ADEUS, GIGANTE! Morre Brito, herói do Vasco que parou o Real Madrid e conquistou o mundo

O Vascão se despede de Hércules Brito Ruas. O zagueiro campeão do mundo em 70 e herói em Paris com o Gigante nos deixou, mas sua história é eterna.

Tricampeão em 1970, o ex-zagueiro Brito (Foto: Reprodução)

O céu ganhou mais uma estrela cruzmaltina. Nesta quinta-feira, o Vascão e o futebol brasileiro se despedem de uma lenda: Hércules Brito Ruas, o zagueiro que personificou a raça e a glória, nos deixou aos 86 anos. A notícia, confirmada pela família em uma publicação no Instagram, chega como um soco no estômago de todo torcedor que preza pela história do nosso clube.

Brito estava internado há mais de uma semana, lutando bravamente contra um quadro de pneumonia e uma bactéria resistente. Lutou até o fim, como sempre fez em campo. Mas hoje, o que fica não é a tristeza da partida, e sim o orgulho imenso de ter tido um gigante como ele vestindo nosso manto sagrado.

A Era de Ouro no Vascão: O Zagueiro que Parou o Real Madrid

Falar de Brito é falar de uma era dourada do Gigante da Colina. Entre 1957 e 1969, ele foi mais que um jogador; foi um pilar, um escudo, um símbolo de um Vasco temido e respeitado. Foram 10 títulos conquistados nesse período, uma coleção de taças que ajudou a construir a nossa grandeza.

E que títulos! Em 1957, o mundo se curvou ao Almirante. No Torneio Internacional de Paris, nosso esquadrão, com Brito na zaga, simplesmente superou o todo-poderoso Real Madrid na final. Imagine, torcedor, a dimensão desse feito! Calar a Europa e mostrar a força do futebol brasileiro com o nosso escudo no peito.

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A fome de glória não parava. Em 1965, no Torneio Internacional do Quarto Centenário do Rio de Janeiro, a festa foi em casa. E com um sabor especial: levantamos a taça em cima do Botafogo, em uma competição que ainda contava com o Atlético de Madrid e a seleção da Alemanha. Brito estava lá, firme, liderando a defesa e mostrando quem mandava no Rio e no mundo.

O Tricampeonato Mundial com a Amarelinha

O talento de Brito era tão grande que São Januário ficou pequeno. O mundo o convocou. Pela Seleção Brasileira, ele alcançou a glória máxima. Na Copa do Mundo de 1970, no México, ele era o titular absoluto ao lado de Piazza, formando a muralha que garantiu a segurança para Pelé, Tostão e companhia brilharem. O Tricampeonato mundial tem o DNA de um guerreiro vascaíno.

Dois anos depois, em 1972, mais uma conquista para a história. Na Taça Independência, apelidada de “Mini Copa”, o Brasil enfrentou a forte seleção de Portugal, do craque Eusébio. O palco era o Maracanã lotado, e a vitória por 1 a 0 consagrou mais uma vez aquela geração, com Brito sendo peça fundamental na defesa que parou um dos maiores atacantes da história.

Passagem por Rivais e o Fim da Jornada de um Guerreiro

A carreira de um jogador de futebol tem seus caminhos. Depois de fazer história no Vascão, Brito teve uma passagem de destaque também pelo Botafogo, entre 1971 e 1974, onde conquistou quatro títulos. Em 1971, ao lado de nomes como Carlos Alberto Torres e Jairzinho, venceu a Taça Chagas Freitas (contra o Olaria), o Troféu Embaixador Negrão de Lima (em cima do nosso maior rival, o Flamengo) e a Taça Trinta e Um de Março (contra o próprio Vasco).

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O currículo dele ainda menciona passagens por Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians e Athletico-PR. Mas nós, o povo cruzmaltino, sabemos onde foi sua verdadeira casa. Sabemos onde ele se tornou uma lenda, onde seu nome foi gravado em letras de ouro. Foi em São Januário, defendendo a Cruz de Malta.

Hoje, o sentimento é de luto, mas também de imensa gratidão. Jogadores como Brito não morrem, eles entram para o panteão de imortais do clube. Eles se tornam a inspiração para cada menino que sonha em vestir essa camisa e a referência para cada torcedor que exige raça e comprometimento em campo. A história de Hércules Brito Ruas é a prova de que, de fato, o Vasco é o time da virada, o time do amor e o berço de gigantes.

Obrigado por tudo, Brito. Descanse em paz, guerreiro. Sua memória viverá para sempre em cada canto de São Januário e no coração de cada vascaíno.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.