MEMÓRIA CRUZMALTINA: O dia em que o Vascão de Romário meteu 7 a 0 na seleção da Argélia!

Naquele 3 de janeiro de 2000, o Vascão de Romário e Juninho não tomou conhecimento da seleção da Argélia e aplicou um chocolate histórico de 7 a 0 em São Januário!

Um Show que o Mundo Viu: O Dia em que o Vasco Humilhou uma Seleção

Tem dias que ficam marcados na pele e na alma do torcedor. Para nós, fiéis do Gigante, o dia 3 de janeiro de 2000 é um desses. Enquanto o mundo se preocupava com o ‘bug do milênio’, o Vascão, o time do povo, estava ocupado escrevendo um dos capítulos mais gloriosos de sua história internacional. Em pleno Caldeirão de São Januário, o Almirante não tomou conhecimento da seleção da Argélia e aplicou uma goleada impiedosa, histórica, avassaladora: 7 a 0!

Sim, você leu direito. Sete a zero. Em uma seleção nacional. Aquilo não era apenas um amistoso; era uma demonstração de força, um recado para o planeta. O Vasco estava se preparando para o primeiro Mundial de Clubes da FIFA, e que preparação, meus amigos! Era um time que transpirava futebol, que jogava por música, e a pobre Argélia foi a vítima de um espetáculo inesquecível.

Um Time de Estrelas no Gramado Sagrado

Falar daquele Vasco é como recitar um poema. Sob o comando do mestre Antônio Lopes, tínhamos um elenco que faria qualquer time do mundo tremer. Cerca de 10 mil vascaínos sortudos estiveram em São Januário para testemunhar a história e viram um time que era pura raça vascaína e talento.

Só de olhar a escalação, a gente já sente um arrepio. Aquele time era coisa séria! O Gigante da Colina entrou em campo com uma verdadeira constelação:

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  • Goleiro: Hélton
  • Defesa: Jorginho, Júnior Baiano, Mauro Galvão e Gilberto
  • Meio-campo: Amaral, Felipe, Juninho e Ramon
  • Ataque: Donizete e Romário

E o banco? O banco de reservas tinha mais craque que muito time titular por aí. Ao longo da partida, ainda entraram em campo Paulo Miranda, Odvan, Valkmar, Possato, Nasa, Hélder, Alex Oliveira, Roni, Viola e Dedé. Era um desfile de ídolos, uma celebração do futebol bem jogado.

Chuva de Gols e Domínio Absoluto

O jogo foi um monólogo. Desde o primeiro minuto, o Cruzmaltino impôs seu ritmo e não deu chance para os argelinos respirarem. A Argélia, que na época atravessava uma fase difícil após o título da Copa Africana de Nações em 1990, sentiu na pele o que era enfrentar o Vascão em casa.

A porteira abriu e não fechou mais. Donizete, o ‘Pantera’, estava inspirado e guardou dois. O ‘Reizinho’ Juninho Pernambucano deixou o seu, com aquela categoria de sempre. O ‘Baixinho’ Romário, claro, não podia ficar de fora da festa. O maestro Felipe também marcou o dele. Para completar a surra, os reservas Dedé e Viola, que entraram no decorrer da partida, também deixaram suas marcas. Um 7 a 0 que entrou para a galeria das maiores goleadas do clube em São Januário nos anos 2000.

Aquecimento de Luxo para Conquistar o Mundo

Essa goleada não foi um ato isolado. Ela era o cartão de visitas de um time que estava pronto para desafios maiores. Três dias depois, o Vasco estreava no Mundial de Clubes vencendo o South Melbourne por 2 a 0. E logo em seguida, veio uma das noites mais mágicas da nossa história: a vitória por 3 a 1 sobre o poderoso Manchester United, em pleno Maracanã. Aquele amistoso contra a Argélia foi o pontapé inicial para uma campanha que encantou o mundo.

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Curiosamente, aquele não foi o primeiro encontro com a seleção argelina. Em 1966, pelo Torneio Ais El Kebir, o Vascão já tinha vencido os africanos, mas por um placar mais modesto: 1 a 0. Parece que somos uma pedra no sapato deles.

Saudade de um Vasco que Botava Medo

Desde então, os duelos do Gigante contra seleções nacionais se tornaram raros. O último registro foi em 2008, em Dubai, quando vencemos os Emirados Árabes Unidos por 1 a 0, com gol de Alan Kardec. Olhar para trás e lembrar desse 7 a 0 nos enche de orgulho, mas também de uma certa melancolia.

Era um tempo em que o Vasco não apenas competia, mas dominava. Um tempo em que nosso time era temido por clubes e até por seleções. Que essa memória sirva de inspiração. O Vasco é gigante, e nossa história prova que nascemos para a glória. Que saudade de um time que jogava assim! Vamos subir, Vascão! A torcida que nunca abandona acredita sempre na volta por cima.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.