Admar ABRE O JOGO: A verdade sobre o caso Seabra e o caos sem Pedrinho no Vasco!

Admar Lopes quebra o silêncio, revela bastidores do caos sem Pedrinho e expõe a verdade por trás da negociação fracassada com Fernando Seabra. Entenda!

Nelson Deossa, do Real Betis, interessa ao Vasco (Foto: Reprodução)

O Silêncio Foi Quebrado: Admar Lopes Revela os Bastidores da Crise no Vascão

A bola parou de rolar no Brasil por causa da Copa do Mundo, mas em São Januário, o caldeirão ferveu como nunca. Enquanto a torcida vascaína roía as unhas, os bastidores do Gigante da Colina viraram um campo de batalha. Saída de técnico, busca por substituto e, o mais grave, o afastamento judicial de Pedrinho do comando da SAF. Nesta segunda-feira, o diretor de futebol Admar Lopes finalmente botou a boca no trombone e contou o drama que foi viver esses dias de incerteza.

Em uma entrevista coletiva que soou como um desabafo, Admar não mediu palavras para descrever o caos. O dirigente, que ficou no meio do fogo cruzado, expôs a paralisia que tomou conta do clube com a ausência forçada do nosso presidente. É de torcedor para torcedor: a gente sentiu daqui a agonia, e agora entendemos o porquê.

Um Diretor de Mãos Atadas: O Vazio Deixado por Pedrinho

Imagine comandar o futebol de um gigante como o Vasco sem poder falar com o presidente. Parece piada, mas foi a dura realidade. Admar Lopes foi cirúrgico ao descrever a sensação de abandono e incerteza que a decisão judicial causou.

“O que eu posso dizer é que eu, como diretor de futebol do Vasco, não sabia se iríamos ficar um dia, uma semana, um mês, um ano sem presidente. E isto, obviamente, como devem imaginar, causa uma incerteza muito grande”, disparou o diretor. A fala é um soco no estômago de qualquer vascaíno que ama o clube.

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Ele continuou, detalhando o absurdo da situação: “Havia, antes da intervenção e do afastamento dele um plano bem definido, estruturado. E durante o afastamento, ele não participou em absolutamente nada. Um diretor de futebol que não pode falar com o presidente, não é agradável, não facilita absolutamente nada”.

Essa declaração mostra que o plano existia. O trabalho estava sendo feito. Mas uma canetada externa jogou tudo para o alto e deixou nosso diretor de futebol navegando num barco sem capitão, bem no meio da tempestade da zona de rebaixamento do Brasileirão, onde o time se encontrava antes da pausa.

A Novela Seabra: A Verdade Sobre a Negociação que Melou

Um dos pontos mais sensíveis era a contratação de um novo técnico após a saída de Renato Gaúcho. O nome da vez era Fernando Seabra, do Coritiba. A notícia vazou, a torcida se animou e, de repente, tudo ruiu. Agora, sabemos o porquê.

Admar Lopes fez questão de explicar a negociação nos mínimos detalhes, e a história é bem diferente da que foi contada por aí. O Vasco agiu corretamente. “Primeiro comunicamos ao clube que queríamos falar com o técnico para comunicar da proposta”, afirmou, mostrando respeito ao Coritiba. O dirigente até se dispôs a ir pessoalmente a Curitiba para acelerar o processo.

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E a multa rescisória? Sempre foi parte do plano. “A multa nunca foi negociada, sempre falamos que pagaríamos a multa”, cravou Admar, derrubando qualquer boato de que o Vasco estaria tentando dar um jeitinho. O problema, meu amigo vascaíno, foi outro.

Intransigência e Vazamentos: O que Realmente Derrubou o Negócio

Aqui a porca torce o rabo. Segundo o nosso diretor, a negociação travou na teimosia do Coritiba. “A partir do momento que teve uma intransigência do Coritiba em receber o pagamento à vista, o movimento caiu. Simples”, explicou. Ou seja: o Vascão pagaria, mas o outro lado exigiu tudo de uma vez, numa condição que, no meio daquele caos interno, se tornou inviável.

Para piorar, o vazamento das informações, que deram o negócio como certo, foi fatal. Admar foi claro sobre isso: “Não estava tudo completo. Saiu que estava fechado, mas isso é de responsabilidade de quem falou. Por isso que sempre peço a paciência de todos. No caso do Fernando (Seabra) isso se deu e foi prejudicial”.

O recado é claro: a fofoca e a pressa da mídia atrapalharam o Gigante. Enquanto alguns se preocupavam em dar o furo, o Vasco perdia a chance de ter um novo comandante para nos tirar daquela situação angustiante no campeonato.

A coletiva de Admar Lopes joga uma luz sobre um dos períodos mais sombrios e confusos da nossa história recente. Mostra um profissional tentando trabalhar em meio ao caos, lutando contra inimigos internos e externos. Para nós, da torcida que nunca abandona, serve para entendermos a complexidade da situação. A luta é grande, mas o Vasco é maior. Que agora, com as cartas na mesa, o caminho para a volta por cima fique mais claro. Vamos, Vascão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.