Um soco no estômago do torcedor
O primeiro semestre de 2026 acabou, e para nós, povo cruzmaltino, o sentimento é de pura melancolia. Aquele planejamento todo que ouvimos em janeiro, focado em evitar o sufoco no Brasileirão, virou pó. Chegamos à pausa para a Copa do Mundo exatamente onde juraram que não estaríamos: mergulhados até o pescoço na maldita zona de rebaixamento.
A derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, dentro do nosso Caldeirão de São Januário, foi a pá de cal. Um resultado que nos condena a, no mínimo, 52 dias amargando o Z-4. Cinquenta e dois dias olhando para a parte de baixo da tabela, enquanto o mundo para pra ver a Copa. É de doer na alma.
A estratégia que deu errado
Lembram quando o time poupava jogadores? Quando abrimos mão de competir com força máxima na Copa Sul-Americana, tudo em nome de uma campanha segura no Brasileirão? Pois é. A estratégia, para ser claro e direto, foi um fracasso retumbante.
Em vez de um Vascão seguro, temos uma equipe com ataque inoperante, uma defesa que parece um queijo suíço e uma pressão que só aumenta. A tranquilidade que nos prometeram nunca chegou. O que chegou foi a dura realidade de mais uma luta pela sobrevivência.
A palavra do diretor: desculpa ou realidade?
O diretor de futebol, Admar Lopes, tentou explicar o inexplicável. Em uma declaração recente, ele admitiu que o elenco tem suas limitações e que alguns jogadores simplesmente não entregaram o esperado. Nas palavras dele:
“No meu entender, 24, 25 jogadores em um elenco profissional, até pela tradição do Vasco na base, é mais que suficiente. Na nossa planificação, houve uma reflexão sobre a posição de ter mais um jogador, que é na posição de volante. Tentamos e, por limitação financeira, não conseguimos. Mas, tirando essa posição, acho que numericamente… É diferente qualitativamente, mas, numericamente, acho que o elenco é suficiente. Mas há jogadores que não entregaram ainda o que esperávamos, mas não tem a ver com o tamanho do elenco”, disse Admar.
A gente ouve, mas é difícil engolir. Falar em limitação financeira depois dos rios de dinheiro gastos é, no mínimo, irônico.
Brenner: O símbolo de R$ 31 milhões da decepção
E se essa frustração toda tivesse um rosto, ele seria o de Brenner. Contratado para ser o nosso homem-gol, a solução para o ataque, o centroavante titular. A expectativa era gigante, vindo de bons números no Cincinnati FC, da MLS. O investimento? Uma fortuna.
O Vascão desembolsou cinco milhões de euros, o que na época deu cerca de R$ 31 milhões, num contrato que vai até dezembro de 2029. Um valor que bota pressão em qualquer um. Mas o retorno… ah, o retorno foi pífio.
Vamos aos números da vergonha, torcedor. Analise comigo:
- Partidas disputadas: 24
- Gols marcados: míseros 3 (um no Brasileiro, um no Carioca, um na Sul-Americana)
- Minutos em campo: 1.091
- Grandes chances perdidas: 14 (!!!)
- Finalizações totais: apenas 28
São 14 chances claras de gol jogadas no lixo. Um gol a cada 363 minutos em campo, aproximadamente. É um desempenho incompatível com a camisa do Gigante da Colina e, principalmente, com o investimento feito. Brenner, infelizmente, se tornou o símbolo de um mercado de transferências que, até agora, só trouxe dor de cabeça.
E a conta não para de subir…
Como se não bastasse, a fonte ainda lembra de outro caso. Um atacante colombiano, que não teve seu nome citado, mas que custou ainda mais caro: cerca de 5,2 milhões de euros, ou R$ 32,5 milhões. Ele se tornou o maior investimento do clube no mercado, e o texto foi cortado antes de detalhar seu desempenho, mas o cenário já está pintado.
O semestre termina com o Vasco na lama, com contratações caríssimas que não rendem e com a torcida, como sempre, carregando o time nas costas e na voz. A pergunta que fica é: até quando vamos pagar tão caro por tão pouco? A pausa para a Copa precisa ser um momento de reflexão profunda, porque o segundo semestre promete ser de guerra. E nós, vascaínos, estaremos lá. Mas precisamos de raça e, principalmente, de GOLS.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.