R$100 MILHÕES E SÓ DECEPÇÃO? O balanço trágico dos reforços que afundam o Vasco

Mais de R$ 100 milhões gastos e o Vascão na zona de rebaixamento. O que deu errado? Análise completa do semestre trágico de Hinestroza, Brenner e Saldivia.

Marino Hinestroza em ação pelo Vasco contra o Olimpia — Foto: Matheus Lima/Vasco

Um Semestre para Esquecer: Onde Foram Parar Nossos R$ 100 Milhões?

Nação Cruzmaltina, é com o coração pesado que a gente senta pra conversar. Aquele otimismo do início do ano, com um investimento de mais de R$ 100 milhões em reforços, se transformou em pó. A realidade? O nosso Vascão vai para a pausa do calendário amargando a 17ª posição no Brasileirão, com míseros 20 pontos, dentro da maldita zona de rebaixamento. E a pergunta que não quer calar ecoa em São Januário: o que aconteceu com as nossas contratações?

Seis nomes chegaram com a promessa de mudar o patamar do time: Johan Rojas, Alan Saldivia, Cuiabano, Brenner, Marino Hinestroza e Claudio Spinelli. Mas o que vimos em campo foi um show de horrores. Vaias, cobranças pesadas no CT e um desempenho que fez o torcedor, mais uma vez, sofrer. O portal GE fez um balanço desse semestre conturbado, e o cenário é desolador. Vamos analisar, de torcedor para torcedor, o que deu tão errado.

A Decepção Colombiana: O Caso Marino Hinestroza

A maior expectativa talvez estivesse depositada nele. Marino Hinestroza chegou com status, custando cerca de R$ 30 milhões, mas o que entregou foi próximo de nada. A relação com a torcida azedou rápido, principalmente depois daquele episódio lamentável de xingamentos na porta do CT no final de maio. É uma pressão que só quem veste essa camisa entende, mas a resposta em campo não veio.

Para piorar, a apuração do GE indica que o clima com o técnico Renato Gaúcho também não é dos melhores. As falas do treinador sobre a dificuldade de adaptação dos colombianos teriam gerado um desgaste. Os números são cruéis: em 18 jogos, foi titular em apenas cinco e não participou de NENHUM gol. Dentro do clube, a avaliação é que a sua escalação imediata, assim como a de Brenner, foi precipitada, já que ambos chegaram de um longo período de férias. O resultado é um jogador perdido, sem espaço e que hoje é só mais uma sombra na ponta direita.

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O Atacante que não Engrenou: O Drama de Brenner

Se Hinestroza decepciona pela ausência, Brenner irrita pela presença. Contratado para ser o nosso homem-gol, o atacante virou sinônimo de chance perdida e alvo constante das vaias da nossa torcida desde a estreia. A cada bola isolada, a paciência do povo cruzmaltino diminuía.

Ele também custou uma fortuna, cerca de R$ 30 milhões, e o retorno tem sido pífio. Com Renato Gaúcho, até deu um lampejo de esperança, marcando dois gols nos primeiros cinco jogos. Parecia que ia engrenar. Mas foi só um alarme falso. Já são 11 partidas sem balançar as redes. Onze! Em 24 jogos disputados, foi titular em apenas 11 e soma três gols no total. O clube diz que quer recuperá-lo na pausa da Copa, que não quer se desfazer do ativo. Mas a pergunta que fica é: até quando vamos esperar por um milagre?

Insegurança na Zaga: Alan Saldivia e os Gols Contra

Se o ataque não faz, a defesa entrega. E o uruguaio Alan Saldivia, infelizmente, se tornou um protagonista negativo. É outro com a relação completamente desgastada com a torcida. Suas atuações oscilam de forma perigosa e o ápice da fúria vascaína veio na derrota por 3 a 0 para o Bragantino, em São Januário, onde ele falhou de forma decisiva nos gols.

É irônico que Saldivia seja o reforço com mais minutos em campo (1897), mas essa constância não se traduziu em segurança. Pelo contrário. Suas falhas colocaram em xeque a titularidade que parecia certa ao lado de Robert Renan. O mais inacreditável são os TRÊS gols contra em apenas 20 jogos. É um número assustador. O resultado é que a diretoria já corre atrás de um novo zagueiro pela direita, porque nem ele, nem Cuesta, conseguiram dar conta do recado.

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O Guerreiro Argentino: Spinelli, a Luta em Meio ao Caos

No meio de tanto problema, há um lampejo de raça. Claudio Spinelli chegou sem o status de salvador, contratado para ser uma opção a Vegetti após um bom ano no Independiente del Valle. E o argentino, pelo menos, entrega luta. Ele não é o jogador mais técnico, a gente vê que às vezes a bola mais briga com ele do que obedece, mas a garra é inegável.

Ele não foi a aposta principal para o ataque, esse peso caiu nas costas de Brenner. Mas, na prática, Spinelli tem sido mais útil. Com cinco gols, ele dividiu a artilharia do time em 2025 com Puma Rodríguez e Thiago Mendes. É pouco, sabemos, mas em um time que sofre para criar e finalizar, a sua vontade em campo ao menos serve de alento.

E o Resto? Um Vácuo de Respostas

E quanto a Johan Rojas e Cuiabano? A verdade é que pouco se pode dizer. Foram parte do pacote de mais de R$ 100 milhões, mas seu impacto foi tão pequeno que mal renderam uma análise mais profunda. Chegaram para compor elenco e, até agora, não passaram disso.

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A pausa para a Copa do Mundo chega como um suspiro de alívio e, ao mesmo tempo, um período de imensa pressão. Renato Gaúcho terá tempo para trabalhar, para tentar recuperar jogadores que custaram uma fortuna e que, até agora, só entregaram dor de cabeça. A diretoria precisa ser cobrada por um planejamento que se mostra, no mínimo, desastroso. E nós, a torcida que nunca abandona, ficamos aqui, mais uma vez, esperando que o nosso Gigante da Colina encontre o caminho de volta. Porque, no fundo, a gente sempre acredita. Vasco é coisa séria, e essa situação não pode continuar.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.