VAIADO E COM PROPOSTA, SALDIVIA DESABAFA E CRAVA: ‘VOU MORRER AQUI NO VASCO!’

Alvo de vaias da torcida e com proposta para sair, zagueiro Alan Saldivia abre o coração, admite má fase e faz promessa forte: 'Não vou embora assim!'

Pedro Emanuel em Vasco x Mirassol (Foto: André Fabiano/Código 19/Folhapress)

Um Grito de Guerra em Meio às Vaias

A noite de quarta-feira tinha tudo para ser só festa em São Januário. Classificação na Sul-Americana, o Gigante da Colina seguindo em frente na luta por um título continental. Mas para um jogador, o som que ecoava no Caldeirão não era de celebração, e sim de cobrança. O zagueiro Alan Saldivia, mais uma vez, foi alvo de fortes vaias da torcida vascaína, que anda na bronca com suas atuações recentes.

Em um gesto de coragem, talvez de desespero, o defensor não se escondeu. Após o apito final, encarou os microfones e o sentimento do povo cruzmaltino. E o que se viu foi um desabafo sincero, de um homem que sabe que está devendo. Uma declaração que dividiu opiniões, mas que mostrou um lado humano que o futebol muitas vezes esconde.

‘Meu Presente é Ruim. Eu Sei’: A Confissão de Saldivia

Não há como dourar a pílula. O próprio Saldivia admitiu a má fase com todas as letras. Para um torcedor que vive de raça e entrega, ouvir um jogador reconhecer o próprio erro é o primeiro passo. E ele foi fundo na autocrítica.

“Pela minha parte é triste, obviamente dói. Estou sofrendo depois dos jogos. Acho que meu presente não é bom, é ruim. Eu sei. Estou claro disso”, confessou o zagueiro. A honestidade é brutal. Ele continuou, mostrando que o peso da camisa cruzmaltina não é para qualquer um: “Pedir desculpa acho que já não dá, porque estou tendo erros há muito tempo. Mas vou dar a volta. Não vou embora assim. Quero ficar aqui, vou trabalhar muito para isso.”

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É o tipo de fala que pega o torcedor. A gente vaia, a gente cobra, mas quando um jogador mostra que sente a dor da mesma forma que nós e promete lutar, uma fagulha de esperança se acende. É a tal da raça vascaína que tanto pedimos.

Proposta Argentina na Mesa e Futuro Incerto

Enquanto Saldivia desabafava, nos bastidores a bola rola de outra forma. O Vasco recebeu uma sondagem do Húracan, da Argentina, pelo zagueiro. E a diretoria, segundo as informações, não descarta uma negociação. A verdade nua e crua é que o clube entende a necessidade de reforçar o setor defensivo.

Hoje, o técnico Pedro Emanuel conta com os seguintes nomes para a zaga:

  • Robert Renan
  • Carlos Cuesta
  • Lucas Freitas
  • Alan Saldivia

A diretoria busca um perfil específico: um defensor destro, com mais imposição no jogo aéreo, uma carência clara no nosso elenco. Uma possível saída de Saldivia abriria espaço e, quem sabe, verba para essa contratação tão necessária. O futebol é assim, frio e calculista. Mas Saldivia parece disposto a bagunçar esses cálculos.

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‘Não Posso Deixar o Barco Sozinho. Vou Morrer Aqui!’

Foi então que veio a declaração mais forte da noite. Questionado sobre a sondagem e as críticas, Saldivia não fugiu da raia. Mostrou o tipo de fibra que queremos ver em campo. “Vou aguentar isso (críticas). Fui torcedor e entendo eles”, disse, mostrando respeito pela voz da arquibancada.

E sobre a chance de sair, ele foi taxativo. “A sondagem, meu empresário falou, mas hoje estou aqui, vim há pouco tempo, cinco meses só. A respeito de ir embora, não acho que não dá, não posso ir embora assim, deixar o barco navegar sozinho. Vou ficar aqui, morrer aqui, sempre que eles contarem comigo vou ficar e trabalhar até o último dia.”

“Vou morrer aqui”. Uma frase pesada. Uma promessa de lealdade de quem está há apenas cinco meses no clube, mas que parece ter entendido o que é ser Vasco. É uma declaração de guerra contra a própria má fase, um compromisso público com a nossa camisa.

Clássico Decisivo é a Chance da Redenção

As palavras de Saldivia foram fortes, mas agora elas precisam ecoar em campo. E o destino, sempre ele, colocou um palco perfeito para essa redenção. No próximo sábado, o Vascão tem um duelo de vida ou morte contra o Fluminense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

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Um clássico. Um jogo que paralisa o Rio. A oportunidade de ouro para Saldivia transformar o desabafo em atuação de gala. É a chance de mostrar para os milhões de fiéis do Gigante que a promessa de ‘morrer aqui’ não foi da boca pra fora. Que a raça que ele demonstrou no microfone vai se transformar em carrinhos, desarmes e segurança na nossa defesa.

A torcida está de olho. Cobramos, mas também sabemos reconhecer quem luta pelo nosso manto. Que Saldivia honre cada palavra dita e nos ajude a seguir em frente. Porque no Vasco, amigo, é coisa séria.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.