A calmaria depois da tempestade: Pedrinho destrava o mercado!
Acabou o pesadelo, nação cruzmaltina! Depois de semanas de angústia com a SAF sob intervenção judicial, a volta do nosso ídolo Pedrinho ao comando do futebol finalmente destravou o cadeado que prendia nossas esperanças. O Gigante da Colina estava de mãos atadas, vendo conversas e sondagens esfriarem, mas agora o jogo virou. A primeira grande notícia é a que todos esperavam: a negociação com o colombiano Nelson Deossa voltou a andar!
Para quem não lembra, a conversa com o jogador do Real Betis, da Espanha, já estava quente no mês passado. Faltava pouco para o acordo, mas a confusão nos bastidores travou tudo. Agora, com Pedrinho de volta ao leme, o Vascão retomou as conversas nesta segunda-feira e deu as garantias que o clube espanhol pedia. O mais importante: o próprio Deossa já deu o seu ‘sim’, acertou salários e está pronto para vestir nosso manto sagrado.
Deossa: O primeiro guerreiro da nova era
A operação para trazer o meio-campista é um sinal claro de novos tempos. Será um empréstimo com obrigação de compra, uma jogada inteligente para não sangrar os cofres agora. O valor total é de 10 milhões de euros, o que dá cerca de R$ 58 milhões na cotação de hoje. Mas calma, torcedor! O Vascão só começará a pagar essa grana no ano que vem.
E aqui entra uma peça-chave nesse xadrez: Marcos Lamacchia. O empresário, que está com conversas avançadas para comprar a nossa SAF, já está mostrando serviço. Ele entende que o elenco precisa de um choque de qualidade e, mesmo sem poder assinar o cheque final ainda, está ajudando ‘à distância’ para viabilizar essa primeira grande contratação. Deossa é a exceção à regra do orçamento apertado, um investimento inicial que mostra o comprometimento do futuro dono.
Pés no chão, Gigante! A cautela depois do susto
Apesar da negociação com Deossa estar bem encaminhada, a diretoria aprendeu a lição. Ninguém dentro do clube quer comemorar antes da hora. A frustração recente com a negociação que não deu certo com o técnico Fernando Seabra serviu de alerta. Aquilo foi um balde de água fria e mudou a forma como o Vasco comunica suas movimentações no mercado.
Por isso, a ordem é ter cautela. A diretoria reconhece que a situação está avançada, mas só vai cravar o acerto quando a tinta estiver no papel. É a postura correta. Chega de criar expectativa para depois sofrer. Primeiro o contrato assinado, depois a festa da torcida vascaína.
As próximas batalhas: Xerife e cão de guarda na mira
Deossa é a primeira peça, mas o quebra-cabeça do nosso elenco ainda tem buracos urgentes. A diretoria sabe disso e já definiu as prioridades. Pelo menos mais duas posições são vistas como emergenciais: precisamos de um zagueiro de boa estatura, um xerife para botar ordem na nossa área, e um primeiro volante marcador, um verdadeiro cão de guarda.
A necessidade de um volante ficou ainda mais clara com a saída de Hugo Moura. O jogador está com negociação encaminhada para o Al-Fayha, time de Fábio Carille lá na Arábia Saudita. É uma carência que já existia e que agora se tornou crítica. Não dá mais pra vacilar nesse setor do campo.
Admar Lopes manda o papo reto: ‘Não vamos virar milionários’
Em entrevista coletiva nesta segunda, o nosso diretor de futebol, Admar Lopes, jogou limpo com o povo cruzmaltino. Ele confirmou que espera um sinal verde para ter mais poder de investimento, algo que depende do acordo final com o grupo de Lamacchia. Mas ele fez questão de alinhar as expectativas.
Nas palavras do próprio dirigente: “Não significa que o Vasco de uma hora para outra vai virar milionário e comprar jogador de 20, 30 milhões de euros, mas sim haver uma readequação. A janela é longa”. Ele explicou que o plano inicial era não ser agressivo no começo da janela, justamente porque a situação da SAF poderia mudar. Agora, ele aguarda um ‘ok’ para recalcular a rota, mas sempre com responsabilidade.
A realidade hoje é de um orçamento limitado. A preferência é por jogadores disponíveis por empréstimo ou que estejam com o contrato perto do fim, o que barateia a operação. O Vascão vai evitar gastar as poucas fichas que tem em apostas que não faria se estivesse com os cofres cheios. É inteligência de mercado. A esperança é que, com a melhora financeira no horizonte, apareçam oportunidades melhores mais para frente. A caça continua, mas agora com um plano. Vamos, Vascão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.