira parte do ano com a cabeça erguida e mostrar a raça vascaína que tanto nos orgulha.
A regra que muda tudo: os ‘acorrentados’ ao Vascão
Sabe aquela história de jogador que faz meia dúzia de jogos e já vaza pra um rival? Então, a CBF tentou dar um jeito nisso. A regra é clara: um atleta pode jogar até 12 partidas por um clube na Série A. Se entrar em campo pela 13ª vez, já era. Fica ‘preso’ ao clube até o fim do campeonato, sem poder se transferir para outro time da mesma divisão.
E no nosso Vascão, já tem uma galera que bateu essa marca. São dez guerreiros que, para o bem ou para o mal, vestirão a camisa cruzmaltina até o fim da temporada na Série A. Não tem choro nem vela, eles ficam!
Os ‘fiéis’ por contrato: quem já passou do limite de jogos
A lista dos que não podem mais defender outra equipe da Série A é extensa e conta com nomes importantes do elenco. Alguns a gente comemora que ficam, outros… bem, a gente apoia porque vestem nossa camisa. Vasco é coisa séria!
- Léo Jardim
- Robert Renan
- Andrés Gómez
- Thiago Mendes
- Barros
- David
- Rojas
- Nuno Moreira
- Brenner
- Lucas Piton
E a lista pode aumentar! O volante Tchê Tchê está na marca do pênalti. Caso entre em campo contra o Galo no domingo, ele também atinge a 13ª partida e se junta ao grupo dos que não podem mais sair. É uma decisão estratégica importante para o Renato Gaúcho e para a diretoria.
Na berlinda: a lista de quem pode zarpar da Colina
Se por um lado temos os ‘presos’, por outro temos a turma da ‘xepa’. São 22 jogadores que ainda não atingiram o limite de jogos e, segundo a regra, poderiam jogar em outro clube do Campeonato Brasileiro em 2026, caso uma negociação aconteça na próxima janela. A informação da fonte é essa, amigo torcedor, e a gente repassa!
Nomes que o Renato Gaúcho usa com frequência estão nesse bolo, o que acende um alerta. Jogadores como Paulo Henrique, Puma Rodríguez, Spinelli e Hugo Moura estão com 11 jogos. Eles entram na pausa do calendário com a situação indefinida, ainda dentro do limite que permite uma transferência.
É uma faca de dois gumes. Por um lado, são ativos que o clube pode negociar para fazer caixa. Por outro, são peças que podem fazer falta na longa jornada do Brasileirão. A diretoria vai precisar de muita sabedoria para não desmanchar o elenco no meio do caminho.
O enigma colombiano: qual o futuro de Hinestroza?
Um caso que chama a atenção é o do atacante Marino Hinestroza. O colombiano chegou com alguma expectativa, mas disputou apenas oito partidas até agora. É nítida a sua dificuldade de adaptação ao futebol brasileiro e ao peso da nossa camisa.
Oficialmente, o clube diz que não tem a intenção de se desfazer do jogador. Mas nós, que conhecemos o futebol, sabemos como a banda toca. A diretoria sabe que Hinestroza tem mercado, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Se aparecer uma proposta que agrade, a chance de negócio é real.
A pergunta que fica para o povo cruzmaltino é: vale a pena insistir e esperar a adaptação de Hinestroza, apostando no seu potencial? Ou seria mais inteligente aproveitar o interesse de outros clubes para recuperar o investimento? Uma decisão difícil que a SAF terá que tomar.
Enquanto a janela não abre, o foco é total no Atlético-MG. É dia de apoiar o Almirante, de cantar os 90 minutos e de mostrar por que somos a torcida que nunca abandona. Depois, que os homens de gravata resolvam o que for melhor para o futuro do nosso Gigante. Vamos subir, Vascão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.